Economia
Ocupação de pessoas 60+ sobe 53% em 10 anos; ritmo supera o dos jovens
Economia
O emprego para pessoas com 60 anos ou mais tem crescido no Brasil proporcionalmente mais do que para outros grupos da população. No entanto, essas vagas vêm acompanhadas de mais informalidade, ou seja, sem carteira e sem proteção trabalhista.

Nos últimos dez anos, o número de pessoas 60+ no mercado de trabalho saltou 53%. No mesmo período, o tamanho dessa população na sociedade brasileira cresceu 37%.
Essa comparação significa que o emprego dos idosos cresce em ritmo mais acelerado que o envelhecimento da população.
A constatação faz parte de um estudo divulgado esta semana pela empresa de pesquisa e de inteligência de dados Nexus.
De 2016 a 2025, o número de idosos no país passou de 25,8 milhões para 35,2 milhões. Eles eram 13% da população, e atualmente são 17%.
Nesse período de dez anos, o contingente de trabalhadores 60+ avançou de 5,7 milhões para quase 8,8 milhões.
No fim do ano passado, uma em cada quatro (25%) pessoa 60+ estava ocupada. Em 2016, a taxa era 22%. O dado de 2025 é o maior dos últimos dez anos.
Na comparação com a população geral, o crescimento populacional foi de 5% no período, subindo de 203,2 milhões de pessoas para 212,6 milhões. Já o número de empregos expandiu-se 14,6%. Ao fim de 2025, o Brasil tinha praticamente 103 milhões de trabalhadores.
Meio cheio, meio vazio
O CEO (diretor executivo) da Nexus, Marcelo Tokarski, avalia os resultados como um “copo meio cheio, meio vazio”.
“Por um lado, a gente pode celebrar o fato de que as pessoas quando chegam aos 60, 70 anos, ainda estão com uma capacidade ativa para o trabalho”, disse à Agência Brasil.
Entretanto, acrescenta ele, há uma precarização do período comumente destinado à aposentadoria, lembrando que a faixa etária inclui pessoas de 75 anos, por exemplo.
“A pessoa que tem 75 anos de idade que, em tese, já deveria estar gozando da sua aposentadoria e muitas vezes precisa continuar trabalhando provavelmente para complementar a sua renda”, diz.
Tipos de trabalho
O levantamento da Nexus foi feito com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo. Pelos critérios do IBGE, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga.
O CEO da Nexus aponta que, apesar de não saber o grau exato de influência, a reforma da Previdência, de 2019, é um dos motivos que explicam o aumento de pessoas 60+ no mercado de trabalho.
“A última reforma da Previdência subiu a idade mínima e também o tempo de contribuição, isso força as pessoas a trabalharem mais”, analisa.
Sob o argumento de equilibrar as contas da previdência, a reforma passou a exigir, das mulheres, pelo menos 62 anos de idade e 15 anos de contribuição para se aposentar. No caso dos homens, 65 anos de idade e 20 anos de contribuição.
Antes, mulheres podiam se aposentar com 60 anos e não havia, para nenhum dos dois sexos, idade mínima para aposentadoria por tempo de contribuição. Para homens, não houve mudança na idade mínima.
Informalidade
O estudo do Nexus identificou que para mais da metade (53%) dos 60+ no mercado de trabalho, a informalidade é uma realidade superior à de outros estratos da população. Na população geral, o índice é de 38%. Entre os jovens de 18 a 24 anos, 41%.
O IBGE considera informais os empregados sem carteira assinada e autônomos sem CNPJ, por exemplo. Na informalidade, os trabalhadores não têm garantidos direitos como férias, contribuição para a Previdência Social e décimo terceiro salário.
Para Marcelo Tokarski, da Nexus, a informalidade é uma característica estrutural do emprego 60+. “Isso indica uma precarização do trabalho”.
“Um público que não pode se dar ao luxo de permanecer desocupado. Enquanto o jovem, muitas vezes, consegue focar nos estudos ou prolongar a busca pela vaga ideal, o 60+ migra rapidamente para a informalidade”, avalia.
Uma das conclusões da pesquisa é que “a sustentabilidade econômica do país agora depende de políticas públicas de incentivo à formalização e de uma revisão urgente das estruturas corporativas de ergonomia, benefícios e inclusão geracional”.
Economia
Um gesto que salva vidas: doador há mais de 10 anos incentiva população à participar da campanha Junho Vermelho
A doação de sangue é um gesto simples, mas capaz de transformar histórias e salvar vidas. Durante o Junho Vermelho, campanha nacional de conscientização sobre a importância da doação, exemplos de solidariedade ajudam a reforçar a necessidade de manter os estoques abastecidos ao longo de todo o ano. A mobilização ganha ainda mais destaque com a celebração do Dia Mundial do Doador de Sangue, em 14 de junho, data dedicada a homenagear quem contribui voluntariamente para garantir esperança a milhares de pacientes.
Entre essas pessoas está o morador Lúcio Freitas, de 40 anos, que há mais de dez anos faz da doação de sangue um compromisso permanente com a vida. A decisão nasceu após um momento marcante vivido em família, quando sua mãe precisou receber uma transfusão.
A experiência despertou nele o desejo de retribuir a ajuda recebida. Desde então, tornou-se doador regular e defensor da causa, incentivando amigos, familiares e a comunidade a também participarem dessa corrente de solidariedade. Para ele, a doação representa a oportunidade de oferecer uma nova chance a quem enfrenta tratamentos de saúde, acidentes ou procedimentos cirúrgicos.
Uma única bolsa de sangue pode beneficiar até quatro pessoas, graças ao processo de separação dos hemocomponentes realizado após a coleta. Esse trabalho permite que diferentes pacientes recebam exatamente o componente sanguíneo de que necessitam, ampliando o alcance de cada doação.
Em Várzea Grande, a população conta com a Unidade de Coleta e Transfusão de Sangue, inaugurada no ano passado e resultado de uma parceria com o Hemocentro de Mato Grosso. O espaço funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h30, oferecendo mais comodidade aos voluntários e fortalecendo a rede de atendimento hemoterápico da região.
De acordo com a superintendente da Atenção Secundária, Sonia Nabarrete, a participação da população é fundamental para garantir o atendimento da demanda contínua por sangue. Diferentemente de medicamentos ou equipamentos hospitalares, o sangue não pode ser fabricado, dependendo exclusivamente da contribuição voluntária dos doadores.
Para doar, é necessário estar em boas condições de saúde, ter entre 16 e 69 anos, pesar no mínimo 50 quilos, estar descansado e alimentado, além de apresentar documento oficial com foto. Menores de idade precisam de autorização dos responsáveis. Antes da coleta, todos os candidatos passam por avaliação clínica para assegurar a segurança do procedimento.
Neste Junho Vermelho, a mensagem é clara: doar sangue é um ato de cidadania, empatia e compromisso com a vida. Para quem aguarda por uma transfusão, cada doação representa muito mais do que um procedimento médico — representa a esperança de continuar vivendo.
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