Economia
Prefeitura de Sinop comemora ampliação de voos e reforço da conexão aérea com grandes centros
Economia
A Prefeitura de Sinop comemora o anúncio da ampliação da malha aérea do Aeroporto Municipal Presidente João Batista Figueiredo, feito pela Centro-Oeste Airports (COA), concessionária responsável pela administração do terminal. A partir de 26 de outubro, a LATAM passará a oferecer uma nova frequência entre Sinop e o Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU), em São Paulo, ampliando as opções de embarque no período da manhã.
A nova operação será realizada às segundas, terças, quartas, quintas-feiras e aos sábados. Os horários previstos são: saída de Guarulhos às 8h05, com chegada a Sinop às 9h40; e saída de Sinop às 10h20, com chegada a Guarulhos às 13h55. Com a novidade, serão cinco frequências adicionais por semana entre Sinop e o principal aeroporto do país.
Para o prefeito Roberto Dorner, a ampliação representa mais um resultado do crescimento de Sinop e da consolidação do aeroporto como uma infraestrutura estratégica para o município e para toda a região. “Sinop está crescendo e o nosso aeroporto está acompanhando esse crescimento. É mais facilidade para quem precisa viajar, mais oportunidades para as empresas e para o turismo. A gente trabalha para que a cidade tenha uma infraestrutura à altura da sua importância, e o aeroporto é um exemplo disso”, destaca o prefeito.
O vice-prefeito Paulinho Abreu também comemora e destaca que a nova frequência, especialmente no período da manhã, aumenta a flexibilidade para quem viaja a negócios, participa de eventos ou precisa se conectar a outros destinos a partir de São Paulo. “Quando uma companhia aérea aumenta a frequência de voos, ela está respondendo a uma demanda que existe. Isso é muito positivo para Sinop. O novo voo pela manhã amplia as possibilidades para o passageiro e melhora ainda mais a nossa conexão com São Paulo e com outros destinos. É uma conquista que beneficia diretamente a população e também fortalece Sinop como polo regional”, afirma.
Aeroporto moderno e reconhecido
Em março de 2024, entrou em funcionamento o novo terminal de passageiros, que passou de 1.545 m² para 6.049 m², uma ampliação de aproximadamente 300%. A estrutura ganhou espaços maiores para check-in, inspeção de segurança, embarque e desembarque, além de novas áreas comerciais e serviços.
Os resultados desse processo já aparecem na movimentação. Em 2024, o aeroporto registrou mais de 401 mil passageiros, em 3.166 voos, crescimento de 17% em relação ao ano anterior. Em 2025, o terminal superou novamente o próprio recorde e chegou a mais de 466 mil passageiros, distribuídos em aproximadamente 3,5 mil voos comerciais — alta de 16% no número de viajantes e de 11% nas operações em comparação com 2024.
Os investimentos acompanham o aumento da demanda. Somente em fevereiro deste ano, o Aeroporto de Sinop registrou 36.481 embarques, alta de 13,5% em relação aos 32.146 registrados no mesmo mês de 2025, estabelecendo novo recorde de movimentação para o mês.
Sinop exerce influência regional sobre mais de 30 municípios e também sobre regiões do sul do Pará, fazendo do transporte aéreo uma infraestrutura estratégica para a circulação de pessoas, negócios e investimentos. A importância regional do terminal foi destacada em março deste ano, durante reunião entre a Prefeitura e a COA para discutir o crescimento e os avanços do aeroporto.
Em 2025, o Aeroporto de Sinop também foi reconhecido como o melhor aeroporto regional das regiões Centro-Oeste e Norte pelo Prêmio Aviação + Brasil, promovido pelo Ministério de Portos e Aeroportos em parceria com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e outras instituições. O reconhecimento teve como base a avaliação dos passageiros e destacou as melhorias na qualidade dos serviços oferecidos pelo terminal.
Conexão direta com quatro destinos
Atualmente, o Aeroporto de Sinop conta com voos diretos para quatro destinos: São Paulo/Guarulhos, Brasília, Campinas e Cuiabá, operados pelas companhias LATAM, GOL e Azul. A nova frequência anunciada pela LATAM amplia a oferta já existente para Guarulhos, sem alterar o número de destinos diretos.
A malha direta disponível a partir de Sinop é formada por:
- São Paulo/Guarulhos (GRU): LATAM e GOL. A partir de 26 de outubro, a LATAM acrescentará cinco novas frequências semanais, às segundas, terças, quartas, quintas-feiras e aos sábados, com a nova opção de embarque pela manhã.
- Brasília (BSB): LATAM. A programação consultada indica partidas na faixa das 16h05 às 16h55, conforme o período da malha.
- Campinas/Viracopos (VCP): Azul. Os horários de partida variam conforme a programação, atualmente na faixa das 17h20 às 17h30.
- Cuiabá (CGB): Azul, com seis frequências semanais. Os horários de partida variam atualmente entre 13h10 e 13h45.
A partir dessas rotas, os passageiros de Sinop podem realizar conexões para outros destinos, de acordo com a malha aérea e as opções oferecidas pelas companhias que operam nos aeroportos de Guarulhos, Brasília e Campinas, ampliando as possibilidades de deslocamento a partir do município.
Economia
Dólar sobe para R$ 5,22 e atinge maior nível desde março
Em um dia de turbulências no exterior, o dólar ultrapassou a barreira de R$ 5,20 e fechou em R$ 5,22 – maior nível em quase seis meses. A bolsa recuou pela quarta vez consecutiva.

A moeda acompanhou o movimento de fortalecimento do dólar no exterior, em um dia marcado pela aversão ao risco, pela alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e pelas incertezas envolvendo as negociações entre Estados Unidos e Irã.
O petróleo também terminou o dia em alta, embora distante das máximas alcançadas durante a sessão.
Confira os principais números:
- Dólar à vista: R$ 5,226 (+0,83%);
- Ibovespa: 182.991,13 pontos (-0,26%);
- Petróleo tipo Brent: US$ 97,83 (+0,40%);
- Petróleo tipo WTI: US$ 92,60 (+0,21%).
Cotação
A moeda estadunidense avançou desde o início dos negócios e chegou a superar R$ 5,22 ainda durante a manhã. O dólar comercial subiu 0,83%, encerrando esta segunda-feira (28), vendido a R$ 5,226, no maior fechamento desde 30 de março.
O movimento acompanhou a valorização do dólar frente a outras moedas de países emergentes. O índice que mede o desempenho da moeda estadunidense contra uma cesta de seis divisas subia 0,05%, às 17h04.
No exterior, a elevação dos rendimentos dos títulos de 10 anos do Tesouro dos EUA contribuiu para um ambiente menos favorável aos ativos de maior risco. O rendimento do Treasury de dez anos terminou o dia em 5,2319%, ante 5,181% na sexta-feira (25).
Taxas mais altas em economias avançadas estimulam a fuga de capitais de países emergentes, como o Brasil.
No cenário doméstico, as atenções também permaneceram voltadas para as eleições presidenciais, sem que os dados das pesquisas divulgadas ao longo do dia alterassem o cenário de disputa acirrada.
O Banco Central informou ainda que o Brasil registrou déficit de US$ 5,055 bilhões em transações correntes em agosto. O investimento direto no país, por outro lado, somou US$ 7,396 bilhões no mês.
No boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada toda segunda-feira pelo Banco Central, a projeção mediana para o dólar no fim deste ano permaneceu em R$ 5,20.
A estimativa para a inflação de 2026 subiu de 4,92% para 4,99%, enquanto a previsão para 2027 passou de 4,30% para 4,31%.
Ibovespa recua
O Ibovespa terminou o pregão em queda de 0,26%, aos 182.991,13 pontos, após oscilar entre a mínima de 181.931,36 e a máxima de 184.094,65 pontos.
Com o resultado, o principal índice da Bolsa brasileira acumulou o quarto pregão consecutivo de baixa. Apesar da sequência negativa, o Ibovespa mantém alta de 3,14% em setembro e de 13,57% no ano.
O ambiente externo pressionou os mercados acionários, com queda das bolsas em Nova York e alta dos juros dos títulos estadunidenses. O S&P 500, índice das 500 maiores empresas dos Estados Unidos, terminou a sessão em baixa de 0,77%.
No mercado brasileiro, a alta do petróleo ajudou a sustentar as ações de empresas do setor. O índice Small Caps, que não inclui Petrobras em sua composição, caiu 1,2% no dia.
Petróleo avança
O petróleo fechou em alta nesta segunda-feira, mas reduziu os ganhos ao longo do dia. O movimento ocorreu em meio às incertezas sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã e às dificuldades para normalizar o tráfego pelo Estreito de Ormuz.
O barril do tipo Brent para dezembro, referência para negociações internacionais, subiu 0,40%, para US$ 97,83. O barril WTI, do Texas, avançou 0,21% para US$ 92,60.
O produto chegou a registrar ganhos mais fortes durante a sessão, mas perdeu parte da valorização após informações sobre possíveis avanços nas negociações entre Washington e Teerã e sobre medidas para ampliar a oferta de petróleo.
A Arábia Saudita também retomou o bombeamento do oleoduto Leste-Oeste, com fluxo estimado em cerca de 3,5 milhões de barris por dia. Os carregamentos de exportação foram retomados no porto de Yanbu, no Mar Vermelho.
Apesar dos sinais de aumento da oferta, as restrições à navegação em Ormuz e as tensões no Oriente Médio mantiveram o mercado de petróleo sob pressão e contribuíram para a volatilidade dos preços ao longo do pregão.
*com informações da Reuters
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