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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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Flamengo empata com Estudiantes e decide vaga na final da Libertadores no Maracanã

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O Flamengo deixou o campo nesta quinta-feira com um empate sem gols contra o Estudiantes de La Plata, no jogo de ida da semifinal da Copa Libertadores. O confronto foi disputado no Estádio Jorge Luis Hirschi, na Argentina, e terminou sem que nenhuma das equipes abrisse vantagem na briga por uma vaga na final da competição.

Quem ditou o ritmo da partida foi o time da casa. O Estudiantes criou as melhores oportunidades já no início, enquanto o Flamengo não levou sequer perigo à meta adversária no primeiro tempo. Aos dois minutos, Baltasar Rodríguez recebeu com espaço e arriscou de fora da área, obrigando o goleiro Rossi a trabalhar em duas etapas para segurar a bola.

A pressão argentina seguiu e quase se converteu em gol aos 32 minutos. Após cruzamento de Rodríguez, Léo Ortiz falhou no afastamento e a bola sobrou para Tiago Palacios, que finalizou com perigo. Foi preciso a intervenção de Léo Pereira, sobre a linha, para evitar o gol dos donos da casa.

Na etapa complementar, o clima esquentou aos 17 minutos, quando Lucas Paquetá acertou o braço no rosto de Ezequiel Piovi e recebeu apenas o cartão amarelo. O banco argentino reclamou pedindo a expulsão do meia, mas o VAR não foi acionado pelo árbitro.

O Estudiantes voltou a assustar aos 34, em cobrança de escanteio de Edwuin Cetré. Emerson Royal afastou de forma incompleta e Santiago Núñez finalizou em sequência, mas o chute foi bloqueado por Alex Sandro. Mesmo propondo o jogo dos dois tempos, os argentinos não conseguiram furar a retranca rubro-negra, que terminou a partida sem nenhum chute ao gol.

Com o resultado, tudo fica para a partida de volta, marcada para a próxima quinta-feira, às 21h30 (de Brasília), no Maracanã, no Rio de Janeiro, quando sairá o finalista.

Antes do duelo decisivo, os dois times ainda têm compromissos no domingo (18). O Estudiantes recebe o San Lorenzo às 18h (de Brasília), no Estádio Ciudad de La Plata, pela 13ª rodada do Clausura do Campeonato Argentino. Já o Flamengo encara o Bahia às 18h30, na Arena Fonte Nova, em Salvador, pela 31ª rodada do Brasileirão.

FICHA TÉCNICA
Confronto Estudiantes 0 x 0 Flamengo
Competição Copa Libertadores – Semifinal (jogo de ida)
Local Estádio Jorge Luis Hirschi, La Plata (Argentina)
Data 15 de outubro de 2026 (quinta-feira)
Horário 21h30 (horário de Brasília)
Cartões amarelos Alexis Castro e Ezequiel Piovi (Estudiantes); Lucas Paquetá e Jorge Carrascal (Flamengo)
Cartões vermelhos Nenhum
Arbitragem
Árbitro principal Juan Gabriel Benítez (Paraguai)
Assistentes Eduardo Cardozo (Paraguai) e Milcíades Saldívar (Paraguai)
VAR Ulises Mereles (Paraguai)
Escalações
Estudiantes Muslera; Mancuso, Núñez, Funes Mori, Benedetti; Rodríguez (Miguel Monsalve), Piovi, Castro; Tobio Burgos (Edwuin Cetré), Tiago Palacios (Joaquín Correa) e Guido Carrillo. Técnico: Alexander Medina
Flamengo Rossi; Emerson Royal, Léo Ortiz, Léo Pereira, Alex Sandro; Pulgar, Saúl, Lucas Paquetá (Joaquín Freitas); Carrascal, Bruno Henrique (Pedro) e Samuel Lino (Gonzalo Plata). Técnico: Leonardo Jardim

Fonte: Esportes



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