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CGE detecta redução de 30 milhões nos gastos com locação de veículos

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Auditoria preliminar realizada pela Controladoria Geral do Estado (CGE-MT) detectou a redução de R$ 32 milhões nas despesas do Governo de Mato Grosso com locação de veículos nos últimos dois anos. Os gastos com locação de automóveis saíram de R$ 94 milhões no ano de 2018 para R$ 62,9 milhões em 2019.

O montante financeiro despendido em 2019 para este elemento de despesa interrompeu a curva ascendente de gastos com locação entre os anos de 2015 e 2018. Nos últimos cinco anos, foram empregados R$ 358.130.769,30 com locação de veículos.

Apesar da suspensão na sequência de crescimento, a CGE está realizando auditoria neste tipo de despesa com o objetivo de verificar a necessidade dos serviços, a compatibilidade dos preços contratados com os praticados por outros órgãos da administração pública, a entrega e disponibilização dos veículos de acordo com as previsões contratuais e a realização de estudo sobre a vantagem da terceirização da frota.

O trabalho estava previsto no planejamento de auditoria da CGE para o ano de 2020 e coincidiu com demanda do governador de Mato Grosso para análise da despesa, no contexto da busca por oportunidades de redução de gastos administrativos sem comprometer o funcionamento da máquina pública.

“Esta auditoria objetiva agregar valor à gestão estadual por meio de recomendações de aperfeiçoamento do processo de gerenciamento de riscos e de controles internos na locação de veículos”, destaca o secretário-controlador geral do Estado, Emerson Hideki Hayashida.

Planejamento

Antes da execução da auditoria, na fase do planejamento, foram realizados levantamentos preliminares de relatórios de auditorias já produzidos nos últimos anos acerca do tema pela própria CGE, pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE), pela Controladoria Geral da União (CGU) e pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Também foram realizadas entrevistas preliminares com servidores da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), órgão central responsável pelo serviço de transporte no Poder Executivo Estadual, e com servidores de outras secretarias. Além disso, para selecionar os contratos objetos da auditoria, a CGE utilizou os dados e as informações dos sistemas de abastecimento do Estado.

Amostra

Na auditoria, estão em análise os contratos de locação vigentes até 31/01/2020 em 13 órgãos e entidades estaduais, que, juntos, têm uma frota locada de 515 veículos, sendo que aproximadamente 39,67% deles são de contratos da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). No trabalho, foram excluídos da análise os contratos de locação de veículos utilizados como viaturas policiais, devido à particularidade do objeto.

Foto por: Ligiani Silveira

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CNI reduz previsão de crescimento do PIB para 1,6% em 2026

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reduziu de 2% para 1,6% a projeção de crescimento da economia brasileira em 2026.

Segundo o Informe Conjuntural do terceiro trimestre, divulgado nesta quarta-feira (28), a revisão reflete o desempenho mais fraco esperado para a indústria de transformação e o setor de serviços.

A agropecuária, por outro lado, teve sua estimativa de crescimento revisada para cima. Segundo a entidade, os juros elevados e a desaceleração da demanda interna continuam pressionando a produção. 

Principais projeções

  • PIB: crescimento de 1,6% em 2026, ante previsão anterior de 2%;
  • Indústria: alta de 1,3%, contra 2% estimados anteriormente;
  • Indústria de transformação: retração de 0,7%;
  • Serviços: crescimento de 1,6%, ante 1,9%;
  • Agropecuária: expansão de 2,5%, acima dos 1,8% previstos anteriormente;
  • Inflação: projeção de 5,15% para o ano;
  • Selic: previsão de encerramento de 2026 em 13,25% ao ano;
  • Dívida pública bruta: estimativa de 83,7% do PIB.

Indústria perde força

A indústria deve sentir os efeitos da desaceleração econômica de forma mais intensa. A projeção de crescimento do setor caiu de 2% para 1,3%, principalmente devido ao desempenho negativo esperado para a indústria de transformação.

Para esse segmento, a CNI revisou a estimativa de crescimento de 0,6% para uma queda de 0,7%. Entre os fatores que pressionam a atividade estão a redução da demanda interna, o custo elevado do crédito, o aumento dos custos de produção e a concorrência dos produtos importados.

A indústria extrativa, por sua vez, deve crescer 9,1%, enquanto a construção tem previsão de alta de 1,5%, sustentada por investimentos em infraestrutura e pela expansão do programa Minha Casa, Minha Vida.

Serviços e agropecuária

O setor de serviços também teve a projeção reduzida, de 1,9% para 1,6%. A revisão considera a estabilidade do volume de serviços desde o fim de 2025 e a desaceleração do comércio, especialmente nos segmentos mais dependentes de crédito.

Na direção oposta, a agropecuária teve a estimativa elevada de 1,8% para 2,5%, impulsionada pela perspectiva mais favorável para a segunda safra de milho.

Trabalho e inflação

A CNI estima que a população ocupada cresça 1,2% em 2026, enquanto a taxa de desemprego deve recuar de 5,3% para 5% até o fim do ano. A massa de rendimentos reais, que considera os efeitos da inflação, deve aumentar 4,6%.

A inflação, porém, tende a acelerar nos últimos meses do ano. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é de alta de 5,15%, acima dos 4,26% registrados em 2025.

A entidade prevê que o Banco Central reduza a taxa Selic em 0,25 ponto percentual em cada uma das duas reuniões restantes de 2026, encerrando o ano em 13,25%.

Contas públicas

A CNI projeta déficit primário de R$ 54,6 bilhões nas contas do governo federal em 2026, equivalente a 0,4% do PIB. Considerando as regras de exclusão de determinadas despesas da meta fiscal, o resultado seria um superávit de R$ 12,6 bilhões.

A entidade estima que a dívida pública bruta avance de 78,6% para 83,7% do PIB até o fim do ano.

Comércio exterior

A balança comercial brasileira deve registrar superávit de US$ 77,3 bilhões em 2026, quase 30% acima do resultado de 2025.

As exportações devem somar US$ 386,7 bilhões, crescimento de 10,3% em relação ao ano anterior. Já as importações estão estimadas em US$ 309,4 bilhões, alta de 6,4%.



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