Esporte
Irã e Nova Zelândia fazem jogo movimentado e empatam por 2 a 2
Esporte
Irã e Nova Zelândia protagonizaram uma partida intensa e cheia de alternativas nesta segunda-feira (15.06), pela Copa do Mundo, e ficaram no empate por 2 a 2. O duelo teve reviravoltas, gols em momentos decisivos e boas oportunidades para os dois lados, confirmando a disputa equilibrada entre as seleções.
O resultado foi construído em um confronto aberto do início ao fim. A Nova Zelândia chegou a ficar duas vezes à frente no placar, mas o Irã reagiu com personalidade e buscou a igualdade em uma partida marcada por forte ritmo, divididas duras e muitas finalizações.
Nova Zelândia sai na frente, e Irã responde
A equipe neozelandesa abriu o placar ainda no primeiro tempo, com Elijah Just, após boa jogada construída pelo centro. O Irã, no entanto, não demorou a reagir. Depois de insistir em finalizações e ameaçar com Mehdi Taremi, o time encontrou o empate em uma cabeçada de Ramin Rezaeian, que aproveitou sobra na área e deixou tudo igual.
Antes disso, os iranianos já tinham chegado com perigo ao ataque, inclusive carimbando a trave em chute colocado de Taremi. Do outro lado, a Nova Zelândia também desperdiçou chances claras, com destaque para Chris Wood e Sarpreet Singh, que pararam em defesas importantes de Alireza Beiranvand.
Segundo tempo mantém o equilíbrio e termina com novo empate
Na volta do intervalo, a Nova Zelândia retomou a vantagem com Chris Wood participando da jogada que terminou em finalização de Elijah Just. O Irã, porém, seguiu competitivo e voltou a pressionar. A resposta veio novamente em uma bola alçada na área, com Mohammad Mohebi completando de cabeça para empatar.
A reta final foi eletrizante. A Nova Zelândia teve chance de virar em cabeçada de Chris Wood aos 48 minutos, mas Beiranvand evitou o gol. O Irã ainda empurrou a partida nos acréscimos, tentou cruzamentos pela esquerda e chegou a ganhar escanteios em sequência, mas o empate acabou prevalecendo.
Com o placar, as duas seleções saem da estreia com um ponto cada em um jogo que mostrou intensidade, alternância de domínio e poder de reação das duas equipes.
| FICHA TÉCNICA | |
|---|---|
| Placar Final |
Irã 2 x 2 Nova Zelândia |
| Competição | Copa do Mundo da FIFA |
| Local | Estádio de Los Angeles |
| Cidade | Los Angeles |
| Publico | 70.108 |
| Arbitragem | César Arturo Ramos Palazuelos, Alberto Morin e Marco Bisguerra (assistentes); Yusuke Araki (VAR) |
| Irã | Amir Ghalenoei (técnico); Alireza Beiranvand; Ramin Rezaeian, Shoja Khalilzadeh, Ali Nemati, Milad Mohammadi; Saeid Ezatolahi, Aria Yousefi, Mehdi Ghayedi, Mohammad Mohebi, Mehdi Taremi, Amirhossein Hosseinzadeh, Saman Ghoddos, Ehsan Hajsafi, Shahriar Moghanlou, Ali Alipour. |
| Nova Zelândia | Darren Bazeley (técnico); Max Crocombe; Tim Payne, Callan Elliot, Michael Boxall, Finn Surman, Liberato Cacace; Ben Old, Joe Bell, Marko Stamenic, Tyler Bindon, Sarpreet Singh, Jesse Randall, Callum McCowatt, Ryan Thomas, Elijah Just, Chris Wood. |
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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