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Fluminense cede empate ao Vitória no Maracanã e amplia jejum de vitórias

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Fluminense e Vitória empataram por 2 a 2 neste sábado (09-05), no Maracanã, em duelo válido pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro. O time carioca marcou com John Kennedy e Serna, enquanto Renê e Renato Kayzer balançaram as redes para a equipe baiana.

O resultado aumentou a sequência sem vitórias do Tricolor, que agora soma quatro partidas sem vencer considerando todas as competições. Antes do empate deste sábado, o Fluminense havia sido derrotado por Bolívar e Internacional, além de ter empatado com o Independiente Rivadavia no meio de semana, pela Libertadores.

Na tabela, o Fluminense desperdiçou a chance de voltar à vice-liderança, posição ocupada pelo Flamengo. A equipe permanece em terceiro lugar, com 27 pontos. Já o Vitória chegou aos 19 pontos e se mantém na nona colocação.

O jogo

A partida começou movimentado. Aos 14 minutos, o Fluminense chegou com perigo em uma troca rápida de passes. Acosta encontrou Nonato dentro da área, e o volante finalizou de primeira, mas para fora.

A abertura do placar veio aos 36 minutos. Após cobrança de escanteio de Acosta e uma sobra deixada pela defesa do Vitória, John Kennedy apareceu livre para bater com categoria no canto esquerdo de Lucas Arcanjo.

Na etapa final, o Vitória reagiu. Aos 18 minutos, Luan Cândido foi derrubado na área por Alisson, e o árbitro marcou pênalti após consultar o monitor do VAR. Renato Kayzer assumiu a cobrança e converteu, deslocando Fábio.

Quatro minutos depois, o time baiano virou o placar. Em um contra-ataque rápido, Kayzer serviu Renê, que cortou para o meio e acertou um chute forte no canto direito do goleiro tricolor.

Quando a vitória do Vitória parecia encaminhada, o Fluminense buscou o empate nos acréscimos. Aos 46 minutos, John Kennedy fez belo passe em profundidade para Serna, que encobriu Lucas Arcanjo com uma cavadinha precisa e deixou tudo igual no Maracanã.

Agora, os dois times voltam as atenções para a Copa do Brasil. O Fluminense enfrenta o Operário-PR na terça-feira, dia 12, às 21h30, no Maracanã. Já o Vitória recebe o Flamengo na quinta-feira, dia 14, no Barradão, também às 21h30.

FICHA TÉCNICA
Fluminense 2 x 2 Vitória
Competição Campeonato Brasileiro
Local Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data 09 de maio de 2026 (sábado)
Horário 18h (de Brasília)
Cartões amarelos Renato Kayzer (Vitória), Alisson (Fluminense), Ramon (Vitória), Riquelme Felipe (Fluminense) e Renê (Fluminense)
Cartões vermelhos Nenhum
Árbitro Bráulio da Silva Machado (SC)
Assistente 1 Thiaggo Americano Labes (SC)
Assistente 2 Alex dos Santos (SC)
VAR Rodrigo D’Alonso Ferreira (SC)
Gol do Fluminense John Kennedy, aos 36′ do 1º tempo
Gol do Vitória Renato Kayzer, aos 18′ do 2º tempo
Gol do Vitória Renê, aos 22′ do 2º tempo
Gol do Fluminense Kevin Serna, aos 46′ do 2º tempo
Fluminense Fábio; Samuel Xavier (Guga), Ignácio, Millán e Renê; Nonato (Castillo), Alisson (Hércules) e Acosta; Savarino (Riquelme Felipe), John Kennedy e Soteldo (Serna). Técnico: Luis Zubeldia
Vitória Lucas Arcanjo; Nathan Mendes (Neris), Edenílson, Caique (José Breno), Luan Cândido e Ramon; Baralhas (Ronald), Zé Vitor e Martínez; Renê (Renzo López) e Renato Kayzer (Tarzia). Técnico: Jair Ventura

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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