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Tempo seco no Centro-Oeste, frio no Sul e chuvas no Norte e Nordeste

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Os próximos dias devem manter um cenário favorável para o avanço da colheita do milho safrinha em boa parte do Centro-Oeste, mas exigirão atenção dos produtores do Sul em razão da queda das temperaturas e do risco de formação de geadas localizadas nas áreas mais elevadas. Segundo prognósticos do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a semana entre os dias 8 e 14 de junho será caracterizada por chuvas concentradas no Norte do país e no litoral do Nordeste, enquanto a região central do Brasil seguirá sob influência do período seco.

No Centro-Oeste, principal polo produtor de grãos do país, a tendência é de tempo firme, baixa umidade relativa do ar e ausência de precipitações significativas em Mato Grosso, Goiás e grande parte de Mato Grosso do Sul. As condições favorecem os trabalhos de campo e a maturação das lavouras de segunda safra, mas aumentam a preocupação com o déficit hídrico em áreas que ainda dependem de umidade para o enchimento de grãos.

Na Região Sul, uma massa de ar frio mantém as temperaturas abaixo da média para o período, especialmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná. Produtores devem monitorar possíveis ocorrências de geadas fracas em áreas serranas e regiões de maior altitude, que podem afetar hortaliças, fruticultura e pastagens de inverno. Para as lavouras de trigo, o frio tende a favorecer o desenvolvimento inicial da cultura.

O Sudeste terá predomínio de tempo seco, com chuvas fracas e isoladas apenas em áreas litorâneas. Em Minas Gerais e São Paulo, o cenário favorece as operações de colheita e o manejo das culturas de inverno, embora a redução da umidade do solo mereça atenção em regiões produtoras de café e hortifrúti.

Já no Norte, os maiores acumulados de chuva continuam concentrados em Amazonas, Pará, Amapá e Roraima, com volumes elevados em algumas localidades. No Nordeste, as precipitações mais significativas devem ocorrer na faixa litorânea, especialmente entre Maranhão, Rio Grande do Norte, Alagoas e Bahia. No interior nordestino, predomina a estiagem típica desta época do ano.

Para o agronegócio, a principal mensagem da semana é a continuidade do padrão climático típico do início do inverno: avanço da seca no Brasil Central, temperaturas mais baixas no Sul e manutenção das chuvas sobre a faixa norte do país. O cenário favorece a colheita e o escoamento da produção, mas reforça a necessidade de monitoramento das condições de umidade do solo nas regiões produtoras de milho safrinha e das áreas suscetíveis a geadas.

Fonte: Pensar Agro



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Soja e boi concentram R$ 606 bilhões do valor produzido no campo

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A soja e a pecuária bovina respondem juntas por R$ 606,1 bilhões, ou 42% do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) estimado para o Brasil em 2026. O levantamento de setembro do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) projeta R$ 1,44 trilhão para as principais atividades do campo, com as lavouras concentrando quase dois terços do total.

O número dimensiona o valor da produção na porteira, antes do desconto das despesas. Não representa lucro nem dinheiro recebido apenas em setembro: trata-se de uma estimativa para o ano, atualizada naquele mês com informações sobre produção e preços pagos aos produtores.

A soja lidera o levantamento, com R$ 352,7 bilhões, equivalentes a 24,5% do total nacional. Em seguida aparece a pecuária bovina, com R$ 253,4 bilhões e participação de 17,6%. Na prática, essas duas atividades representam pouco mais de R$ 4 de cada R$ 10 contabilizados pelo indicador.

Entre as lavouras, o milho ocupa a segunda posição, com R$ 162 bilhões. A cana-de-açúcar soma R$ 112,3 bilhões, e o café, R$ 106,5 bilhões. Juntas, essas quatro culturas — soja, milho, cana e café — alcançam R$ 733,5 bilhões, pouco mais da metade do VBP brasileiro.

Na pecuária, depois dos bovinos, destaca-se o frango, com R$ 110 bilhões. O conjunto das atividades pecuárias soma R$ 517,9 bilhões, ou 36% do total. As lavouras respondem por R$ 921,7 bilhões, os outros 64%.

A distribuição regional também mostra concentração. O Centro-Oeste lidera, com R$ 431,2 bilhões, aproximadamente 30% do valor nacional. Mato Grosso responde por R$ 225,2 bilhões, mais da metade do resultado regional e 15,6% do brasileiro.

O Sudeste aparece em seguida, com R$ 367,3 bilhões. Minas Gerais reúne R$ 172,4 bilhões, equivalentes a 12% do total do país. A região Sul ocupa a terceira posição, com R$ 315,7 bilhões. Somadas, as três regiões representam cerca de 77% do valor estimado para a agropecuária brasileira.

O cálculo do Mapa combina a quantidade produzida com os preços recebidos pelos produtores. Por isso, uma colheita maior não garante aumento equivalente no faturamento: se o preço cair, parte do ganho obtido com o volume pode desaparecer. Da mesma forma, uma valorização do produto eleva o indicador mesmo sem expansão da produção.

Dentro da propriedade, há outra conta a fazer. Do valor obtido com a venda ainda saem fertilizantes, sementes, defensivos, alimentação animal, combustível, mão de obra e outras despesas. Juros e compromissos financeiros também pesam no resultado disponível para o produtor.

O VBP ajuda a mostrar o tamanho econômico das atividades e onde esse valor está concentrado. Para avaliar a situação de uma fazenda, porém, precisa ser acompanhado dos custos por hectare ou por animal e da margem que sobra depois da comercialização.


Fonte: Pensar Agro



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