Economia
Prefeitura de Sinop oferta 389 vagas de emprego pelo Sine nesta quinta-feira (23)
Economia
A Prefeitura de Sinop disponibiliza, nesta quinta-feira (23), 389 vagas de emprego por meio do Sistema Nacional de Emprego (Sine) e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico. As oportunidades contemplam candidatos com diferentes níveis de escolaridade e experiência profissional, abrangendo os setores de comércio, serviços, indústria, construção civil, transporte e logística.
Entre as funções com maior número de oportunidades estão auxiliar operacional de logística (50), ajudante de obras (20), auxiliar de limpeza (18), servente de obras (17), auxiliar de linha de produção (15), atendente de lanchonete (12), pedreiro (12), vendedor interno (12), vendedor pracista (12), atendente de farmácia – balconista (10), gerente de produção e operações (10) e operador de caixa (10). Ao todo, as 389 vagas estão distribuídas em 101 ocupações, contemplando desde funções operacionais até cargos técnicos e especializados.
Entre as vagas que já informam previamente a remuneração, destacam-se as oportunidades para motorista de caminhão guindaste, com salário de R$ 8.420, além de cesta básica; eletricista instalador de alta e baixa tensão, com remuneração de R$ 5.067, acrescida de cesta básica; mecânico diesel, com salário de R$ 4.500, além de comissão, horas extras e cesta básica; operador eletromecânico, com remuneração de R$ 4.167,44, acrescida de almoço na empresa, vale-alimentação, vale-transporte e plano odontológico; e operador de retroescavadeira, com salário de R$ 4.066, além dos adicionais de insalubridade e assiduidade.
Os interessados devem comparecer ao Sine Sinop, localizado no Ganha Tempo, na Avenida das Acácias, nº 280, no bairro Jardim Botânico. É necessário apresentar documentos pessoais e currículo atualizado para participação nos processos de encaminhamento. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, por ordem de chegada. As vagas também podem ser consultadas pelo aplicativo Sine Fácil e pelo portal Emprega Brasil.
Economia
Bets reduzem consumo e atividade econômica, diz pesquisa da USP
Um estudo feito pelo Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made), da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da Universidade de São Paulo (FEA/USP), revelou que as apostas, conhecidas popularmente como bets, reduziram o consumo e retiraram da atividade econômica entre R$ 120 bilhões e R$ 141 bilhões, o que equivale a 0,9% a 1,1% do PIB – Produto Interno Bruto), no ano de 2025. 

“Para dimensionar essa magnitude, a perda estimada corresponde a algo entre 40% e 50% de todo o crescimento da economia em 2025 e é cerca de cinco vezes maior que estimativas do impacto do tarifaço americano sobre o PIB brasileiro. Mesmo levando em conta as estimativas dos empregos diretos e indiretos criados associados às bets, o quadro praticamente não muda”, conclui a pesquisa.
O estudo estima que essa redução na atividade econômica resultaria em uma perda de arrecadação entre R$ 31,1 bilhões e R$ 54,8 bilhões.
“Descontando os cerca de R$ 9 bilhões arrecadados diretamente com as plataformas de apostas, o efeito líquido sobre as contas públicas ainda seria negativo em, no mínimo, R$ 22 bilhões, podendo chegar a até R$ 46 bilhões”.
Segundo os pesquisadores, esse valor corresponde de 10% a 20% de todo o orçamento destinado à saúde pública na São Paulo de 2025, o que indica que, embora as bets gerem arrecadação direta, a perda de atividade econômica que provocam mais do que compensa essa receita.
Endividamento
A pesquisa considera também que parte das apostas tenha gerado aumento do endividamento. Os pesquisadores consideram que se o saldo do crédito para pessoa física subiu cerca de R$ 450 bilhões e a transferência líquida de R$ 62,5 bilhões tivesse sido financiada por novo crédito, o que é visto como uma hipótese extrema, isso corresponderia a cerca de 14% do aumento do endividamento das famílias em 2025.
Segundo a pesquisa é possível também que as bets tenham causado efeito negativo na distribuição de renda. Levando em conta que o 1% da população mais rica fica com cerca de 24% de toda a renda do país, essa transferência de dinheiro das famílias para as bets aumentou a concentração de renda dessa minoria do topo, entre 0,5% e 2,1%, dependendo de quem recebe os lucros das casas de aposta.
“No primeiro caso, apenas retiramos os R$ 62,5 bilhões da renda dos 99% da base, enquanto no segundo adicionamos esse valor para o 1% mais rico. Mesmo no caso mais conservador, é um efeito significativo em um país em que a concentração de renda já é extremamente elevada”, dizem os pesquisadores.
A pesquisa concluiu que, do ponto de vista econômico, o problema das apostas não se limita aos efeitos individuais, mas também têm consequências macroeconômicas, pois ao retirar renda das famílias, principalmente as de menor renda, as bets podem aumentar a desigualdade, reduzir a demanda e afetar o PIB de maneira relevante, além de reduzirem a arrecadação fiscal e refletirem nas contas públicas.
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