Política
Senado leva ao ComPública debate sobre combate à desinformação
Política
O 4º Congresso Brasileiro de Comunicação Pública (ComPública) reúne, até sexta-feira (18), comunicadores, pesquisadores, estudantes e especialistas de todo o país para discutir o papel e os desafios da comunicação pública. Com o tema “Uma agenda para a cidadania”, o encontro é realizado na Câmara dos Deputados e aborda assuntos como integridade da informação, políticas públicas, direitos, redes sociais, linguagem simples, inteligência artificial e participação cidadã.
Na abertura, a diretora da Secretaria de Comunicação do Senado (Secom), Glauciene Lara, destacou a importância do congresso para aproximar pesquisa, formulação de políticas e prática profissional.
— Este evento é um espaço privilegiado de discussão de alto nível, que reúne quem pesquisa, quem formula políticas, quem ensina e quem faz comunicação pública todos os dias. Um evento que realmente alinha a teoria e a prática, um espaço para construir respostas coletivas a problemas que nenhuma instituição vai conseguir enfrentar sozinha — afirmou.
Comunicação pública
Segundo o presidente da Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública), Jorge Duarte, o congresso recebeu mais de 1,6 mil inscrições de todos os estados. A programação inclui minicursos, mesas de debate e apresentações de 160 trabalhos distribuídos em seis grupos temáticos. Entre os assuntos discutidos estão democracia, transparência, governança digital, regulação da comunicação e combate à desinformação.
A abertura também contou com representantes da Câmara dos Deputados, do Tribunal de Contas da União (TCU), da Universidade de Brasília (UnB) e da Organização das Nações Unidas (ONU). A Secom participa ainda de atividades sobre integridade da informação, gestão e regulação da comunicação e combate à desinformação. A programação inclui a apresentação de trabalhos sobre o Senado Verifica e sobre a gestão da reputação institucional do Senado.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
Política
Fávaro critica ausências em debate e volta a cobrar investigação de ministros do STF
O candidato ao Senado Carlos Fávaro (PSD) aproveitou a chegada ao debate entre os candidatos ao Senado promovido pela TV Vila Real, nesta quinta-feira (17), para criticar a ausência de Mauro Mendes (União) e Janaina Riva (MDB). Segundo Fávaro, deixar de participar do confronto representa uma forma de evitar o contato direto com o eleitor.
“É medo de enfrentar o eleitor. Não é contra o Fávaro, não é contra a Gazeta, é contra o eleitor, que é quem decide em quem vai votar”, afirmou o candidato antes do início do debate.
Fávaro também agradeceu a oportunidade de apresentar propostas e destacou o papel da imprensa livre no processo democrático.
O senador avaliou que os debates são importantes justamente por permitirem que os candidatos apresentem suas posições diretamente ao eleitorado. Para ele, o confronto entre os concorrentes ajuda a população a conhecer propostas e posicionamentos antes da escolha nas urnas.
Além da crítica às ausências, Fávaro voltou a abordar a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu que o Senado investigue eventuais irregularidades envolvendo ministros da Corte. A posição já havia sido apresentada pelo candidato na quarta-feira (16), quando também defendeu uma reforma no Judiciário.
Durante a conversa com a imprensa, Fávaro questionou situações envolvendo familiares de ministros e escritórios de advocacia.
“Não dá para ministro ter escritório de advocacia com filhos, esposa, atuando no próprio Supremo”, declarou.
Na avaliação dele, situações dessa natureza precisam ser esclarecidas e submetidas aos mecanismos de controle previstos nas instituições.
O candidato foi ainda mais direto ao defender a abertura de processos contra ministros que eventualmente estejam envolvidos em irregularidades.
“Eu defendo que os envolvidos sejam investigados pelo Senado Federal. Está na hora de um processo de impeachment”, afirmou.
Na véspera, Fávaro havia publicado vídeo nas redes sociais defendendo uma “reforma urgente no Judiciário brasileiro” e afirmando que a apuração deveria ocorrer sem abandonar o devido processo legal, o equilíbrio entre os Poderes e a independência das instituições.
“Já disse e repito: diante da grave crise no STF, precisamos fazer uma reforma urgente no Judiciário brasileiro. Isso deve ser feito sem deixar de apurar as irregularidades e abrir os processos de impeachment contra todos, todos os ministros envolvidos”, declarou.
A manifestação ocorre em meio às discussões no STF sobre investigações relacionadas ao Banco Master e a alegações envolvendo autoridades da Corte. O tema passou a ocupar espaço recorrente na campanha eleitoral em Mato Grosso, com diferentes candidatos ao Senado defendendo investigações, mudanças no funcionamento do Judiciário ou processos de responsabilização.
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