Economia
ABDI tem R$ 6,8 milhões em editais e bolsas com foco em inovação
Economia
A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) está com inscrições abertas ou com início esta semana para participação em editais e seleção de bolsistas em iniciativas com foco na inovação, transformação digital e fortalecimento da competitividade do setor produtivo. No total, as bolsas e editais somam mais de R$ 6,8 milhões.

“As iniciativas contemplam diferentes áreas estratégicas, como a digitalização de pequenos negócios, o uso de inteligência artificial na indústria, soluções em saúde digital e o incentivo à pesquisa aplicada, com prazos em andamento para participação”, destaca a agência, cujo objetivo é promover a execução de políticas de desenvolvimento industrial, que contribuam para a geração de empregos no Brasil.
O edital do programa E-commerce.BR é o que reúne o maior volume de recursos, R$ 3,94 milhões. A publicação está prevista para quinta-feira (2 de abril) e é voltada para a seleção de soluções inovadoras voltadas “à inserção e à expansão de micro, pequenas e médias empresas e microempreendedores individuais no comércio eletrônico”.
A seleção, realizada em parceria entre a ABDI e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), vai priorizar soluções das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. As inscrições poderão ser feitas na página do programa.
A iniciativa tem o objetivo de contribuir para a redução de desigualdades regionais. O edital parte da constatação de que houve uma queda da participação dessas regiões nas vendas on-line, de 11,28% para 8,65%, de 2023 para 2024. Os dados são do Observatório do Comércio Eletrônico Nacional.
Na área de inteligência artificial estão abertas, até o dia 5 de maio, as inscrições para o Desafio Brasileiro de Inteligência Artificial para o Setor Produtivo. O concurso vai distribuir R$ 1,5 milhão aos 30 melhores projetos que apresentem soluções baseadas em Inteligência Artificial (IA) para solucionar desafios reais da indústria.
Destinado a empresas de base tecnológica e startups, o edital do desafio selecionará projetos que resolvam problemas específicos relacionados ao núcleo do negócio produtivo em unidades das indústrias extrativa, de transformação, de máquinas e equipamentos, de eletricidade e gás e da construção civil.
“Além das soluções premiadas, a iniciativa resultará na criação de um Hub de Inovação em IA e de um Portfólio Nacional de Soluções em Inteligência Artificial para a Indústria, plataforma on-line que reunirá tecnologias, resultados e potenciais de replicação”, diz a ABDI. Mais informações podem ser obtidas na página do Desafio Brasileiro de IA.
Já na área da saúde, o Concurso de Inovação em Saúde Digital prevê R$ 1,27 milhão para a seleção e implantação de soluções voltadas a desafios reais da rede pública no Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB/Ebserh), que atuará como ambiente de experimentação, validação e difusão das tecnologias, com foco no monitoramento da jornada do paciente no centro cirúrgico ou a implementação de um sistema inteligente de gestão de estoques hospitalares.
O edital será publicado na quarta-feira (1ª), quando também começam as inscrições. O prazo vai até o dia 15 de maio, via Plataforma Prosas. O concurso, que integra a estratégia de fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), busca propostas capazes de impulsionar a transformação digital, qualificar a assistência e aumentar a eficiência dos serviços.
A iniciativa é resultado de um convênio entre a ABDI, o HUB-UnB/Ebserh e a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), responsável pela gestão dos recursos.
Bolsas
Os interessados em concorrer à Bolsa ABDI de Pesquisa em Economia Industrial podem se inscrever até o dia 30 de abril. No total, serão destinados R$ 174 mil para premiar projetos de estudantes de graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado voltados aos desafios contemporâneos da política industrial, da transformação produtiva e da competitividade no país.
Nesta primeira edição, será contemplado apenas um projeto por categoria, e todos deverão abordar o tema “O papel da política industrial na transformação estrutural da economia”. As inscrições devem ser feitas pelo endereço https://www.abdi.com.br/abdibolsapesquisa/.
“A iniciativa busca aproximar a produção acadêmica das demandas reais da indústria, incentivando pesquisas com aplicação prática em áreas estratégicas como indústria 4.0, digitalização, inteligência artificial e transição energética, além de fortalecer o diálogo entre governo, setor produtivo e comunidade científica”, informou a agência de desenvolvimento.
Economia
Dólar cai ao menor nível em quase dois meses, com alívio externo
O dólar encerrou esta quinta-feira (30) no menor valor em quase dois meses, impulsionado pelo enfraquecimento da moeda estadunidense no mercado internacional e pela entrada de capital estrangeiro. 

A bolsa subiu cerca de 2%, e o petróleo recuou, à medida que investidores reduziram parte do prêmio de risco provocado pelas tensões no Oriente Médio.
A melhora do ambiente externo ocorreu após dados de inflação dos Estados Unidos reforçarem a percepção de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos) pode adotar uma postura menos rígida em relação aos juros nos próximos meses, favorecendo ativos de maior risco, como ações e moedas de países emergentes.
Principais números:
• Dólar à vista: R$ 5,061 (-0,93%);
• Ibovespa: 177.158 pontos (+1,88%);
• Petróleo Brent: US$ 86,88 (-1,37%)
• Petróleo WTI: US$ 83,59 (-1,03%)
Câmbio recua
O dólar comercial encerrou esta quinta vendido a R$ 5,061, com recuo de R$ 0,04 (-0,93%). A cotação renovou o menor valor em quase dois meses.
O principal fator para o movimento veio dos Estados Unidos. Dados mostraram que o núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE), indicador de inflação acompanhado pelo Fed, avançou apenas 0,1% em junho, abaixo da expectativa do mercado, de 0,2%.
O resultado reforçou a leitura de que a autoridade monetária estadunidense pode não precisar elevar os juros no curto prazo.
Quando cresce a expectativa de juros estáveis nos Estados Unidos, o dólar tende a perder força no mercado internacional, investidores buscam ativos considerados mais rentáveis. Nesse contexto, moedas de países emergentes, como o real, costumam se valorizar.
Outro fator que ajudou o câmbio brasileiro foi a percepção de maior entrada de investidores estrangeiros no mercado doméstico.
Os relatos de operadores indicaram aumento da demanda por ativos brasileiros, especialmente ações de grandes empresas, movimento que também amplia a oferta de dólares no mercado e favorece a valorização do real.
No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, recuou 0,93%, pressionado principalmente pela valorização do iene japonês.
Ibovespa dispara
O ambiente externo mais favorável também impulsionou a Bolsa brasileira.
O Ibovespa subiu 1,88%, encerrando o pregão aos 177.158 pontos, recuperando integralmente as perdas registradas após a decisão de política monetária do Federal Reserve na véspera.
O movimento foi acompanhado por ganhos nas bolsas internacionais:
• Dow Jones (empresas industriais dos Estados Unidos): +1,19%;
• S&P 500 (500 maiores empresas estadunidenses): +1,67%;
• Nasdaq (empresas de tecnologia): +2,78%.
No Brasil, o cenário também foi beneficiado pela expectativa de redução da taxa Selic nos próximos meses, diante de indicadores recentes de inflação mais comportados.
As ações de maior peso no índice lideraram os ganhos, com destaque para bancos, petroleiras e mineradoras.
Petróleo cai
Os preços internacionais do petróleo fecharam em queda após devolverem parte da forte alta registrada na sessão anterior.
O barril do Tipo Brent, referência para o mercado internacional, caiu 1,37%, encerrando o dia cotado a US$ 86,88 a unidade. O WTI, do Texas, recuou 1,03%, para US$ 83,59.
Durante a madrugada, as cotações chegaram a subir em reação aos novos ataques entre Estados Unidos e Irã. No entanto, o mercado reduziu parte do prêmio de risco ao acompanhar negociações envolvendo o Estreito de Ormuz e avaliar que ainda não houve interrupção permanente do abastecimento mundial.
Além do cenário geopolítico, investidores também passaram a monitorar a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), marcada para este domingo, quando o grupo poderá discutir novos níveis de produção.
*Com informações da Reuters
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