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Evento de Medeiros expõe divisão no PL com ausência de Wellington e apoio a Pivetta

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A divisão interna do PL de Mato Grosso voltou a ficar evidente durante o evento de lançamento da campanha de José Medeiros ao Senado, realizado na noite de quinta-feira (17), em Cuiabá. O candidato ao Governo do Estado pela própria legenda, Wellington Fagundes, não participou do ato, que reuniu lideranças bolsonaristas e prefeitos filiados ao partido.

Entre os presentes estavam os prefeitos de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, e de Primavera do Leste, Sérgio Machnic. Ambos são filiados ao PL, mas declararam apoio à candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que disputa a reeleição e é adversário de Wellington na corrida ao Palácio Paiaguás.

Cláudio chamou atenção ao comparecer ao evento usando adesivos de Pivetta e do candidato ao Senado Mauro Mendes (União). Medeiros também disputa uma das duas vagas ao Senado e aparece como opção de voto do prefeito de Rondonópolis.

A ausência de Wellington ocorreu em meio às divergências que vêm marcando a campanha do PL em Mato Grosso. Embora o partido tenha candidatura própria ao Governo, parte das lideranças municipais da legenda decidiu apoiar Pivetta.

Questionado sobre a ausência do senador, Medeiros evitou detalhar se Wellington havia sido convidado e afirmou que o evento estava aberto aos apoiadores.

“Não, o evento é público e todo mundo está convidado”, declarou.

Odílio Balbinotti, primeiro suplente de Medeiros, apresentou uma versão diferente e afirmou que Wellington não havia sido convidado para o encontro. Segundo ele, o distanciamento estaria relacionado à composição política que envolve o MDB na chapa de Medeiros.

Prefeitos mantêm apoio a Pivetta

A presença de Cláudio Ferreira e Sérgio Machnic também reforçou a dissidência existente dentro do PL. Os dois prefeitos estão entre os integrantes da legenda que declararam apoio a Pivetta mesmo diante da orientação partidária em favor de Wellington.

Cláudio chegou a ser retirado da presidência municipal do PL em Rondonópolis após anunciar apoio ao governador. Mesmo assim, manteve publicamente seu posicionamento.

Durante o evento, ele defendeu a liberdade de escolha de agentes políticos e afirmou que o mandato deve ser exercido de acordo com a vontade dos eleitores.

“A preocupação de todo mandatário deve ser essa. Quem passa pelo crivo da eleição sabe disso. A gente tem que se preocupar com a vontade das pessoas. Qual é a vontade das pessoas?”, declarou.

O prefeito também rejeitou a possibilidade de que decisões partidárias sejam utilizadas para impor posicionamentos políticos.

“Nós vivemos numa democracia. Vamos deixar as pessoas escolherem livremente. A gente não pode querer impor pela força nem pela violência. Jamais. A gente vive em uma democracia”, completou.

Apesar da ausência de Wellington, o empresário Reinaldo de Morais, candidato a vice na chapa do senador, fez referência ao candidato ao Governo durante seu discurso. Ele pediu votos para Flávio Bolsonaro à Presidência, Wellington para o Governo e Medeiros ao Senado.

O episódio evidencia a dificuldade de unificar os diferentes grupos do PL durante a campanha de 2026. Enquanto Wellington disputa o Governo pela legenda, prefeitos e outras lideranças liberais mantêm apoio declarado a Pivetta, enquanto Medeiros concentra sua atuação na disputa por uma das vagas ao Senado.



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VR e VA podem ser aceitos em mais maquininhas a partir deste sábado

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Os cartões de vale-refeição (VR) e vale-alimentação (VA) terão mudanças a partir deste sábado (7).

A principal delas é a implementação da interoperabilidade, que prevê a aceitação de cartões de diferentes operadoras em qualquer maquininha habilitada para processar esse tipo de pagamento, desde que o estabelecimento também aceite o cartão utilizado.

A transição começou em maio e vai até novembro, quando a assinatura do decreto que atualizou o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) completa um ano.

Na prática, a medida pretende ampliar as opções de uso dos benefícios em restaurantes, supermercados e outros estabelecimentos que trabalham com alimentação.

Cartões de empresas como Alelo, Ticket, VR Benefícios, Pluxee, Flash e Swile estão entre os abrangidos pelas mudanças, conforme o enquadramento no PAT.

As novas regras também estabelecem limites para as taxas cobradas dos estabelecimentos comerciais e reduzem o prazo para o repasse dos valores das vendas. O objetivo do governo é estimular a concorrência no setor e facilitar a aceitação dos benefícios pelo comércio.

Apesar da previsão de implementação em novembro, a interoperabilidade enfrenta desafios operacionais. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) afirma que os sistemas das empresas ainda não estão totalmente integrados e aponta dificuldades para o funcionamento da medida no prazo previsto.

Além disso, parte das regras é alvo de questionamentos judiciais por operadoras do setor.

O que muda?

A partir de 7 de novembro, está prevista a entrada em vigor integral da interoperabilidade entre os cartões de vale-refeição e vale-alimentação.

Isso significa que cartões de diferentes operadoras deverão funcionar em qualquer maquininha habilitada para receber esse tipo de pagamento, sem depender de contratos ou equipamentos específicos para cada bandeira.

A mudança não obriga todos os estabelecimentos a aceitar os benefícios. A regra vale para os comércios habilitados a processar essas transações.

Onde usar?

A proposta é ampliar a rede de aceitação dos cartões. Assim, o trabalhador poderá utilizar o benefício em diferentes estabelecimentos que aceitem a modalidade correspondente, independentemente da operadora responsável pelo cartão.

A aceitação dependerá da habilitação do estabelecimento e do funcionamento da integração entre os sistemas de pagamento.

 


Rio de Janeiro (RJ), 12/01/2025 – Transação comercial em maquininha. Novo decreto moderniza o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) e traz novas regras ao sistema de vale-alimentação e vale-refeição. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 12/01/2025 – Transação comercial em maquininha. Novo decreto moderniza o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) e traz novas regras ao sistema de vale-alimentação e vale-refeição. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Transação comercial em maquininha. Novo decreto moderniza o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) e traz novas regras ao sistema de vale-alimentação e vale-refeição. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O valor aumenta?

Não. As novas regras não determinam aumento nem redução automática do valor do vale-refeição ou do vale-alimentação pago pelas empresas aos funcionários.

Os recursos continuam destinados exclusivamente à alimentação. O vale-refeição é utilizado para a compra de refeições prontas, enquanto o vale-alimentação é voltado à aquisição de alimentos.

A principal mudança para o trabalhador é a ampliação das possibilidades de utilização do benefício.

Quais regras já valem?

Além da interoperabilidade, a regulamentação do PAT estabeleceu limites para as taxas cobradas dos estabelecimentos e reduziu o prazo de repasse dos valores das vendas.

As principais medidas são:

  • Taxa máxima de 3,6% para a cobrança das operadoras sobre as transações com benefícios vinculados ao PAT;
  • Tarifa de intercâmbio de até 2%: teto para a cobrança relacionada às operações entre participantes do sistema;
  • Repasse em até 15 dias corridos: prazo máximo para que os estabelecimentos recebam os valores das vendas.

Antes da mudança, comerciantes reclamavam de taxas elevadas e de prazos de recebimento que podiam ultrapassar 30 dias.

Todos os benefícios entram?

Não necessariamente. As regras descritas se aplicam aos benefícios vinculados ao PAT, criado em 1976.

Há uma diferença entre os benefícios concedidos no âmbito do PAT e o auxílio-alimentação previsto na legislação trabalhista. Segundo a Abrasel, essa distinção tem provocado dificuldades na identificação das transações e na conciliação financeira dos estabelecimentos.

A entidade afirma que parte das empresas teria migrado operações para o auxílio-alimentação após a regulamentação, modalidade que não está sujeita aos mesmos limites de taxas e prazos previstos para o PAT.

A mudança está garantida?

A implementação está prevista para novembro, mas enfrenta obstáculos operacionais. A Abrasel afirma que as empresas responsáveis pelos cartões e as credenciadoras ainda precisam integrar seus sistemas para permitir o funcionamento pleno da interoperabilidade.

Segundo a associação, um dos problemas envolve o canal específico utilizado para processar transações com vales, que ainda não estaria funcionando plenamente.

A entidade também afirma que a falta de integração pode dificultar a identificação das modalidades de benefício utilizadas pelos consumidores e o controle financeiro dos estabelecimentos.

Quais são as punições?

O descumprimento das regras aplicáveis ao PAT pode resultar em sanções administrativas e financeiras.

Entre as penalidades previstas estão:

  • Multas;
  • Autuações;
  • Descredenciamento do programa;
  • Cobrança de benefícios fiscais anteriormente utilizados, quando cabível.

As consequências dependem da infração identificada e podem atingir operadoras, empresas participantes do programa e estabelecimentos comerciais.

 


Rio de Janeiro (RJ), 12/01/2025 – Salão do restaurante Sol Gastronomia, na Lapa. Novo decreto moderniza o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) e traz novas regras ao sistema de vale-alimentação e vale-refeição. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 12/01/2025 – Salão do restaurante Sol Gastronomia, na Lapa. Novo decreto moderniza o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) e traz novas regras ao sistema de vale-alimentação e vale-refeição. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Salão do restaurante Sol Gastronomia, no Rio de Janeiro. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O que dizem as operadoras?

Empresas do setor questionam na Justiça pontos do decreto que regulamentou as mudanças no PAT. Entre os argumentos apresentados está a contestação dos limites tarifários e da imposição de alterações estruturais por meio de decreto.

Algumas operadoras conseguiram decisões provisórias que suspenderam parte das exigências, mas as liminares foram posteriormente derrubadas, conforme as informações reunidas no material de referência.

A Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT) também manifestou preocupação com o modelo de arranjo aberto. A entidade argumenta que a ampliação da aceitação dos cartões pode dificultar o controle e a fiscalização dos estabelecimentos credenciados.

O que falta?

A implementação da interoperabilidade depende da integração dos sistemas das operadoras de benefícios e das empresas responsáveis pelas maquininhas.

Embora a regra esteja prevista para entrar em vigor integralmente em novembro, a avaliação da Abrasel é que ainda existem dificuldades técnicas para garantir o funcionamento em toda a rede. Para os trabalhadores, a expectativa é de ampliação das opções de uso dos cartões, mas a efetiva disponibilidade dependerá da conclusão dessa integração.



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