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Cultura de Várzea Grande emociona público e se consolida como destaque da FIT Pantanal 2026

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A cultura popular de Várzea Grande foi uma das grandes protagonistas da Feira Internacional de Turismo do Pantanal (FIT Pantanal 2026), realizada entre os dias 3 e 7 de junho, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá. Durante toda a programação, o estande da Prefeitura de Várzea Grande reuniu apresentações culturais que emocionaram o público e reforçaram a força das tradições que compõem a identidade do Município.

Promovida pela Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, a participação na feira evidenciou o turismo de experiência, o artesanato, a agricultura familiar e a cultura popular, consolidando o Município como um importante destino turístico de Mato Grosso.

Ao longo dos cinco dias de evento, grupos como Encantos da Serra, Primos e Primas, Raízes de Santo Antônio, Arara Azul e Estrela Guia AMFMT levaram ao palco apresentações marcadas por dança, música, cores e tradição, encantando visitantes de diversas regiões do Estado e do país.

A secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda, destacou que a presença diária dos grupos culturais demonstrou a riqueza artística existente em Várzea Grande.

“Foi uma experiência extraordinária. Tivemos apresentações todos os dias da feira, mostrando ao público a diversidade e a beleza da nossa cultura popular. Ver o encantamento das pessoas diante das danças, dos figurinos e das histórias contadas pelos grupos foi motivo de muito orgulho. Nossa cultura é viva, forte e merece ser valorizada em espaços como a FIT Pantanal”, afirmou.

A superintendente de Cultura de Várzea Grande, Lu Arruda, também ressaltou a importância da participação dos grupos no evento.

“A FIT Pantanal foi uma grande vitrine para os nossos artistas. Cada apresentação despertou a atenção do público e demonstrou o talento dos grupos culturais de Várzea Grande. Tivemos visitantes emocionados, fotografando, gravando vídeos e buscando conhecer mais sobre nossas tradições. Isso fortalece nossa identidade cultural e abre novas oportunidades para os grupos”, destacou.

As apresentações culturais tiveram início na quinta-feira (5), com a participação do grupo Encantos da Serra, que abriu a programação artística do Município levando ao público a riqueza das tradições regionais. Na sexta-feira (6), foi a vez do grupo de quadrilha estilizada Raízes de Santo Antônio encantar os visitantes com uma apresentação vibrante e criativa.

Com apenas quatro anos de existência, o grupo reúne 44 integrantes entre dançarinos, equipe de apoio, responsáveis pela montagem de cenários e sonorização. Segundo o presidente Carlos Eduardo, a proposta é inovar sem perder a essência das festas populares.

“Somos um grupo novo, mas que nasceu com o objetivo de expandir a cultura para além das festas juninas tradicionais. Trabalhamos com a quadrilha estilizada, algo ainda pouco difundido em nossa região, e buscamos enriquecer as tradições culturais, movimentando também a economia criativa de Várzea Grande”, explicou.

Carlos conta que, a cada ano, o grupo apresenta uma nova história, com figurinos, enredos e cenários inéditos.

“Todos os nossos temas têm ligação com a cultura regional. A cada temporada renovamos tudo para continuar encantando o público e valorizando nossas raízes”, destacou.

Também na quinta-feira, o grupo de Siriri Primos e Primas levou ao palco a alegria e a autenticidade de uma das manifestações culturais mais tradicionais de Mato Grosso. O coreógrafo Maximiano Bruno Ribeiro destacou o empenho dos integrantes para garantir apresentações de qualidade.

“A emoção é muito grande por representar nossa cultura local em um evento tão importante. Temos ensaios semanais, muito comprometimento dos dançarinos e dos voluntários. Todo esse esforço é recompensado quando vemos o público apreciando e valorizando nossa cultura”, afirmou.

No sábado (7), foi a vez do grupo Arara Azul, da Acames, apresentar um espetáculo marcado pela valorização das tradições pantaneiras e várzea-grandenses. O grupo reúne crianças e adolescentes e desenvolve um importante trabalho de inclusão social e preservação cultural.

Durante a apresentação, o jovem dançarino Lucas Gabriel, de 11 anos, compartilhou o entusiasmo de quem descobriu na dança uma nova paixão.

“Entrei este ano para ajudar em um festival e acabei me apaixonando pela dança. Hoje quero continuar participando e me apresentando”, contou.

Linder Boa Aventura, mãe de um dos integrantes, destacou os benefícios proporcionados pelo projeto.

“É uma oportunidade maravilhosa para os nossos filhos. Além de conhecerem a cultura da nossa cidade, eles se afastam do celular e participam de atividades que contribuem para o desenvolvimento pessoal e social. Sou apaixonada pelo Siriri e acompanho todas as apresentações do meu filho”, afirmou.

Com figurinos coloridos, músicas tradicionais e muita energia, o grupo emocionou o público e prestou uma homenagem especial à jovem dançarina Sofia, integrante da cultura popular mato-grossense falecida recentemente.

Encerrando a participação cultural de Várzea Grande na FIT Pantanal, o grupo Estrela Guia AMFMT mostrou a força da tradição mantida pela Associação Afro Cultural de Mato Grosso. A vice-presidente da entidade, Silvia Regina da Costa, explicou que o grupo é formado principalmente por adolescentes e jovens e desenvolve um importante trabalho social.

“O Estrela Guia existe há mais de 20 anos e tem como principal objetivo manter os jovens próximos da cultura, oferecendo oportunidades de aprendizado e convivência. É uma forma de preservar nossas tradições e também contribuir para a formação cidadã desses adolescentes”, destacou.

Segundo Silvia, a associação mantém ainda os grupos Estrela Guia Mirim e Estrela Divina, fortalecendo a cultura do Siriri e do Cururu em Várzea Grande.

“Não podemos deixar nossa cultura morrer. Cada apresentação é uma oportunidade de mostrar a riqueza das nossas tradições e incentivar novas gerações a seguirem esse caminho”, afirmou.

A participação dos grupos culturais foi uma das atrações mais elogiadas da FIT Pantanal 2026. Ao lado do artesanato, da gastronomia e da agricultura familiar, as apresentações contribuíram para mostrar aos visitantes que Várzea Grande possui identidade própria, patrimônio cultural vivo e potencial turístico crescente.

Durante os cinco dias de evento, centenas de pessoas acompanharam as apresentações realizadas no estande do Município, transformando a cultura em um dos principais atrativos da participação várzea-grandense na maior feira de turismo do Centro-Oeste.

Mais do que apresentações artísticas, os grupos demonstraram que preservar a cultura é fortalecer a memória coletiva, valorizar a comunidade e criar oportunidades para as futuras gerações.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT



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Reforma tributária impulsiona doações de imóveis a herdeiros

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A Reforma Tributária promulgada em dezembro de 2023 provocou um aumento no número de doações de imóveis em todo o país. Segundo o Colégio Notarial do Brasil (CNB), em 2025, foram registradas 185.861 escrituras públicas – um crescimento de 59% em comparação aos 116.225 atos formalizados em 2020.

Para especialistas, a “corrida” aos cartórios e à plataforma digital do CNB, o e-notariado, reflete uma crescente busca das famílias para antecipar a transferência de patrimônio, antes da entrada em vigor das novas regras do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD).

O ITCMD é um imposto que os estados e o Distrito Federal cobram sobre a herança e a doação de bens ou direitos patrimoniais. Cada unidade federativa tem autonomia para definir seus próprios prazos e taxas.

Com a gradual entrada em vigor da Reforma Tributária, quanto maior for o valor do bem maior será o percentual das alíquotas do ITCMD, podendo chegar ao máximo de 8%.

A título de exemplo, no Distrito Federal, o governo distrital cobra uma alíquota progressiva de 4% a 6% para heranças e doações, independentemente do valor do patrimônio transmitido. Em São Paulo, há dois projetos de lei em discussão na Assembleia Legislativa: um que reduz a alíquota progressiva atualmente cobrada no estado, limitando-a ao máximo de 4%, e outro que institui o teto de 8%.

Além disso, conforme o texto da Emenda nº 132/2023, que institui a Reforma Tributária, a base de cálculo do imposto passará a ser o valor de mercado do imóvel ou bem, e não mais seu valor patrimonial – geralmente, mais baixo.

“A expectativa é que esse volume de doações continue crescendo e, portanto, também as lavraturas de escrituras”, declarou, em nota, o presidente do CNB, Eduardo Calais.

Ainda segundo a entidade, que representa os mais de 9 mil notários e tabeliães do Brasil, o registro de escrituras públicas de doações de imóveis começou a aumentar já em 2020, antes mesmo da Reforma Tributária ser promulgada, mas se intensificou nos últimos anos, até atingir, em 2025, o maior número da série histórica.

“Nos últimos meses, é nítido o aumento na procura de clientes que buscam antecipar sua sucessão patrimonial, seja por meio de doações diretas a descendentes, seja pela integralização de ativos em holdings familiares”, acrescentou, na mesma nota, Joanna Oliveira Rezende Barbosa, especialista em planejamento patrimonial.

Para os especialistas, há muitas famílias acompanhando a movimentação legislativa nos estados e no Distrito Federal para decidir se antecipam as doações em vida, e como fazê-las. Até porque, conforme já estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mudanças na cobrança do imposto precisam ser previamente aprovadas e regulamentadas pelo poder local.

Doações exigem cautela

Por outro lado, o advogado Matheus Bertolo Piconez alerta que agir impulsivamente pode gerar uma série de problemas, inclusive familiares.

Por exemplo: se os pais antecipam a doação para o(s) filho(s) do único imóvel que possuem, sem estabelecer seu direito de, enquanto vivos, continuarem morando ou se beneficiando da renda gerada pelo bem, passarão a depender da boa vontade do(s) herdeiro(s).

“A antecipação faz sentido quando vem acompanhada de planejamento completo, não como uma corrida de última hora”, acrescentou o advogado.

Piconez destaca a importância de o interessado também definir os termos gerais do acordo de transmissão do bem e verificar se dispõe dos recursos financeiros necessários para honrar despesas imediatas, já que a doação de um imóvel ou patrimônio não elimina a obrigação de pagar o ITCMD e outras despesas.

Presidente da seção do Colégio Notarial do Brasil no Distrito Federal, Geraldo Felipe de Souto destaca que, além de poderem registrar as escrituras remotamente, por meio da plataforma e-notariado, é possível realizar o planejamento sucessório sem abrir mão do pleno controle patrimonial. Uma das opções mais adotadas para isto é a chamada doação com reserva de usufruto.

“A Reforma Tributária trouxe urgência para conversas que muitas famílias ainda não tinham tido. Planejar a sucessão patrimonial deixou de ser algo para o futuro e passou a ser uma decisão do presente”, comentou Souto, garantindo que os cartórios de notas estão prontos para orientar cada família sobre as melhores alternativas para cada caso.



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