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Projetos estratégicos orientarão ações da área meio em 2027 e 2028

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Os resultados alcançados pela área meio do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) entre 2024 e 2026 e os próximos passos para a construção do Plano Geral de Atuação (PGA) 2027-2028 foram apresentados pela chefe do Departamento de Planejamento e Gestão (Deplan), Annelyse Cristine Candido Santos, durante a reunião de abertura do novo ciclo de planejamento estratégico, realizada na segunda-feira (19), na Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), em Cuiabá.Ao apresentar o balanço do período, Annelyse Candido destacou que a estratégia institucional tem sido concretizada por meio dos projetos estratégicos desenvolvidos pelas unidades administrativas. “O Ministério Público de Mato Grosso desdobra sua estratégia por meio dos projetos estratégicos institucionais. Hoje estivemos aqui reunidos, liderados pela administração superior, para celebrar os resultados do período de 2024 a 2026 e dar o primeiro passo para a elaboração dos novos projetos da área administrativa”, afirmou.Segundo ela, o trabalho desenvolvido nos últimos anos permitiu consolidar uma cultura de planejamento orientada por resultados, fortalecendo a atuação administrativa como suporte essencial às atividades finalísticas da instituição. A gestora lembrou que o processo teve início com a elaboração participativa do Planejamento Estratégico Institucional (PEI), em 2023, e que os projetos estratégicos representam o principal instrumento para transformar objetivos e diretrizes em entregas concretas para a sociedade.Ao abordar os desafios para o próximo ciclo, Annelyse Candido destacou temas como inovação tecnológica, inteligência artificial, gestão de pessoas, logística e aprimoramento dos processos organizacionais. “A partir de então, nós vamos nos reunir para pensar esse portfólio de projetos para que possamos, em 2027 e 2028, prestar o suporte administrativo necessário para as entregas efetivas e sociais à população”, acrescentou.A chefe do Deplan também enfatizou a importância da governança para garantir alinhamento entre estratégia, projetos e resultados. “A governança é a direção institucional, a partir da administração superior, daquilo que dará rumo às entregas efetivas para a população”, ressaltou.Durante a apresentação, ela explicou a diferença entre projetos institucionais e projetos estratégicos, destacando que estes últimos estão diretamente vinculados às diretrizes estabelecidas no Planejamento Estratégico Institucional (PEI) e têm a função de impulsionar transformações estruturantes no MPMT. Segundo a gestora, os projetos estratégicos asseguram continuidade às prioridades da instituição e orientam a atuação das áreas administrativas ao longo dos ciclos de planejamento, independentemente de mudanças na gestão.Ao detalhar os resultados do período 2024-2026, a chefe do Deplan informou que a área meio conta com 16 diretrizes estratégicas definidas no planejamento institucional. Deste total, seis já foram atendidas por meio de projetos estratégicos, sendo quatro ligadas à Administração Superior e duas aos departamentos administrativos. As demais diretrizes serão reavaliadas durante as oficinas de construção do PGA 2027-2028 para definição das prioridades do próximo biênio.Annelyse Candido também apresentou os reconhecimentos externos conquistados pela instituição nos últimos anos. Entre eles, o primeiro lugar no Prêmio CNMP 2025, na categoria Capacitação e Treinamento, com o projeto “DTI na Estrada”; o terceiro lugar no Prêmio CNMP 2025, na categoria Inovação, com a iniciativa “Atuação Finalística 4.0”; e a classificação do Sisplan como finalista do Judiciário Exponencial 2025, na categoria Tecnologia e Inovação.Outro destaque foi o projeto Vitória Régia, responsável pela conquista do Selo Lixo Zero e do Prêmio Lixo Zero 2025. Para a gestora, os resultados demonstram o amadurecimento da gestão estratégica da instituição e evidenciam que os projetos desenvolvidos pelas áreas administrativas têm produzido impactos concretos na modernização dos serviços e na melhoria das entregas institucionais.A gestora também ressaltou o papel do Sistema de Planejamento e Gestão (Sisplan), ferramenta desenvolvida pelo próprio Ministério Público para monitorar indicadores, metas e projetos estratégicos. Atualmente, a plataforma reúne mais de 110 projetos ativos e serve como instrumento de acompanhamento das iniciativas institucionais, permitindo maior integração entre as unidades e mais transparência na execução das ações planejadas.Para a promotora de Justiça Gileade Pereira Souza Maia, coordenadora do Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho (NQVT), o encontro foi uma oportunidade para avaliar os resultados alcançados, identificar pontos de melhoria e projetar novas ações para os próximos anos. “Foi uma tarde para olhar para os nossos resultados, para o quanto avançamos e também para refletir sobre os ajustes necessários, corrigir rotas e buscar inovação, crescimento e novas formas de contribuir com a sociedade mato-grossense por meio dos nossos projetos”, afirmou.O promotor de Justiça Caio Márcio Loureiro, coordenador do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, destacou que o planejamento estratégico é fundamental para alinhar as ações institucionais às expectativas da sociedade. “Hoje nos reunimos para marcar a abertura desse novo ciclo no Ministério Público, ocasião em que todos nós somos desafiados, em nossas respectivas áreas de atuação, a contribuir para que a instituição entregue à sociedade aquilo que é prioritário e mais relevante para suas necessidades”, ressaltou.Já o diretor-geral do MPMT, Ricardo Dias Ferreira, enfatizou a importância de analisar os avanços obtidos no ciclo atual e planejar as próximas etapas de forma integrada e colaborativa. “Foi um momento importante do nosso planejamento estratégico, em que pudemos olhar para trás, reconhecer o quanto avançamos e tudo o que já entregamos. Agora iniciamos um novo ciclo com a oportunidade de propor melhorias e atuar de maneira colaborativa para concretizar as entregas previstas no PGA 2027-2028”, afirmou.As próximas etapas do processo incluem oficinas temáticas e reuniões com gestores e equipes das unidades administrativas para definição do portfólio de projetos estratégicos que orientarão as ações da área meio ao longo do próximo biênio.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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Acusado de matar esposa e enterrá-la no quintal é condenado

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O Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta terça-feira (20), Jackson Pinto da Silva pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime praticados contra a esposa, Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos. A acusação foi sustentada pelo promotor de Justiça Vinícius Gahyva, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).Após acolher a tese apresentada pelo Ministério Público, o Conselho de Sentença reconheceu a responsabilidade do réu pelos crimes denunciados. A juíza presidente Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena em 31 anos e três dias de reclusão, em regime inicial fechado, um mês e três dias de detenção em regime aberto. Além da condenação criminal, a magistrada determinou o pagamento de 15 dias-multa e fixou indenização correspondente a 50 salários-mínimos, a ser paga aos sucessores da vítima a título de reparação mínima pelos danos causados.Conforme a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu na manhã de 4 de maio de 2026, na residência do casal, no bairro Parque Cuiabá. Segundo apurado durante as investigações, Jackson Pinto da Silva matou a vítima por asfixia mecânica enquanto ela dormia, circunstância que impossibilitou qualquer reação defensiva.De acordo com a acusação, o feminicídio foi praticado em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher e envolveu menosprezo à condição feminina. A denúncia apontou ainda que o crime teve motivação patrimonial, uma vez que o réu teria adotado medidas para obter controle sobre bens e recursos financeiros da vítima, realizando inclusive movimentações bancárias em benefício próprio.Durante o julgamento, o Ministério Público demonstrou que, após matar a esposa, o condenado transportou o corpo para outro imóvel pertencente à vítima e o enterrou utilizando maquinário previamente contratado sob a justificativa de realização de obras no local. A conduta caracterizou o crime de ocultação de cadáver.A acusação também sustentou que o réu tentou dificultar a descoberta da verdade ao retirar equipamentos de armazenamento de imagens da residência e criar uma falsa narrativa para simular o desaparecimento da vítima. Conforme as investigações, ele utilizou o telefone celular de Nilza Moura de Sousa Antunes para enviar mensagens a familiares, forjando uma situação de sequestro e exigindo pagamento de resgate.Além disso, Jackson Pinto da Silva compareceu à polícia para registrar ocorrência baseada em informações falsas. A versão apresentada, entretanto, foi confrontada pelos elementos probatórios reunidos durante a investigação, permitindo o esclarecimento da dinâmica criminosa e a localização do corpo da vítima.Ao sustentar a acusação em plenário, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva defendeu a condenação do réu pelos crimes denunciados, tese acolhida pelos jurados que integraram o Conselho de Sentença.Fotos: Rodrigo Moura / TJMT

Fonte: Ministério Público MT – MT



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