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Endrick brilha e Brasil supera Egito em último teste antes do Mundial
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A Seleção Brasileira encerrou seu ciclo de amistosos preparatórios com uma vitória por 2 a 1 sobre o Egito, na noite deste sábado, em Cleveland (EUA). O triunfo, que serviu como o ajuste final para o grupo comandado por Carlo Ancelotti, foi garantido pelo jovem Endrick, que saiu do banco de reservas para decidir o confronto.
O placar foi inaugurado logo aos sete minutos, quando Bruno Guimarães aproveitou uma falha na saída de bola egípcia, avançou com liberdade e finalizou com precisão no canto. No entanto, a vantagem durou pouco: aos dez minutos, um erro de recuo de Marquinhos permitiu que Ziko empatasse para os africanos na saída de Alisson.
O fator Endrick e a preocupação com Wesley
Após um primeiro tempo de domínio brasileiro, mas com chances desperdiçadas por Vinícius Júnior e Igor Thiago, Ancelotti promoveu diversas mudanças no intervalo. A estratégia surtiu efeito imediato. Aos seis minutos da etapa final, Raphinha fez jogada individual pela esquerda e cruzou para Endrick, que completou de primeira para as redes, selando o 2 a 1.
Apesar da vitória, o clima não foi apenas de festa. O lateral-direito Wesley deixou o campo ainda no primeiro tempo com dores na virilha esquerda. O jogador não escondeu a frustração e chorou no banco de reservas, tornando-se uma dúvida preocupante para a comissão técnica às vésperas da competição.
Foco total na estreia
Com o fim dos testes, a delegação brasileira agora volta suas atenções exclusivamente para a estreia na Copa do Mundo. A Seleção terá uma semana de treinamentos intensos até o primeiro desafio oficial contra o Marrocos, válido pelo Grupo C.
Agenda da Seleção:
- Adversário: Marrocos (1ª rodada do Grupo C)
- Data: Próximo sábado (13/06), às 19h (horário de Brasília)
- Local: MetLife Stadium, Nova Jersey (EUA)
| FICHA TÉCNICA | |
|---|---|
| Brasil 2 x 1 Egito | |
| Competição | Amistoso |
| Local | Huntington Bank Field, Cleveland (EUA) |
| Data e Horário | 06/06/2026 às 19h (Brasília) |
| Gols (Brasil) | Bruno Guimarães (7′ 1ºT), Endrick (6′ 2ºT) |
| Gols (Egito) | Ziko (10′ 1ºT) |
| Cartões Amarelos | Marquinhos (BRA); Hany (EGI) |
| Arbitragem | Adonai Escobedo (Árbitro), Carlos Rivero (VAR) |
| Escalação Brasil | Alisson; Wesley, Marquinhos, Ibañez, Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães, Lucas Paquetá; Raphinha, Vinícius Júnior, Igor Thiago. (Técnico: Carlo Ancelotti) |
| Escalação Egito | Shobeir; Hany, Hamdi, Yasser, Fattouh; Marwan, Mohannad Lashin, Ziko, Trezeguet, Haitham; Marmoush. (Técnico: Hossam Hassan) |
Fonte: Esportes
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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