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Flamengo vence o Bahia e segue firme na vice-liderança do Brasileirão

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O Flamengo somou mais três pontos na luta pelo topo do Campeonato Brasileiro ao derrotar o Bahia por 2 a 0, neste domingo, no Maracanã, pela 12ª rodada. Com gols de Lucas Paquetá e Arrascaeta – que prestou homenagem ao ídolo do basquete Oscar Schmidt na comemoração –, o Rubro-Negro alcançou a quinta vitória consecutiva e se consolida na vice-liderança, com 23 pontos e um jogo a disputar, seis atrás do Palmeiras. O Bahia, com 20 pontos, ocupa o quinto lugar.

O jogo

O primeiro tempo teve o Mengão ditando o ritmo. Aos 17 minutos, Samuel Lino avançou pela esquerda e rolou para Pedro, que tirou do goleiro Léo Vieira e devolveu para Arrascaeta finalizar com precisão. O uruguaio, vestindo a camisa 14 em tributo a “Mão Santa”, simulou um arremesso de basquete para celebrar o tento.

A etapa final ganhou emoção aos 35 minutos. Em escanteio cobrado por Nico de la Cruz, Saúl desviou de calcanhar na primeira trave, deixando Paquetá livre para bater cruzado e selar o resultado.

Agenda pela Copa do Brasil

O Flamengo enfrenta o Vitória na quarta-feira (22), às 21h30 (de Brasília), no Maracanã.

O Bahia recebe o Remo no mesmo dia, às 19h (de Brasília), na Arena Fonte Nova.

FICHA TÉCNICA
Flamengo 2 x 0 Bahia
Competição Campeonato Brasileiro – 12ª rodada
Local Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data 19 de abril de 2026 (domingo)
Horário 19h30 (de Brasília)
Cartões Amarelos Arrascaeta e Leo Pereira (Flamengo)
Cartões Vermelhos Nenhum
Gols Arrascaeta (17′ 1ºT – Flamengo)
Lucas Paquetá (35′ 2ºT – Flamengo)
Arbitragem Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza (SP)
Assistentes: Daniel Paulo Ziolli (SP) e Andrey Luiz de Freitas (PR)
VAR: Rodrigo D’Alonso Ferreira (SC)
Flamengo Rossi, Alex Sandro, Leo Pereira, Léo Ortiz e Varela; Lucas Paquetá, Evertton Araújo (Saúl) e Arrascaeta (Nicolás de la Cruz); Samuel Lino (Bruno Henrique), Pedro (Everton Cebolinha) e Gonzalo Plata (Luiz Araújo).
Técnico: Leonardo Jardim
Bahia Léo Vieira, Gilberto (Caio Alexandre), David Duarte, Ramos Mingo e Luciano Juba; Everton Ribeiro (Michel Araújo), Acevedo e Jean Lucas; Olivera (Sanabria), William José (Everaldo) e Erick Pulga (Ademir).
Técnico: Charles Hembert

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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