Economia
Prefeitura de Sinop leva atendimentos semanais do CRAS ao Alto da Glória e região
Economia
A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Assistência Social, passou a levar semanalmente serviços do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) para moradores do Alto da Glória e bairros da região. Os atendimentos são realizados todas as quartas-feiras, das 14h às 16h, no pavilhão da Igreja Católica do bairro.
A iniciativa tem como objetivo aproximar os serviços da população e facilitar o acesso de moradores que enfrentam dificuldades de deslocamento até a unidade do CRAS Menino Jesus, responsável pelo atendimento do território.
A coordenadora da Proteção Social Básica, Vanda Saltareli, explicou que a ação atende ao anseio da atual gestão, em levar os serviços da Prefeitura mais próximos da comunidade. “Está dentro do Plano Municipal trazer o CRAS na comunidade, para a comunidade, fazer o CRAS estar perto, cuidar das pessoas. Então, todas as quartas-feiras, das 14h às 16h, nós vamos estar aqui no Alto da Glória, no pavilhão da Igreja Católica”, explicou.
Entre os serviços disponibilizados estão atendimento com assistente social e psicólogo, orientações relacionadas ao Cadastro Único e aos Benefícios Eventuais, além de atividades como artesanato e pilates. O Cadastro Único também terá atendimento no local uma vez por mês. “Para atingir todos os benefícios eventuais, o primeiro passo é o Cadastro Único do Governo Federal, que uma vez por mês vai estar aqui. Dependendo da continuidade da procura da população, a gente vai voltar com mais vezes o Cadastro aqui”, destacou Vanda.
A partir do Cadastro Único, os moradores podem ser orientados sobre diferentes benefícios e serviços socioassistenciais, como benefícios eventuais de alimentação e natalidade, Carteira da Pessoa Idosa e Benefício de Prestação Continuada (BPC), entre outros.
Segundo a coordenadora, a descentralização dos atendimentos considera as dificuldades de deslocamento enfrentadas por parte dos moradores e a grande extensão do território atendido pelo CRAS Menino Jesus. “O território do Alto da Glória pertence para o CRAS Menino Jesus. Então, aqui depende de ônibus. Às vezes você não tem condições de pegar o ônibus e ir até lá. Para favorecer e para melhorar o atendimento à população do Alto da Glória e região, de cinco bairros aqui das proximidades, nós viemos para cá”, afirmou.
Aproximação com a comunidade
A chegada dos atendimentos foi recebida de forma positiva pela comunidade. Para a presidente do bairro Alto da Glória, Vitória Moreira, a iniciativa atende a uma demanda antiga dos moradores da região. “A gente ficou muito feliz, muito grato por esse atendimento estar iniciando hoje aqui no Alto da Glória. Era uma grande necessidade aqui da região, porque tem o Alto da Glória, Jardim Viena, Cidade Alta, uma grande população para ser atendida aqui”, afirmou.
Vitória também reforçou o convite para que os moradores aproveitem os serviços oferecidos pela Assistência Social no próprio bairro. “Nós convidamos a população para estar usufruindo desse atendimento que vai ter aqui todas as semanas, porque era uma necessidade da nossa região. A gente vinha há muito tempo pedindo, cobrando, então agora a gente tem que marcar a presença aqui e participar junto com o pessoal da Assistência Social”, disse.
Moradora do bairro há mais de uma década, Violeta Ferreira aprovou a iniciativa e os atendimentos ofertados. “Eu moro aqui há 12 anos e estou achando bom, porque a gente aqui no Alto da Glória é meio distante. Esse pessoal vindo aqui hoje eu estou achando bastante bom, porque tem muita coisa que a gente não vai na cidade para resolver e eles vindo aqui até nós, fica mais fácil para nós”, relatou.
Violeta aproveitou para convocar mais moradores do bairro a participar. “Tem mães que têm dificuldade para locomover até o CRAS e, se tem os atendimentos aqui, então venham! As pessoas dos bairros vizinhos, que venham. Lá perto onde eu moro, tem bastante pessoas também que poderia estar aqui e não está. Mães com crianças, idosos, que venham todos”, concluiu.
Economia
Economia: Lula e Flávio divergem sobre ajuste fiscal e papel do Estado
As propostas econômicas dos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentam diferenças na condução das contas públicas, na política tributária e nas relações de trabalho. 

Enquanto Lula aposta na continuidade do modelo atual, com investimentos públicos, programas sociais e valorização da renda, Flávio defende a redução da estrutura estatal, cortes de despesas e diminuição de impostos e encargos.
Apesar das divergências, as duas campanhas reconhecem a necessidade de enfrentar o crescimento da dívida pública. O principal contraste está nos instrumentos previstos para equilibrar as contas e estimular a atividade econômica.
Resumo das propostas econômicas
Lula
- Continuidade com ampliação de investimentos e políticas sociais
- Contas públicas: manter o arcabouço fiscal, controlar o crescimento das despesas e buscar resultados fiscais melhores com crescimento econômico.
- Impostos: aprofundar a tributação progressiva, com maior contribuição proporcional das rendas mais altas.
- Trabalho e renda: manter a valorização real do salário mínimo e defender a redução da jornada semanal para 40 horas, sem corte salarial.
- Investimentos: ampliar infraestrutura, reindustrialização, inovação e energia renovável.
- Programas sociais: manter o Bolsa Família e expandir políticas habitacionais e de combate à fome.
Flávio Bolsonaro
- Redução do Estado e contenção mais forte das despesas
- Contas públicas: criar uma nova regra fiscal, com limites para despesas associados à trajetória da dívida.
- Gastos públicos: reduzir ministérios, cargos comissionados e despesas administrativas.
- Impostos: propor reduções tributárias e simplificação regulatória.
- Trabalho e emprego: criar modalidades de contratação com menor custo para empregadores em determinados grupos etários.
- Produção: estimular o agronegócio, melhorar a logística, ampliar o armazenamento de safras e apoiar a produção nacional de fertilizantes.
Ajuste fiscal
Lula pretende manter o arcabouço fiscal, mecanismo que estabelece limites para o crescimento das despesas públicas. A estratégia combina controle de gastos, busca por maior arrecadação e crescimento econômico para melhorar os resultados das contas públicas.
A política econômica também prevê investimentos em infraestrutura, reindustrialização, inovação e energia renovável. A avaliação da equipe é que a expansão da atividade econômica pode contribuir para elevar a arrecadação e sustentar políticas públicas.
Flávio Bolsonaro propõe uma nova regra fiscal vinculada à trajetória da dívida e medidas para reduzir despesas administrativas, incluindo a estrutura ministerial e os cargos comissionados. A campanha também defende a simplificação regulatória e a redução de tributos.
Em agosto deste ano, em entrevista à Globo News, a coordenadora da equipe econômica de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, afirmou que o plano do candidato prevê mudanças nas regras fiscais para controlar a dívida pública, o que inclui um ajuste de 1,5% do Produto Interno Bruto, algo em torno de R$ 190 bilhões, considerado o PIB de 2025.
O detalhamento dos cortes e seus efeitos sobre os serviços públicos permanecem entre os pontos que exigem esclarecimento. No último dia 9, o candidato negou que acabará com programas sociais, como o Bolsa Família e o Farmácia Popular.
Impostos e investimentos
Na área tributária, Lula defende maior progressividade, com participação proporcionalmente maior das rendas mais altas no financiamento do Estado. O governo também pretende dar continuidade a investimentos do Novo PAC e a políticas de incentivo à indústria nacional.
Flávio, por sua vez, prioriza a redução de impostos, a diminuição dos custos para empresas e a desburocratização. Entre as propostas para o agronegócio estão melhorias na logística, ampliação da capacidade de armazenamento de safras, seguro rural e estímulo à produção nacional de fertilizantes.
A execução dessas medidas dependerá da compatibilidade entre as reduções tributárias e as metas fiscais. No caso de Flávio, cortes de despesas teriam de compensar, ao menos em parte, eventuais perdas de arrecadação. Na proposta de Lula, os resultados dependeriam do crescimento econômico, da arrecadação e do controle dos gastos.
Trabalho e renda
Lula defende a valorização real do salário mínimo e a redução da jornada semanal para 40 horas, sem diminuição salarial. A agenda também prioriza a manutenção de direitos trabalhistas e a ampliação da proteção social.
Flávio enfatiza a redução dos custos de contratação e a flexibilização de modalidades específicas de trabalho. As propostas partem de perspectivas diferentes sobre como estimular o emprego, com possíveis efeitos sobre salários, formalização e custos das empresas que dependerão da implementação das medidas.
Programas sociais
Lula pretende manter e aperfeiçoar programas como Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida, além de preservar políticas de combate à fome.
A equipe de Flávio também declarou intenção de manter programas sociais, entre eles Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida e Farmácia Popular. A questão central é como financiar essas iniciativas diante das respectivas metas de ajuste fiscal.
Governos anteriores
De 2019 a 2022, o governo Jair Bolsonaro enfrentou a pandemia de covid-19 e os efeitos da guerra na Ucrânia, que pressionaram a atividade econômica e os preços. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu, em média, cerca de 1,4% ao ano. A gestão adotou medidas emergenciais de auxílio, promoveu privatizações e concessões e encerrou 2022 com a dívida bruta em torno de 72% do PIB, com o adiamento do pagamento de precatórios.
No terceiro mandato de Lula, entre 2023 e 2025, o PIB cresceu, em média, aproximadamente 2,9% ao ano, considerando os dados revisados do período. O governo ampliou investimentos em infraestrutura, retomou políticas sociais, valorizou o salário mínimo e aprovou a reforma tributária sobre o consumo. O desemprego também caiu, atingindo 5,6% em 2025, segundo o IBGE.
Na área fiscal, a dívida pública diminuiu em proporção do PIB ao final do governo Bolsonaro, mas voltou a crescer durante o terceiro mandato de Lula, atingindo 82,9% do PIB em agosto deste ano. A comparação, porém, exige considerar a pandemia, o cenário internacional, os juros e as medidas adotadas em cada período. Os indicadores mostram trajetórias diferentes de crescimento, emprego e endividamento, sem permitir atribuir todos os resultados exclusivamente às decisões de cada presidente.
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