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Fluminense arranca empate na Argentina, mas segue em situação delicada na Libertadores

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O Fluminense voltou a campo pela Copa Libertadores na noite desta quarta-feira e arrancou um empate por 1 a 1 diante do Independiente Rivadavia, no Estádio Malvinas Argentinas, em Mendoza. O resultado, porém, teve impacto bem diferente para as equipes: enquanto o time argentino garantiu com antecedência sua vaga nas oitavas de final, o Tricolor segue em posição complicada no Grupo C.

Com apenas dois pontos somados em quatro rodadas, o Fluminense permanece na lanterna da chave. Está um ponto atrás do La Guaira, terceiro colocado, e três abaixo do Bolívar, vice‑líder, restando apenas duas partidas para disputar. Já o Rivadavia chegou aos 10 pontos e se tornou o primeiro classificado do grupo à próxima fase.

Primeiro tempo morno e decisão no fim

A etapa inicial teve poucas emoções. A melhor oportunidade foi dos donos da casa, aos 43 minutos, quando José Florentín apareceu livre após cruzamento e cabeceou firme, exigindo boa defesa do goleiro Fábio.

No segundo tempo, o ritmo melhorou. Aos 20 minutos, o Rivadavia abriu o placar em jogada ensaiada: após escanteio curto, Luciano Gómez cruzou na medida para Alex Arce, que ganhou da marcação e estufou as redes.

Quando parecia que a derrota seria inevitável, o Fluminense reagiu nos minutos finais. Aos 45, Kevin Serna tentou finalizar, a bola desviou na defesa e sobrou para John Kennedy na entrada da área. O atacante bateu de esquerda, rasteiro, para deixar tudo igual em Mendoza.

Próximos compromissos

Independiente Rivadavia

  • Independiente Rivadavia x Unión de Santa Fe
  • Campeonato Argentino – Oitavas de final (Apertura)
  • 9 de maio de 2026 (sábado), às 21h30 (Brasília)
  • Estádio Bautista Gargantini, Mendoza (ARG)

Fluminense

  • Fluminense x Vitória
  • Brasileirão Série A – 15ª rodada
  • 9 de maio de 2026 (sábado), às 18h (Brasília)
  • Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
FICHA TÉCNICA
RIVADAVIA 1 x 1 FLUMINENSE
Competição Copa Libertadores – Rodada 4 (Grupo C)
Local Estádio Malvinas Argentinas, Mendoza (ARG)
Data 6 de maio de 2026 (quarta-feira)
Horário 21h30 (de Brasília)
Cartões amarelos Bottari, José Florentín (Rivadavia); Hércules, Lucho Acosta, Nonato, Guga (Fluminense)
Cartões vermelhos Nenhum
Gols Alex Arce 20′ 2ºT (Rivadavia); John Kennedy 45′ 2ºT (Fluminense)
Arbitragem Árbitro: Gustavo Tejera (URU); Assistentes: Martín Soppi (URU), Agustín Berisso (URU); VAR: Antonio García (URU)
 Rivadavia Bolcato; Bonifacio (Osella), Leonard Costa, Studer, Luciano Gómez (Elordi); Bottari, José Florentín, Matías Fernández (Bucca), Villa; Sartori (Ríos), Arce (Villalba). Técnico: Alfredo Berti
Fluminense Fábio; Guga, Ignácio, Freytes, Guilherme Arana; Hércules (John Kennedy), Nonato (Alisson), Lucho Acosta, Savarino (Soteldo); Canobbio (Serna), Rodrigo Castillo. Técnico: Luis Zubeldía

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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