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Governo sinaliza aprovação rápida para projeto que repara perdas da Lei Kandir

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Mato Grosso

Da Redação.

O Projeto de Lei Complementar 133/2020, que prevê o pagamento das perdas de arrecadação provocadas pela Lei Kandir, deverá ter tramitação rápida no Congresso Nacional. Apresentado pelo senador Wellington Fagundes (PL-MT), o projeto prevê a transferência de R$ 65,5 bilhões para os Estados e municípios, conforme o acordo firmado no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF) entre a União e o Fórum Nacional de Governadores, em Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO).

Na semana passada, o secretário Especial de Fazenda, Waldery Pereira Júnior, afirmou que a iniciativa do PLP “pode ajudar muito” na liberação dos recursos acordados com os governadores. Durante audiência na Comissão Mista da Covid-19, ele lembrou da importância da atuação do próprio senador mato-grossense e Congresso Nacional no debate sobre a Lei Kandir e suas consequências para estados e municípios.

Além da sinalização favorável do Governo, os próprios líderes de bancada no Senado também já demonstraram interesse em que o projeto seja votado rapidamente no Senado. Já há, inclusive, um requerimento de urgência com números necessários de assinaturas. Uma vez aprovado no Senado, o projeto será submetido à Câmara dos Deputados.

A aprovação do PLP é parte dos instrumentos para andamento do acordo que prevê o pagamento de R$  65,6 bilhões, como forma de compensação aos Estados e municípios exportadores de produtos primários e semielaborados, como a soja, milho, algodão, carnes, madeira e minérios, que, pela Lei Kandir, são isentos de cobrança de impostos.

Mato Grosso é um dos Estados que mais tem contribuído com as exportações brasileiras. Em 2018, foram movimentados quase 16 bilhões de dólares apenas pelo agronegócio. Cifra que ajustada à taxa de câmbio do período – em torno de R$ 3,87 – chega a R$ 61,552 bilhões. No entanto, as compensações não chegam a R$ 30 milhões.   

Segundo o senador Wellington Fagundes, com a conclusão do acordo – que consiste na votação do PLP –  se chegará ao final “um dos mais importantes capítulos do esforço de exportação”. Pelo entendimento, a União irá repassar R$ 58 bilhões no período de 2020 a 2037, previstos na Proposta de Emenda à Constituição 188/2019, que trata do novo Pacto Federativo.

A esse valor será acrescido mais R$ 3,6 bilhões, divididos em três parcelas anuais de R$ 1,2 bilhão no período de três anos subsequentes à aprovação da PEC; e mais R$ 4 bilhões da receita a ser obtida a título de bônus de assinatura com os leilões dos Blocos de Atapu e Sépia, previstos para o ano de 2020 – os chamados royalties do excedente do pré-sal.

Novos Financiamentos – O secretário Especial de Fazenda também assegurou ao senador Wellington Fagundes que o Programa de Financiamento de Infraestrutura (Finisa), operado pela Caixa Econômica Federal, deverá receber voto favorável do Conselho Monetário Nacional (CMN) para voltar a operar. O Finisa se destinada a financiamentos de obras de infraestrutura.

Além da Secretária Especial de Fazenda, a retomada dos financiamentos tem também parecer favorável da Secretaria de Tesouro Nacional, conforme manifestação do secretário Mansueto Almeida, a questionamentos feitos pelo senador do PL. Em Mato Grosso, são mais de R$ 840 milhões aprovados pela CEF, mas que aguardam liberação de novos limites de crédito pelo CMN.

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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