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São Paulo falha em segurar vantagem e Bahia arranca empate nos acréscimos

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São Paulo e Bahia protagonizaram um duelo movimentado neste domingo (03.05) e terminaram empatados em 2 a 2 no estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado frustrou o time paulista, que perdeu a oportunidade de se firmar entre os quatro primeiros colocados da competição.

O empate manteve o São Paulo na quarta colocação, agora somando 24 pontos. O Bahia, que também segue firme na disputa pelas primeiras posições, chegou aos 22 pontos e ocupa o sexto lugar.

O jogo

O São Paulo começou com boas investidas. Logo nos minutos iniciais, Wendell arriscou uma arrancada desde o campo de defesa, mas desperdiçou a jogada no ataque. Em seguida, Cauly conduziu um contra-ataque promissor, mas o Tricolor paulista não conseguiu concluir a jogada, mesmo com superioridade numérica.

Aos 17 minutos, o São Paulo abriu o placar após falha na saída de bola do Bahia. Wendell interceptou e encontrou Artur na entrada da área. O atacante dominou e acertou um chute colocado, sem chances para o goleiro baiano. Ainda no primeiro tempo, Calleri e Cauly criaram boas oportunidades de ampliar, mas pararam na marcação adversária e nas defesas de Léo Vieira.

Na volta do intervalo, o São Paulo quase marcou logo no primeiro lance, novamente com Artur. Após jogada individual pela direita, o atacante finalizou, mas o goleiro baiano defendeu. Lucas Ramon também obrigou Léo Vieira a trabalhar em cabeceio após cobrança de escanteio.

O Bahia reagiu aos 16 minutos da etapa final. Luciano Juba aproveitou rebote na entrada da área e acertou um belo chute no ângulo, igualando o placar. A resposta paulista veio aos 27 minutos, quando Ferreira se antecipou na área e cabeceou para o fundo da rede, recolocando o São Paulo em vantagem. Porém, já nos acréscimos, Erick apareceu para completar uma jogada pela direita e garantir o empate para o Bahia.

Próximos jogos

São Paulo

O’Higgins x São Paulo (Copa Sul-Americana)
Data e horário: 07 de maio de 2026 (quinta-feira) 19h
Local: Estádio Codelco El Teniente, em Rancagua

Bahia

Bahia x Cruzeiro (Campeonato Brasileiro)
Data e horário: 09 de maio de 2026 (sábado) 21h
Local: Arena Fonte Nova, em Salvador

FICHA TÉCNICA
 São Paulo 2 x 2 Bahia
Competição 14ª rodada do Campeonato Brasileiro
Local Estádio Cícero de Souza Marques, Bragança Paulista (SP)
Data 03 de maio de 2026 (domingo)
Horário 16h (de Brasília)
Cartões Amarelos São Paulo: Bobadilla, Enzo Díaz, Calleri; Bahia: Acevedo, Sanabria
Gols Artur 17′ 1ºT (São Paulo); Luciano Juba 16′ 2ºT (Bahia); Ferreira 27′ 2ºT (São Paulo); Erik 50′ 2ºT (Bahia)
São Paulo Rafael; Lucas Ramon (Cédric), Alan Franco, Sabino e Wendell (Enzo Díaz); Danielzinho (Luan), Bobadilla e Luciano (Ferreira); Artur, Calleri e Cauly (Lucas). Técnico: Roger Machado
Bahia Léo Vieira; Acevedo, David Duarte, Ramos Mingo e Luciano Juba; Erick, Jean Lucas (Michel Araújo) e Everton Ribeiro (Nestor); Kike Olivera (Sanabria), Erick Pulga (Ademir) e Willian José. Técnico: Rogério Ceni

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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