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Áreas tratadas com bioinsumos chegaram a 194 milhões de hectares

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O mercado de bioinsumos no Brasil movimentou R$ 6,2 bilhões em 2025, com crescimento de 15% sobre o ano anterior, enquanto a área tratada com essas tecnologias chegou a 194 milhões de hectares, avanço de 28%. Os números indicam uma consolidação do uso de soluções biológicas no manejo agrícola, especialmente nas principais culturas do país.

Os dados são de levantamento do próprio setor, divulgado pela CropLife Brasil, e refletem uma mudança gradual no modelo de produção, com maior integração entre insumos biológicos e químicos. Na prática, o produtor tem adotado essas tecnologias para enfrentar pragas resistentes, reduzir custos operacionais e atender à crescente pressão por sistemas mais sustentáveis.

A expansão ocorre dentro de um contexto mais amplo de ajuste técnico nas lavouras. O uso de bioinsumos tem avançado sobretudo no manejo integrado, com aplicações combinadas e recorrentes ao longo do ciclo produtivo, o que amplia a eficiência no controle de pragas, doenças e nematoides.

Entre os segmentos, os inoculantes lideram em área tratada, com 40% do total, seguidos por bioinseticidas (24%), bionematicidas (23%) e biofungicidas (13%). Os inoculantes, baseados principalmente em bactérias fixadoras de nitrogênio, foram utilizados em cerca de 77 milhões de hectares, reforçando seu papel na redução da dependência de fertilizantes minerais.

O crescimento mais acelerado foi registrado pelos bionematicidas, que avançaram cerca de 60% em área tratada em relação ao ano anterior, incorporando aproximadamente 16 milhões de hectares. O movimento indica maior preocupação do produtor com perdas silenciosas causadas por nematoides, sobretudo em culturas como soja e milho.

Em valor de mercado, os bioinseticidas lideram, com 35% do faturamento, seguidos por bionematicidas (30%), biofungicidas (22%) e inoculantes (13%). Os biofungicidas, por sua vez, foram o segmento que mais cresceu em receita, com alta de 41%, impulsionados pelo uso no controle de doenças de maior complexidade, como ferrugem e mofo branco.

A adoção está concentrada nas culturas de maior escala. A soja responde por 62% da área tratada, seguida por milho (22%) e cana-de-açúcar (10%). Outras cadeias, como algodão, café, citros e hortifrúti, ainda têm participação menor, mas mostram avanço gradual.

Regionalmente, Mato Grosso lidera o uso da tecnologia, com forte presença na soja. Na sequência aparecem São Paulo e Goiás, enquanto a região do Matopiba amplia participação acompanhando a expansão da produção de grãos.

Na avaliação de especialistas do setor, o uso de bioinsumos deixou de ser pontual e passou a integrar o pacote tecnológico das lavouras. Ainda assim, a evolução do mercado deve seguir condicionada ao desempenho das safras, ao custo relativo frente aos insumos convencionais e à validação técnica em diferentes regiões de produção.

O avanço, embora consistente, ainda ocorre de forma heterogênea no país, com maior intensidade nas áreas de agricultura mais tecnificada. A tendência, no entanto, é de continuidade da expansão, à medida que o produtor busca maior eficiência produtiva aliada à sustentabilidade no campo.

Fonte: Pensar Agro



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Maior produtor de carne bovina do Brasil, MT apresenta potencial produtivo em encontro em Hong Kong

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Maior produtor de carne bovina do Brasil, Mato Grosso apresentou seu potencial produtivo e as oportunidades comerciais da proteína animal durante um encontro internacional realizado na última segunda-feira (2), em Hong Kong, na Ásia. O evento reuniu representantes brasileiros e asiáticos para discutir o mercado de carne halal e as possibilidades de negócios no setor de alimentos.

Promovido pelo Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), em parceria com o Conselho de Desenvolvimento do Comércio de Hong Kong (HKTDC), o encontro teve a participação do Invest Mato Grosso, do Sistema Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China de Sorriso e de outras instituições ligadas ao setor produtivo.

Entre os participantes de Hong Kong estavam representantes do Islamic Community Fund of Hong Kong, organização ligada à comunidade islâmica local, e da empresa Tai Po Chun Hing.

A realização do evento ocorre em um momento de crescimento das exportações de carne bovina de Mato Grosso. Entre janeiro e agosto de 2026, o estado exportou 564,1 mil toneladas da proteína, o equivalente a 25,6% de todo o volume comercializado pelo Brasil no mercado internacional. As vendas movimentaram US$ 3,2 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

O encontro teve como tema central o papel de Hong Kong como porta de entrada para o mercado asiático de alimentos halal, segmento que segue critérios específicos de produção e processamento estabelecidos pela tradição islâmica. A certificação halal é uma exigência para a comercialização de carne em diversos mercados consumidores muçulmanos e representa uma oportunidade de diversificação dos destinos da proteína bovina brasileira.

Para o diretor de Projetos do Imac, Bruno de Jesus Andrade, a realização de eventos internacionais é importante para apresentar a capacidade produtiva de Mato Grosso e fortalecer o relacionamento com mercados estratégicos.

“Mato Grosso tem uma posição de destaque na produção de carne bovina e reúne condições para atender diferentes mercados internacionais, tanto em volume quanto em qualidade. Estar em Hong Kong é uma oportunidade de apresentar o trabalho desenvolvido pelos nossos pecuaristas, mostrar os investimentos em tecnologia e fortalecer o diálogo com representantes de um mercado que tem grande importância para as exportações brasileiras”, destacou o diretor de Projetos do Imac.

(Fonte: Assessoria Imac)



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