Esporte
Uruguai empata com Arábia Saudita e deixa Grupo H totalmente indefinido
Esporte
O Grupo H da Copa do Mundo de 2026 começou com um equilíbrio raro. Na noite desta segunda-feira, no Hard Rock Stadium, em Miami, Uruguai e Arábia Saudita empataram em 1 a 1, repetindo o placar do confronto entre Espanha e Cabo Verde ocorrido mais cedo. Com os resultados, as quatro seleções da chave somam exatamente um ponto, embolando a disputa pela classificação.
O empate uruguaio também acendeu um sinal de alerta para o futebol sul-americano: até o momento, nenhuma seleção do continente conseguiu vencer no Mundial. A Celeste se junta ao Brasil, que também empatou na estreia, enquanto Paraguai e Equador foram derrotados em seus primeiros compromissos.
Domínio árabe e resposta uruguaia
A partida começou movimentada, com Maxi Araújo exigindo boa defesa do goleiro Al-Owais logo aos quatro minutos. No entanto, a Arábia Saudita mostrou eficiência e quase marcou com Al-Amri, parado por uma grande intervenção de Muslera. Aos 40 minutos, porém, o arqueiro uruguaio não conseguiu evitar o pior: após rebote em cabeceio de Kanno, o próprio Al-Amri apareceu livre na pequena área para empurrar para as redes e abrir o placar.
O técnico Marcelo Bielsa optou por manter os palmeirenses Piquerez e Emiliano Martínez no banco durante todo o jogo, mas contou com a participação de nomes conhecidos do futebol brasileiro, como Varela e De La Cruz, do Flamengo, e Canobbio, do Fluminense.
Pressão e insistência recompensada
Na etapa final, o Uruguai voltou disposto a buscar o prejuízo. Viñas acumulou chances de cabeça, e Ugarte chegou a carimbar a trave em um chute de longa distância. A insistência uruguaia só foi premiada aos 34 minutos. Após novo rebote do goleiro Al-Owais em cabeceio de Viñas, Maxi Araújo pegou a sobra e bateu cruzado para deixar tudo igual em Miami.
Nos minutos finais, a Celeste pressionou em busca da virada. Cáceres e Brian Rodríguez assustaram, enquanto Valverde e De La Cruz obrigaram Al-Owais a realizar defesas cruciais nos acréscimos. Apesar do sufoco uruguaio, o placar permaneceu inalterado, selando um início de Copa onde ninguém do Grupo H conseguiu desgarrar na frente.
Próximos jogos | 2ª rodada do Grupo H da Copa do Mundo
Espanha x Arábia Saudita
Data e horário: 21/06 (domingo), às 13h (de Brasília)
Local: Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta (EUA)
Uruguai x Cabo Verde (segunda rodada do Grupo H da Copa do Mundo)
Data e horário: 21/06 (domingo), às 19h (de Brasília)
Local: Hard Rock Stadium, em Miami (EUA)
| FICHA TÉCNICA | |
|---|---|
| Placar Final | Arábia Saudita 1 x 1 Uruguai |
| Competição | Copa do Mundo (Grupo H – primeira rodada) |
| Local | Hard Rock Stadium, Miami (EUA) |
| Data e Horário | 15 de junho de 2026, às 19h (de Brasília) |
| Gols | Al-Amri, aos 40′ do 1ºT (Arábia Saudita); Maxi Araújo, aos 34′ do 2ºT (Uruguai) |
| Cartões Amarelos | Al-Amri (Arábia Saudita) |
| Cartões Vermelhos | Nenhum |
| Arbitragem | Maurizio Mariani (Árbitro), Daniele Bindoni e Alberto Tegoni (Assistentes), Marco Di Bello (VAR) |
| Arábia Saudita | Al-Owais; Abdulhamid (Lajami), Al-Amri, Tambakti, Al-Harbi (Al-Hamddan); Al-Shamat (Boushal), Al-Khaibari, Al-Dawsari, Kanno; Al-Buraikan (Al-Hajji), Al-Juwayr (Nasser Al-Dawsari). Técnico: Georgios Donis |
| Uruguai | Muslera; Varela, Cáceres, Olivera, Viña (Sanabria); Ugarte (De La Cruz), Valverde, Maxi Araújo (Brian Rodríguez), Bentancur; Viñas (Aguirre), Darwin Núnez (Cannobbio). Técnico: Marcelo Bielsa |
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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