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Edição de agosto já está disponível e se aproxima de 15 mil acessos em 57 países

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A edição de agosto da Revista Pensar Agro já está disponível e se aproxima de 15 mil acessos, com leitores em 57 países. O resultado amplia o alcance internacional da publicação e confirma o interesse por informações qualificadas sobre os desafios econômicos, tecnológicos e produtivos do agronegócio brasileiro.

A reportagem de capa aborda a aviação agrícola e mostra como aviões, helicópteros e drones ganharam espaço nas operações rurais. Além da aplicação de defensivos e fertilizantes, essas tecnologias são utilizadas no combate a incêndios, na distribuição de sementes e no monitoramento de áreas produtivas.

O conteúdo apresenta a importância econômica do setor, a evolução da frota, os avanços em precisão e segurança e o papel da aviação na proteção das lavouras. A reportagem também analisa os obstáculos para que novas tecnologias estejam ao alcance de um número maior de produtores rurais.

O tema ganha relevância diante da necessidade de realizar operações em períodos cada vez mais curtos, reduzir perdas e melhorar a eficiência das aplicações. Em um país de dimensões continentais, a aviação agrícola tornou-se parte da infraestrutura necessária para sustentar a produtividade e a segurança alimentar.

A edição também discute o novo papel dos dirigentes e das lideranças do agronegócio. Volatilidade dos mercados, crédito mais caro e seletivo, transformação tecnológica, geopolítica e reforma tributária passaram a exigir decisões mais rápidas e uma visão integrada das diferentes áreas da empresa rural.

A publicação mostra que produzir e comercializar já não bastam para assegurar competitividade. Gestão financeira, governança, análise de riscos, comunicação, tecnologia e planejamento tributário passaram a influenciar diretamente os resultados dos negócios.

Outro destaque é a análise da advogada e consultora tributária Fernanda de Oliveira Silveira sobre a digitalização da fiscalização e o cruzamento crescente de informações pela Receita Federal. A implantação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e das novas regras para créditos, exportações e benefícios regionais deverá exigir mais organização dos produtores e das empresas.

A edição de agosto reúne ainda artigos de especialistas e colunistas convidados sobre tendências, riscos e oportunidades que já afetam o presente e ajudam a desenhar o futuro do agronegócio.

Com conteúdo em português e inglês, a Revista Pensar Agro leva a diferentes países uma visão brasileira sobre produção, tecnologia, economia, sustentabilidade e gestão. O alcance obtido pela nova edição reforça a proposta de aproximar produtores, empresas, pesquisadores, profissionais e formadores de opinião ligados ao setor.

A nova edição está disponível gratuitamente em formato digital.

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Fonte: Pensar Agro



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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro



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