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Atlético-MG abre vantagem sobre o Ceará na Copa do Brasil com vitória na Arena MRV

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O Atlético-MG iniciou a quinta fase da Copa do Brasil com vitória por 2 a 1 sobre o Ceará, na partida de ida realizada na noite desta quinta-feira, na Arena MRV. Os gols do time mineiro foram marcados por Cassierra e Renan Lodi, enquanto Wendel descontou para a equipe cearense.

O resultado garante ao Atlético-MG a possibilidade de avançar às oitavas de final com um simples empate no confronto de volta, marcado para o dia 13 de maio, às 21h30, na Arena Castelão. O Ceará precisará vencer por dois gols de diferença para se classificar. Em caso de triunfo por um gol, a disputa será decidida nos pênaltis.

O jogo começou com o Atlético-MG mais ofensivo. Aos quatro minutos, Maycon arriscou chute de longa distância e obrigou o goleiro Richard a fazer boa defesa. Bernard teve nova chance aos 29 minutos, mas finalizou para fora após cruzamento rasteiro na área.

A equipe mineira abriu o placar aos 44 minutos, aproveitando falha defensiva após cruzamento afastado por Richard. Victor Hugo finalizou duas vezes na sequência, até Cassierra completar para o gol no rebote.

No segundo tempo, o Ceará equilibrou o duelo. Aos 20 minutos, Fernandinho ajeitou dentro da área e Wendel finalizou colocado para empatar. A resposta do Atlético-MG veio sete minutos depois. Cuello encontrou Renan Lodi infiltrando pelo lado esquerdo, e o lateral bateu firme para recolocar o Galo em vantagem.

Próximos jogos

Atlético-MG
Jogo: Atlético-MG x Flamengo
Data: 26 de abril de 2026, às 20h30
Competição: Campeonato Brasileiro
Local: Arena MRV

Ceará
Jogo: Ceará x Vila Nova
Data: 26 de abril de 2026, às 18h
Competição: Série B do Campeonato Brasileiro
Local: Arena Castelão

FICHA TÉCNICA
Atlético-MG 2 x 1 Ceará
Competição Copa do Brasil
Local Arena MRV
Data 23 de abril de 2026 (quinta-feira)
Horário 19h (de Brasília)
Cartões Amarelos Preciado e Alan Franco (Atlético-MG); Richard, Wendel e Richardson (Ceará)
Cartões Vermelhos Nenhum
Arbitragem Árbitro: Bráulio da Silva Machado (SC); Assistentes: Thiaggo Americano Labes (SC), Bruno Muller (SC); VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (SP)
Gols Cassierra 44′ 1ºT (Atlético-MG); Wendel 20′ 2ºT (Ceará); Renan Lodi 27′ 2ºT (Atlético-MG)
Atlético-MG Éverson; Preciado, Ruan Tressoldi, Vitor Hugo (Minda) e Renan Lodi; Alan Franco, Maycon (Alexander) e Bernard (Scarpa); Vitor Hugo, Dudu (Cuello) e Cassierra (Hulk). Técnico: Eduardo Domínguez
Ceará Richard (Bruno); Alex Silva, Eder, Luizão e Fernando; Diego (Lucas Lima), Julio César (Richardson) e Alano (Viana); Pedro Henrique (Fernandinho), Gustavo e Wendel. Técnico: Mozart Santos

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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