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CMEI Antônio Norberto entra no clima da Copa e transforma esporte em ferramenta de aprendizagem
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O clima verde e amarelo tomou conta do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Antônio Norberto de Barros Corrêa Filho, em Várzea Grande. Em sintonia com o projeto “Copa da Aprendizagem”, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Smecel), a unidade promoveu, na última sexta-feira (12), uma série de atividades temáticas inspiradas no maior evento esportivo do planeta, proporcionando às crianças momentos de aprendizado, integração e muita diversão.
Atendendo atualmente 94 crianças de 2 e 3 anos de idade da região do bairro Novo Ipê, o CMEI transformou o ambiente escolar em um verdadeiro cenário de Copa do Mundo. Com decoração especial, brincadeiras educativas, gincanas, pintura facial, caracterização dos alunos e diversas atividades lúdicas, os pequenos vivenciaram momentos de alegria enquanto desenvolviam habilidades importantes para a formação infantil.
A proposta é estimular o desenvolvimento das crianças por meio do esporte, da cultura e do trabalho em equipe, despertando valores como respeito, cooperação, inclusão e convivência social desde os primeiros anos da vida escolar.
A diretora da unidade, Maria Erisvania Soares de Oliveira, destacou o envolvimento de toda a equipe para tornar a experiência ainda mais significativa para os alunos.
“Com a atmosfera da Copa, dedicamo-nos com extremo cuidado, paixão, entusiasmo e um toque lúdico para proporcionar momentos inesquecíveis às nossas crianças. Trabalhamos dentro da filosofia de educar com amor, criando experiências que unem aprendizagem, alegria e convivência. Ver o brilho nos olhos de cada aluno durante as atividades é a maior recompensa para toda a nossa equipe”, afirmou.
Além da diversão, as ações foram planejadas para contribuir com o processo de ensino-aprendizagem, utilizando o tema da Copa como ferramenta pedagógica para desenvolver habilidades cognitivas, motoras e sociais. As atividades também estimulam a criatividade, a interação entre as crianças e o sentimento de pertencimento ao ambiente escolar.
A secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, ressaltou a importância de iniciativas que tornam o ambiente escolar mais acolhedor e estimulante.
“O esporte possui um enorme potencial educativo. Quando levamos temas que despertam o interesse das crianças para dentro da sala de aula, conseguimos fortalecer o aprendizado de forma natural e prazerosa. O projeto Copa da Aprendizagem é justamente isso: transformar a paixão pelo esporte em conhecimento, cidadania e desenvolvimento integral dos nossos estudantes”, destacou.
A proposta do projeto vai além das competições esportivas. Inspirado nos valores que cercam a Copa do Mundo, o trabalho desenvolvido nas unidades busca incentivar o respeito às diferenças, a convivência em grupo, a valorização das diversas culturas e a construção de hábitos saudáveis desde a primeira infância.
As atividades da Copa da Aprendizagem continuam no CMEI Antônio Norberto nas próximas semanas. No dia 19 de junho, às 9h, será realizada a Hora do Conto, com uma história temática sobre a Copa do Mundo. Já nos dias 2 e 3 de julho, também às 9h, as crianças participarão da tradicional Gincana da Copa, além de outras ações relacionadas ao projeto.
As atividades da Copa da Aprendizagem estão sendo realizadas em todas as unidades da Rede Municipal de Ensino de Várzea Grande, respeitando as especificidades de cada etapa escolar e os cronogramas próprios de cada instituição.
O projeto utiliza o esporte como ferramenta pedagógica para fortalecer conteúdos curriculares e promover experiências que unem educação, cultura, lazer e cidadania, tornando o aprendizado mais significativo, participativo e prazeroso para os estudantes.
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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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