Esporte
Inter empata com Botafogo em duelo movimentado no Beira‑Rio
Esporte
O Botafogo ampliou para oito jogos sua sequência sem derrotas no Campeonato Brasileiro, mas deixou escapar uma vitória importante ao empatar por 2 a 2 com o Internacional na noite deste sábado (25.04), em Porto Alegre, pela 13ª rodada da competição. Mesmo marcando um belo gol com Danilo e retomando a vantagem no segundo tempo, o time carioca sofreu o empate em um jogo de alternâncias e ritmo intenso.
O resultado mantém o Botafogo com 17 pontos e na nona posição da tabela. Já o Internacional chega aos 14 pontos, ocupando o 14º lugar, ainda próximo da zona de rebaixamento, da qual o Corinthians é o primeiro integrante, com 12 pontos.
O jogo
O confronto teve um primeiro tempo sem grandes oportunidades e um segundo tempo bastante movimentado. O Botafogo abriu o placar aos nove minutos da etapa final. Danilo recebeu na entrada da área, girou sobre Rodrigo Villagra e acertou um chute certeiro no ângulo, sem chances de defesa.
O Internacional respondeu rapidamente. Aos 14, Carbonero foi acionado por Alerrandro em contra‑ataque, ganhou na velocidade e chutou firme no canto para empatar. Neto ainda tocou na bola, mas não conseguiu evitar o gol.
Aos 20 minutos, o Botafogo voltou a ficar em vantagem. Matheus Martins finalizou da entrada da área, o goleiro espalmou e Medina apareceu bem posicionado para aproveitar o rebote. O Inter, porém, não desistiu e igualou o placar aos 29. Após escanteio de Alan Patrick, a defesa afastou mal e Bernabei pegou a sobra na entrada da área, acertando um belo chute para definir o confronto.
Próximos compromissos
Botafogo retorna a campo nesta terça-feira, às 19h, no Estádio Nilton Santos, onde enfrenta o Independiente Petrolero pela terceira rodada da Copa Sul-Americana.
Internacional joga no próximo domingo, às 18h30, novamente no Beira‑Rio, contra o Fluminense, em compromisso válido pela 14ª rodada do Brasileirão.
| FICHA TÉCNICA | |
|---|---|
| Botafogo 2 x 2 Internacional | |
| Competição | Campeonato Brasileiro – 13ª rodada |
| Local | Arena Mané Garrincha, Brasília (DF) |
| Data | 25 de abril de 2026 (sábado) |
| Horário | 18h30 (de Brasília) |
| Cartões Amarelos – Botafogo | Arthur Cabral, Joaquin Correa, Franclim Carvalho |
| Cartões Amarelos – Internacional | Félix Torres, Victor Gabriel, Clayton Sampaio |
| Cartões Vermelhos | Nenhum |
| Gols – Botafogo | Danilo (9′ 2ºT), Cristian Medina (20′ 2ºT) |
| Gols – Internacional | Johan Carbonero (14′ 2ºT), Alexandro Bernabei (29′ 2ºT) |
| Botafogo | Neto; Vitinho, Ferraresi, Barboza, Alex Telles; Medina, Danilo, Edenilson; Júnior Santos, Matheus Martins, Arthur Cabral. Técnico: Franclim Carvalho |
| Internacional | Anthoni; B. Gomes, F. Torres, V. Gabriel, Bernabei; Vitinho, B. Henrique, Villagra, Allex; Carbonero, Alerrandro. Técnico: Paulo Pezzolano |
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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