Economia
Jogos Estudantis de Seleções Mato-grossenses avançam em Sinop; confira os resultados desta segunda-feira (27)
Economia
A etapa estadual dos Jogos Estudantis de Seleções Mato-grossenses (JESM) teve mais um dia de disputas nesta segunda-feira (27). A terceira rodada da fase classificatória movimentou os ginásios de Sinop com confrontos de basquete, futsal, handebol e voleibol, nas categorias masculina e feminina, e definiu os classificados para as quartas de final da competição, que segue até quinta-feira (30).
No basquetebol, pela categoria feminina, Campo Novo do Parecis venceu São Félix do Araguaia por 36 a 4, Primavera do Leste derrotou Pedra Preta por 32 a 17, Sorriso superou Cáceres por 65 a 5 e Sinop conquistou uma vitória diante de Tangará da Serra por 63 a 8. No masculino, Várzea Grande venceu Primavera do Leste por 65 a 38, Rondonópolis derrotou Nobres por 38 a 35, Cuiabá superou Sapezal por 37 a 29 e Sinop venceu Campo Novo do Parecis por 46 a 22.
No futsal, pela categoria feminina, Água Boa e Lucas do Rio Verde empataram em 2 a 2, Alta Floresta venceu Porto Esperidião por 1 a 0, Juína empatou em 1 a 1 com Cuiabá e Sinop derrotou Nova Marilândia por 2 a 1. No masculino, Campo Novo do Parecis venceu Confresa por 3 a 1, Cáceres superou Sapezal por 2 a 1, Alto Garças derrotou Cuiabá por 3 a 2 e Itaúba venceu Sinop por 2 a 1.
No handebol, a categoria feminina teve vitórias de Rondonópolis sobre Cuiabá por 39 a 11, Sorriso diante de Cáceres por 33 a 19 e Tangará da Serra sobre Campo Verde por 19 a 17. Em uma das partidas mais disputadas do dia, Querência venceu Sinop por 31 a 30. No masculino, Sorriso derrotou Aripuanã por 29 a 16, Campo Verde superou Santo Antônio de Leverger por 37 a 24, Pontes e Lacerda venceu Cáceres por 38 a 33 e Sinop encerrou a rodada com vitória por 35 a 23 sobre Porto Alegre do Norte.
No voleibol, pela categoria feminina, Primavera do Leste venceu Canarana por 2 sets a 0, Juína derrotou Campos de Júlio pelo mesmo placar, Cáceres superou Cuiabá por 2 sets a 1 e Sinop venceu Rondonópolis por 2 sets a 0. No masculino, Água Boa derrotou Primavera do Leste por 2 sets a 1, Rondonópolis venceu Campos de Júlio por 2 sets a 0, Campo Novo do Parecis superou São Félix do Araguaia por 2 sets a 0 e Alta Floresta derrotou Rio Branco por 2 sets a 1.
A programação dos Jogos Estudantis de Seleções Mato-grossenses continua nesta terça-feira (28), com os confrontos das quartas de final nas modalidades de basquete, futsal, handebol e voleibol. Os horários, locais das partidas e demais informações podem ser consultados no boletim oficial da competição, disponível AQUI.
A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo, sedia a competição em parceria com o Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel). As partidas ocorrem nos ginásios Olímpico José Carlos Pasa, Benedito Santiago, Luís Carlos Simon, Primaveras e Chicão do Varejão, com entrada gratuita para o público.
Economia
Economistas propõem taxar ricos em vez de cortar gastos sociais
Economistas e outros especialistas divulgaram um manifesto, nesta sexta-feira (30), denunciando a pressão do mercado financeiro para que o governo eleito adote um programa de corte de gastos com a finalidade de estabilizar a dívida pública.

O texto pede novo regime fiscal no país, menos rígido do que o atual arcabouço, além da mudança na meta de inflação e da tributação dos ricos no lugar de corte em despesas sociais.
Assinado por 50 profissionais, o documento afirma que a Faria Lima – avenida no centro de São Paulo, sede dos principais bancos de investimentos, corretoras, escritórios, que representa o mercado financeiro do país – quer impor um “terceiro turno” presidencial com objetivo de fazer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotar o programa de corte de despesas que seria defendido pelo candidato derrotado Flávio Bolsonaro.
“Em 25 de outubro, a maioria do eleitorado reelegeu Lula e recusou o programa de Flávio Bolsonaro, que prometia cortar R$ 190 bilhões do gasto público. Um governo eleito por um levante popular contra a ameaça bolsonarista não pode escolher a via defendida pelos mais ricos”, diz o documento.
Os especialistas argumentam que o problema da dívida pública é o custo com os juros fixados pelo Banco Central (BC), e não com os gastos da União. A dívida bruta do Brasil alcançou 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em agosto deste ano. Em 2022, a dívida estava em 71,7% do PIB.
O texto aponta como o principal responsável pelo aumento da dívida os juros reais praticados no Brasil, que são os maiores do mundo segundo ranking da Moneyou. Nos últimos doze meses, os juros consumiram mais de R$ 1,1 trilhão do orçamento público, o que representa 8,9% do PIB brasileiro, segundo o BC.
“O gasto com juros é mais de catorze vezes o déficit primário de R$ 82 bilhões. A inflação de doze meses, de 4,58% em setembro, passou do teto por causa da energia e dos alimentos, choques que a Selic [taxa de juros definida pelo BC] não corrige”, diz o manifesto.
O Banco Central justifica os juros elevados, entre outros motivos, devido as pressões inflacionárias e aos déficits fiscais primários nas contas públicas. Segundo a autoridade monetária, os gastos primários acima da arrecadação pressionam a inflação.
Tributação de Altas Rendas
No lugar de um corte de gastos públicos, o que poderia afetar áreas sociais, os economistas defendem antecipar para o próximo ano a tributação mínima de 10% para pessoas de altas rendas, que recebem acima de R$ 600 mil por ano, conforme aprovada pela Lei 15.270 de 2025.
Isso, porque a nova regra só vale para declaração de 2027 com lucros acumulados até 2025 podendo ser distribuídos sem imposto até 2028.
“Se aprovada por lei até 31 de dezembro, uma nova tributação do topo vale já em janeiro. Ela deve alcançar dividendos, juros sobre capital próprio e aplicações isentas. É preciso também rever isenções, regimes especiais e incentivos, que somam R$ 612,8 bilhões em gastos tributários”, diz o comunicado.
No Brasil, os recursos pagos aos acionistas por meio de dividendos são isentos de pagamento de Imposto de Renda (IR).
Selic e meta de inflação
O manifesto pede ainda que o Banco Central não promova nenhuma nova alta da taxa Selic, atualmente em 13,75% ao ano, e pede medidas para que a queda dos juros chegue às famílias e pequenas e médias empresas endividadas.
Outra proposta é a revisão da meta da inflação, usada pelo BC para fixar os juros. Atualmente, o centro da meta de inflação está em 3% ao ano e é definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), onde o governo federal tem maioria de votos.
“Um novo decreto deve suprimir a carência de 36 meses criada em 2024 para mudar a meta. Propomos retomar o centro de 4,5%, vigente de 2005 a 2018, alongar o horizonte de convergência e dar peso efetivo ao pleno emprego, que a lei já inclui entre os objetivos do Banco Central”, diz o manifesto.
Nova regra fiscal
Outra proposta é a aprovar no Congresso Nacional, ainda neste ano, nova regra fiscal para o Brasil que substitua o arcabouço fiscal, que limita o crescimento real das despesas a até 2,5% ao ano e até 70% do crescimento da receita.
“O limite atrelado a 70% da receita é incompatível com pisos de saúde e educação que crescem com a receita. As regras fiscais atuais também inibem os desafios do próximo mandato, como a reindustrialização com transição ecológica, que depende de investimento público, de aportes nas estatais e do crédito do BNDES”, diz o texto.
O manifesto sugere que uma nova lei complementar deve excluir dos limites fiscais tanto o investimento público, o Bolsa Família e os pisos da saúde e educação, quanto os aportes nas estatais e no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Críticas ao ajuste fiscal
Os especialistas ainda criticam membros do governo que tem defendido, nos últimos dias, medidas de ajuste fiscal, como o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
“O programa derrotado volta pela porta da Fazenda. Já vimos esse filme. Em 2024 e 2025, a Fazenda apertou o orçamento enquanto o Banco Central elevava a Selic de 10,5% para 15%. A avaliação positiva do governo caiu de 36% para 24%”, diz a nota.
Os especialistas ainda argumentam que o ajuste fiscal de 2015 realizado pela presidente Dilma Rousseff contribuiu para recessão econômica daquele período, o que teria aberto caminho para o impeachment da petista.
“Diante de um Congresso mais hostil, com 121 deputados do PL e 49 senadores de direita a partir de fevereiro, repetir a receita pode enfraquecer o apoio obtido nas ruas para a reeleição de Lula e tornar seu governo vulnerável a um novo golpe parlamentar”, diz o manifesto.
Entre os economistas que assinam o texto, estão os professores da Unicamp, Pedro Paulo Zahluth Bastos e Simone Deos, da Universidade de Brasília (UnB), Maria de Lourdes Rollemberg Mollo, da Queen’s University Belfast, Alfredo Saad Filho, e da Universidade Federal Fluminense, Juliane Furno
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