Economia
Emanuel Pinheiro dialoga com a Caixa sobre plano de recuperação para micro e pequenas empresas
Economia
Da Redação.
Para tentar socorrer os micro e pequenos empreendedores da capital neste momento de pandemia, o prefeito Emanuel Pinheiro, juntamente com o secretário de Fazenda, Antônio Roberto Possas de Carvalho, se reuniu nesta segunda-feira (01), por videoconferência com superintendente da Caixa Econômica Federal para iniciar um diálogo em prol da recuperação do setor em Cuiabá.
“Como gestor tive que tomar medidas duras para conter a pandemia em Cuiabá. Fiz isso pensando na saúde e na vida das pessoas e faria de novo. Mas nunca deixei de olhar para a economia da cidade e agora que conseguimos achatar a curva do avanço do vírus, estou me reunindo para planejar a retomada gradativa com todos os setores econômicos. Essa parcela dos micro e pequenos está entre as mais afetadas e é por isso que chamei a Caixa Econômica para unir forças, para juntos encontrarmos uma forma de auxiliar essas pessoas que movem a cidade, gerando emprego e renda”, pontuou o prefeito de Cuiabá.
Por determinação do gestor municipal, a Secretaria de Fazenda, sob o comenda do secretário Antônio Roberto Possas de Carvalho estuda um plano de recuperação do segmento, que foi bastante prejudicado nestes quase 70 dias de isolamento social. Com base no estudo é que o prefeito saberá de que forma poderá auxiliar a classe, evitando demissões e dando suporte para uma retomada ao mercado.
O superintendente nacional da Caixa Econômica Federa, Guilherme Diogo Bauer se comprometeu a também estudar uma alternativa de como a Caixa pode auxiliar o setor, em parceria com a Prefeitura de Cuiabá. Bauer se mostrou preocupado com a situação econômica do país de forma global, e que estamos passando por um momento bastante delicado.
Os gestores se encontraram novamente no dia 16 de junho, já com os estudos em mãos para discutir o planejamento das ações.
Foto: Divi Valle/Prefeitura CBA.
Economia
União libera R$ 950 milhões para instalar Comitê do IBS
A União vai liberar R$ 950 milhões para financiar a instalação e o funcionamento inicial do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS). O órgão será responsável pela administração do novo tributo de responsabilidade dos estados e dos municípios, criado pela reforma tributária.

Assinado na terça-feira (27) no Ministério da Fazenda, o contrato de operação de crédito autoriza o recebimento de recursos referentes a 2025 e 2026.
Estrutura do comitê
O dinheiro será destinado à formação da estrutura administrativa, tecnológica e de pessoal necessária para o funcionamento do órgão. Entre as atribuições do Comitê Gestor estão a arrecadação, a fiscalização e a distribuição das receitas do IBS entre os estados, o Distrito Federal e os municípios.
O imposto vai unificar e substituir o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), de competência estadual, e o Imposto sobre Serviços (ISS), cobrado pelos municípios. A estruturação do comitê é uma das etapas necessárias para colocar em prática a reforma tributária sobre o consumo.
A operação de crédito está prevista na Emenda Constitucional 132/2023, que reformulou a tributação sobre o consumo, e regulamentada pela Lei Complementar 214/2025. A legislação estabelece que a União deve financiar as despesas de instalação do órgão entre 2025 e 2028, respeitados os limites definidos em lei.
Devolução dos recursos
O valor recebido pelo Comitê Gestor será integralmente devolvido à União, com remuneração pela taxa Selic. O ressarcimento ocorrerá em 20 parcelas semestrais, a partir de 2029, utilizando recursos da própria arrecadação do IBS.
Segundo o presidente do CGIBS, Flávio César de Oliveira, o financiamento permitirá avançar na implantação da infraestrutura tecnológica e na organização das equipes responsáveis pelas atividades do órgão. Ele também destacou a importância da cooperação entre a União, os estados e os municípios para cumprir o cronograma da reforma tributária.
A operação havia sido autorizada pelo Conselho Superior do Comitê no início de outubro. As negociações com a Secretaria do Tesouro Nacional foram conduzidas pela Diretoria Executiva e pela primeira vice-presidência do CGIBS.
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