Mato Grosso
Vacinômetro do MPMT aponta avanço da cobertura vacinal no Estado
Mato Grosso
A maioria dos indicadores de cobertura vacinal monitorados pelo Projeto Vacinômetro apresentou melhora em Mato Grosso entre junho e setembro de 2026. A iniciativa estratégica do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) é coordenada pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, do Consumidor, dos Direitos Humanos, das Minorias, da Segurança Alimentar e do Estado Laico, com execução do Núcleo de Estatística e Gestão Estratégica do Departamento de Planejamento e Gestão (Deplan). Desenvolvido desde 2023, o projeto monitora a cobertura de 17 vacinas em Mato Grosso, com foco nos 42 municípios com menores índices, o que representa 30% do estado. O monitoramento tem como objetivo contribuir para a ampliação da cobertura vacinal entre crianças, adolescentes e idosos, permitindo identificar avanços, desafios e localidades que demandam maior atenção do poder público. Os dados também subsidiam a atuação ministerial voltada à proteção da saúde coletiva e ao fortalecimento das políticas públicas de imunização. As informações são fornecidas pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT).Nesta edição, foram analisadas 16 vacinas destinadas a diferentes faixas etárias. Entre os menores de um ano, foram monitoradas as vacinas BCG, febre amarela, meningocócica C, pentavalente, pneumocócica, poliomielite e rotavírus. Para crianças menores de dois anos, o levantamento incluiu hepatite A, tríplice viral e varicela. Já entre os adolescentes, foram avaliadas as coberturas da meningocócica ACWY para as idades de 11, 12, 13 e 14 anos, além das vacinas HPV feminino e HPV masculino. O ranking completo pode ser acessado aqui.De acordo com relatório elaborado pelo Deplan, das 2.256 comparações realizadas entre os períodos de junho e setembro, 1.348 apresentaram aumento da cobertura vacinal, o que corresponde a 59,75% do total. Houve redução em 803 situações (35,59%) e manutenção dos índices em outras 105 (4,65%). Além disso, 103 municípios registraram crescimento em pelo menos nove dos 16 indicadores avaliados, enquanto 58 comarcas apresentaram melhora na maioria das coberturas analisadas.Os resultados apontam avanço em 12 dos 16 indicadores monitorados. Os maiores crescimentos foram observados nas vacinas contra varicela, com aumento de 11,34 pontos percentuais, hepatite A, com alta de 10,95 pontos percentuais, e HPV masculino, que registrou incremento de 9,36 pontos percentuais. Todos os 141 municípios mato-grossenses registraram aumento da cobertura das vacinas contra o HPV tanto para meninas quanto para meninos.Apesar dos avanços, o estudo também identificou pontos de atenção. A maior redução ocorreu na cobertura da vacina meningocócica ACWY aplicada em adolescentes de 11 anos, que apresentou queda de 22,98 pontos percentuais. Essa vacina protege contra quatro sorogrupos (A, C, W e Y) da bactéria Neisseria meningitidis, causadora de meningite e infecções generalizadas graves. No Brasil, é disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças a partir de 12 meses e adolescentes de 11 a 14 anos.A vacina contra influenza, destinada a idosos, não foi considerada nesta edição devido à indisponibilidade de dados.
Fonte: Ministério Público MT – MT
Mato Grosso
Acusado de matar esposa e enterrá-la no quintal é condenado
O Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta terça-feira (20), Jackson Pinto da Silva pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime praticados contra a esposa, Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos. A acusação foi sustentada pelo promotor de Justiça Vinícius Gahyva, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).Após acolher a tese apresentada pelo Ministério Público, o Conselho de Sentença reconheceu a responsabilidade do réu pelos crimes denunciados. A juíza presidente Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena em 31 anos e três dias de reclusão, em regime inicial fechado, um mês e três dias de detenção em regime aberto. Além da condenação criminal, a magistrada determinou o pagamento de 15 dias-multa e fixou indenização correspondente a 50 salários-mínimos, a ser paga aos sucessores da vítima a título de reparação mínima pelos danos causados.Conforme a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu na manhã de 4 de maio de 2026, na residência do casal, no bairro Parque Cuiabá. Segundo apurado durante as investigações, Jackson Pinto da Silva matou a vítima por asfixia mecânica enquanto ela dormia, circunstância que impossibilitou qualquer reação defensiva.De acordo com a acusação, o feminicídio foi praticado em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher e envolveu menosprezo à condição feminina. A denúncia apontou ainda que o crime teve motivação patrimonial, uma vez que o réu teria adotado medidas para obter controle sobre bens e recursos financeiros da vítima, realizando inclusive movimentações bancárias em benefício próprio.Durante o julgamento, o Ministério Público demonstrou que, após matar a esposa, o condenado transportou o corpo para outro imóvel pertencente à vítima e o enterrou utilizando maquinário previamente contratado sob a justificativa de realização de obras no local. A conduta caracterizou o crime de ocultação de cadáver.A acusação também sustentou que o réu tentou dificultar a descoberta da verdade ao retirar equipamentos de armazenamento de imagens da residência e criar uma falsa narrativa para simular o desaparecimento da vítima. Conforme as investigações, ele utilizou o telefone celular de Nilza Moura de Sousa Antunes para enviar mensagens a familiares, forjando uma situação de sequestro e exigindo pagamento de resgate.Além disso, Jackson Pinto da Silva compareceu à polícia para registrar ocorrência baseada em informações falsas. A versão apresentada, entretanto, foi confrontada pelos elementos probatórios reunidos durante a investigação, permitindo o esclarecimento da dinâmica criminosa e a localização do corpo da vítima.Ao sustentar a acusação em plenário, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva defendeu a condenação do réu pelos crimes denunciados, tese acolhida pelos jurados que integraram o Conselho de Sentença.Fotos: Rodrigo Moura / TJMT
Fonte: Ministério Público MT – MT
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