Economia
Financiamento de carros e motos cresce 11,8% em abril, indica Trillia
Economia
O financiamento de veículos no Brasil registrou alta de 11,8% em abril, na comparação com o mesmo mês de 2025, ao somar 634.587 mil unidades entre novos e usados, incluindo automóveis leves, motocicletas e pesados, que foram compradas com crédito.

Segundo o levantamento da Trillia, entre os automóveis leves, o crescimento foi 13,3% na comparação anual. O destaque ficou com os modelos zero quilômetro, que tiveram alta de 21,9% nos financiamentos. Já os usados também cresceram e atingiram 10,9%.
De acordo com o levantamento, o financiamento de motocicletas teve alta 9,8% em abril, com os modelos novos puxando o resultado, com aumento de 12% nas vendas financiadas. As motos usadas avançaram 9,1%. No segmento de veículos pesados, o crescimento foi 3,9%. O desempenho foi sustentado pelos modelos novos, que avançaram 10,9%. Já os usados recuaram 4,6%.
A Região Sudeste concentrou 42,2% das operações. Em seguida aparecem a Sul, com 20,8%, a Nordeste, com 19,7%, o Centro-Oeste, com 10,7% e a Norte, com 7,3%.
Preços de transação
Em abril, os veículos zero quilômetro apresentaram alta média de 0,7% nos preços de transação. O avanço foi observado em três dos sete segmentos: picapes derivadas de automóveis, picapes médias e sedans. As picapes compactas se destacaram como o modelo que teve a maior queda de preço no período.
No mercado de usados, abril foi marcado por uma queda média de aproximadamente 1,55% nos preços de transação, com retração observada em todos os segmentos analisados. As maiores quedas foram registradas em picapes compactas, picapes médias e carros compactos.
Acumulado do ano
Segundo a Trillia, o número de veículos financiados chegou a 2,5 milhões de unidades no acumulado de janeiro a abril. As motocicletas lideram o ritmo de expansão no ano, com crescimento de 16%, seguidas pelos automóveis (12,7%) e pelos veículos pesados (3,9%).
“Os dados indicam um cenário de crédito mais disponível, contribuindo para a manutenção do ritmo positivo do mercado automotivo, mesmo em um contexto de juros elevados. Na prática, o avanço do financiamento mostra que o consumidor tem acessado crédito para aquisição de veículos”, analisou o superintendente de Relacionamento com Clientes e Relações Institucionais na Trillia, Thiago Gaspar.
Economia
Economia cresce 0,5% em agosto após dois meses de recuo, estima FGV
Depois de dois meses de recuo, a economia brasileira voltou a crescer e apresentou expansão de 0,5% na passagem de julho para agosto. Como resultado, o desempenho chega a 1,8% no acumulado de 12 meses.

A constatação faz parte do Monitor do PIB, estudo mensal elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta segunda-feira (19).
A pesquisa faz estimativas sobre o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB), indicador do conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país, reunindo dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária.
O Monitor do PIB é considerado um “termômetro” da economia e funciona como uma prévia do PIB oficial.
Veja o comportamento da economia na comparação entre meses seguidos, de acordo com o levantamento:
- Agosto: 0,5%
- Julho: -0,3%
- Junho: -0,9%
- Maio: 0,6%
- Abril: 0,3%
- Março: 0,1%
- Fevereiro: 0,5%
- Janeiro: 0,6%
O mês retrasado apresentou avanço de 1,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. No trimestre terminado em agosto, a FGV sinaliza alta de 1,7% em relação ao mesmo trimestre de 2025.
Motores
A FGV destacou que a economia foi impulsionada em agosto pela indústria extrativa e a atividade de serviços.
O economista Claudio Considera, pesquisador associado do Ibre, aponta que, pelo lado da oferta, o resultado refletiu o crescimento da indústria extrativa e a continuidade da expansão da atividade de serviços.
“Pela ótica da demanda, a despeito da desaceleração do consumo das famílias, atuaram positivamente as exportações e o consumo do governo”, complementa.
Ele assinala ainda que em um contexto de inflação persistente, que obriga uma política monetária contracionista, ou seja, juros elevados, “a economia apresenta capacidade de recuperação”.
No trimestre até agosto, o consumo das famílias cresceu 0,4%, refletindo principalmente a contribuição positiva dos produtos duráveis.
Em valores correntes, a FGV estima o PIB acumulado até agosto em R$ 9,020 trilhões.
Projeções
O Monitor do PIB é um dos estudos que servem como termômetro da economia brasileira. Outro levantamento é o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado na sexta-feira (16), que indicou expansão de 0,3% na passagem de julho para agosto e de 1,6% em 12 meses.
O relatório Focus divulgado também nesta segunda-feira, sondagem do Banco Central com instituições do mercado financeiro, sinaliza que o PIB deve crescer 1,83% este ano.
O Boletim Macrofiscal da Secretária da Política Econômica do Ministério da Fazenda, divulgado em setembro, aponta estimativa de crescimento do PIB de 2% este ano.
Na última semana, o Fundo Monetário Internacional (FMI) projetou que o Brasil deve crescer 2,2% este ano.
O órgão, instituição multilateral vinculada às Nações Unidas, estima que o país deve voltar ao posto de oitava maior economia do mundo em 2027.
Resultado oficial
O resultado oficial do PIB é apresentado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A próxima divulgação será referente ao terceiro trimestre do ano, em 2 de dezembro.
A última divulgação, no início de setembro, mostrou que a economia cresceu 0,5% no segundo trimestre e 1,9% no acumulado de 12 meses.
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