Cidades
Horta escolar ensina alunos a cultivar alimentos e fortalece hábitos de alimentação saudável
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Montar uma horta na escola vai muito além da produção de alimentos. A iniciativa incentiva a adoção de hábitos alimentares saudáveis, promove a educação ambiental e ainda contribui para o fortalecimento da merenda escolar. Na Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Professora Rita Auxiliadora de Campos Cunha, 68 alunos participantes do Programa Escola em Tempo Ampliado (ETA) vivenciam diariamente essa experiência por meio do projeto de horta escolar.
A diretora da unidade, Simone Cristina Curvo, explica que o projeto tem como objetivo estimular mudanças de comportamento e ampliar o aprendizado dos estudantes por meio do contato direto com a terra, desde o plantio das mudas até o acompanhamento do desenvolvimento das plantas.
“Os alunos participam da limpeza e preparação do espaço, além de realizarem a manutenção e a rega das plantas diariamente. Esse processo permite uma compreensão mais profunda dos ciclos naturais, da nutrição e da sustentabilidade, contribuindo para o desenvolvimento cognitivo, social, emocional e físico das crianças, além de fortalecer a educação ambiental”, destaca a diretora.
Todas as atividades são acompanhadas pelo professor Nilton Fontoura, responsável por orientar os estudantes em cada etapa do cultivo.
Segundo Simone Cristina Curvo, o projeto envolve professores, alunos e toda a comunidade escolar. “A horta é uma ferramenta pedagógica poderosa. Mais do que cultivar alimentos, ela oferece inúmeras oportunidades de aprendizagem. Inserida no ambiente escolar, transforma-se em um verdadeiro laboratório vivo, integrando teoria e prática em diversas atividades educativas”, afirma.
A secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, ressalta que a iniciativa também contribui para o desenvolvimento de valores importantes entre os estudantes.
“O projeto promove o trabalho em equipe, a responsabilidade e a paciência, à medida que os alunos preparam o ambiente, cuidam das plantas e acompanham todas as fases de crescimento. Além disso, estimula a alimentação saudável por meio do cultivo e do consumo de hortaliças produzidas dentro da própria escola”, enfatiza.
Maria Fernanda acrescenta que a educação integral é fundamental para a formação de cidadãos mais conscientes, preparados e comprometidos com a comunidade, fortalecendo ainda o senso de pertencimento dos alunos ao ambiente escolar.
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Estudantes de Várzea Grande recebem orientações para identificar e denunciar violência
Palestra abordou agressões físicas e psicológicas, abuso sexual, bullying e cyberbullying, além dos canais de atendimento e proteção a crianças e adolescentes
Saber reconhecer uma situação de violência e identificar onde buscar ajuda foi o foco de uma palestra realizada com estudantes da Escola Estadual Cívico Militar Ernandy Baracat de Arruda, no bairro Nova Fronteira, em Várzea Grande. A atividade abordou diferentes formas de agressão contra crianças e adolescentes, incluindo violência física, psicológica e sexual, negligência, bullying e cyberbullying.
As orientações são da Secretaria Municipal de Assistência Social que realizou a palestra durante as ações preparatórias para a 13ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, dentro do eixo temático voltado à prevenção e ao enfrentamento das violências.
Os estudantes receberam orientações sobre como reconhecer situações de risco, identificar sinais de violência e compreender que as agressões não acontecem apenas por meio de contato físico, mas também por ameaças, humilhações, intimidações e exposição indevida no ambiente digital.
A gerente do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Santa Maria, Mara Thaís, explica que a realização da atividade foi resultado de uma articulação entre diferentes setores da rede de proteção, com o objetivo de levar informações diretamente ao ambiente escolar.
“Essa é uma temática muito importante, porque muitas vezes acontecem situações de violência dentro da própria escola e os alunos não sabem a quem recorrer ou com quem conversar. Por isso, articulamos com a rede, envolvendo a escola, a saúde e os serviços da Assistência Social, para levar essa orientação até os estudantes. Queremos que eles saibam onde buscar ajuda e conheçam os profissionais que podem acolhê-los”, destaca a gerente.
O psicólogo Ted Arruda, da equipe psicossocial da Escola Estadual Cívico Militar Ernandy Baracat de Arruda, também ressalta a importância da parceria com a Assistência Social para ampliar o conhecimento dos estudantes sobre seus direitos e os mecanismos de proteção.
“Ficamos muito felizes em receber essa atividade na escola. Trazer o tema das violências, apresentar formas de identificar e reconhecer essas situações e mostrar os lugares onde os alunos podem buscar ajuda é muito valioso. Também é importante mostrar que a rede de proteção existe, funciona e que os alunos podem confiar no poder público para garantir a segurança de todos”, afirma o psicólogo.
Além das orientações, a atividade contou com a participação dos estudantes em uma dinâmica interativa, na qual foram apresentadas situações do cotidiano para que os adolescentes identificassem os diferentes níveis de atenção e proteção necessários. As situações foram classificadas pelas cores verde, amarelo e vermelho, representando atitudes de respeito, situações que exigem atenção e circunstâncias que demandam proteção.
O estudante Cauã Raimundo, de 17 anos, avaliou positivamente a iniciativa e destacou que conheceu novas possibilidades de buscar ajuda.
“Achei a palestra muito necessária, importante e muito legal. O que mais me chamou a atenção foram os canais de busca, porque existem diversas situações pelas quais podemos passar e, às vezes, nem sabemos onde procurar ajuda ou até mesmo não conseguimos reconhecer que estamos vivendo uma situação de violência”, relata o estudante.
A palestra também reforçou a importância de crianças e adolescentes saberem onde buscar ajuda diante de situações de violência. O Conselho Tutelar, o CREAS e os serviços de saúde fazem parte da rede de proteção. Também é possível registrar denúncias pelo Disque 100, que funciona 24 horas, enquanto situações de perigo imediato devem ser comunicadas à Polícia Militar, pelo número 190.
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