Economia
BNDES tem lucro de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre
Economia
No primeiro trimestre deste ano, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apresentou um lucro recorrente de R$ 3,1 bilhões, uma alta de 17% frente ao mesmo período do ano passado. No acumulado dos últimos 12 meses, o lucro recorrente é de R$ 15,6 bilhões. 

“No final do ano passado, o resultado foi recorde. Tivemos um lucro recorde que atingiu R$ 15,2 bilhões. No primeiro trimestre deste ano, esse resultado foi recorde novamente, com R$ 15,6 bilhões de lucro recorrente nos últimos 12 meses”, anunciou Alexandre Abreu, diretor Financeiro e de Mercado de Capitais do banco.
Os ativos totais do banco, neste primeiro trimestre, somaram R$ 995 bilhões, maior valor nominal da história, segundo o BNDES. A carteira de crédito alcançou R$ 678,2 bilhões, alta de 14% em relação a 2025 e maior patamar desde 2016. O patrimônio líquido atingiu R$ 192 bilhões.
Segundo o banco de fomento, o resultado operacional também manteve uma trajetória de crescimento no período, com as aprovações e desembolsos superando as marcas dos últimos anos.
As aprovações de crédito somaram R$ 45,7 bilhões, aumento de 37% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Os desembolsos foram de R$ 36,2 bilhões, alta de 44% em relação ao mesmo período do ano passado.
Os números do banco mostraram crescimento de 51% nas aprovações de crédito para o setor de infraestrutura (R$ 13,4 bilhões), de 40% (R$ 9,1 bilhões) para a agropecuária e de 67% (R$ 8 bilhões) para a indústria.
As aprovações de crédito para micro, pequenas e médias empresas (MPME) atingiram R$ 29 bilhões, alta de 120% na comparação com o mesmo período de 2025. As garantias prestadas por fundos garantidores em operações realizadas por agentes financeiros chegaram a R$ 20,8 bilhões.
“Se olharmos o histórico, o BNDES vem em uma trajetória de crescimento muito forte e muito consistente. Estou falando de um crescimento com qualidade. Crescemos fortemente nas consultas e isso tem a ver com a percepção dos empresários sobre as entregas do BNDES. Cada vez temos mais projetos chegando”, disse Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.
A inadimplência registrada para 90 dias foi de 0,046%, o que o BNDES considera expressivamente inferior à do Sistema Financeiro Nacional, atualmente em 4,33% no geral e de 0,60% para grandes empresas.
Economia
Brasil deve voltar a ser 8ª maior economia do mundo em 2027, prevê FMI
O Brasil deve voltar ao posto de oitava maior economia do mundo em 2027, deixando para trás Rússia e Itália. 

A projeção faz parte do documento Perspectivas da Economia Mundial, divulgado nesta semana pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).
De acordo com o estudo, o Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país) brasileiro alcançará US$ 2,80 trilhões (R$ 14,65 trilhões) no ano que vem.
Em 2026, o país termina na décima posição do ranking, com PIB de US$ 2,655 trilhões.
Para 2027, a lista mantém os Estados Unidos como maior potência econômica, seguida pela China.
Confira o Top 10 das economias mundiais, segundo a projeção do FMI, instituição multilateral vinculada às Nações Unidas.
- Estados Unidos: US$ 34,44 trilhões
- China: US$ 22,94 trilhões
- Alemanha: US$ 5,66 trilhões
- Índia: US$ 4,52 trilhões
- Reino Unido: US$ 4,49 trilhões
- Japão: US$ 4,47 trilhões
- França: US$ 3,65 trilhões
- Brasil: US$ 2,80 trilhões
- Itália: US$ 2,77 trilhões
- Rússia: US$ 2,68 trilhões
A última vez em que o Brasil ficou no oitavo lugar foi em 2017. De acordo com a estimativa do FMI, o país segue na oitava posição até 2031, último ano projetado.
A melhor posição já ocupada pelo Brasil no ranking global de PIB foi a sétima posição, alcançada em 1995 e de 2010 a 2014.
Índia decola
Um dos destaques da previsão do FMI é a Índia, que salta do sexto para o quarto lugar e ultrapassa Reino Unido e Japão. Em 2031, a Índia deve tomar o terceiro lugar, da Alemanha.
Estados Unidos e China devem ocupar os dois primeiros lugares do ranking, nesta ordem, até 2031.
O que é o PIB
O PIB é o conjunto de todos os bens e serviços produzidos em uma localidade em determinado período. Com o dado, é possível traçar o comportamento da economia do país, estado ou cidade, assim como fazer comparações internacionais.
O PIB é calculado com o auxílio de diversas pesquisas setoriais, como comércio, serviços e indústria.
Durante o cálculo, há cuidados para não haver dupla contagem. Um exemplo: se um país produz R$ 100 de trigo, R$ 200 de farinha de trigo e R$ 300 de pão, o PIB será de R$ 300, pois os valores da farinha e do trigo já estão embutidos no valor do pão.
Os bens e serviços finais que compõem o PIB são medidos no preço em que chegam ao consumidor. Dessa forma, levam em consideração também os impostos cobrados.
O PIB ajuda a compreender a realidade de um país, mas não expressa fatores como distribuição de renda e condição de vida. É possível, por exemplo, um país ter PIB alto e padrão de vida relativamente baixo, assim como pode haver nação com PIB baixo e altíssima qualidade de vida.
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