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Focus: economistas reduzem projeções para inflação deste ano

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A mediana para o IPCA em 2017 foi de 3,64% para 3,48%

Da redação

 

A expectativa para a inflação do Brasil neste ano caiu ainda mais na pesquisa Focus do Banco Central, com deflação maior em junho, enquanto os economistas que mais acertam as projeções elevaram a estimativa para a taxa básica de juros em 2018.

O levantamento publicado nesta segunda-feira apontou ainda manutenção da perspectiva de redução do corte de juros em 0,75 ponto percentual na próxima reunião de política monetária, em julho.

Os economistas passaram a ver alta do IPCA este ano de 3,48%, 0,16 ponto percentual a menos. Para 2018, a conta caiu a 4,30%, de 4,33%.

Para junho, a expectativa de deflação aumentou a 0,15%, contra queda de 0,07% na semana anterior. Entretanto, para julho é esperada inflação de 0,18%, menor que a alta de 0,23% calculada anteriormente.

O IPCA-15, prévia da inflação brasileira, desacelerou em junho ao menor nível em 11 anos para o mês, de 0,16%, acumulando em 12 meses 3,52%.

Em seu Relatório de Inflação, o BC cortou sua projeção para a inflação a 3,8% em 2017 e 4,5% em 2018, sobre 4 e 4,6% vistos no comunicado da última reunião do Copom.

Os especialistas consultados no Focus também mantiveram a perspectiva para o corte da Selic, atualmente em 10,25%, na reunião de julho do Comitê de Política Monetária, depois de o BC reafirmar que a redução moderada do ritmo de corte na Selic deve se mostrar adequada diante do cenário de incerteza que envolve a economia.

No fim deste ano e de 2018, eles continuam vendo a Selic a 8,5%. Já o grupo que mais acerta as previsões, o chamado Top-5, voltou a reduzir a expectativa para a taxa básica de juros em 2017 a 8,38, de 8,50%. Mas, para 2018, a projeção subiu a 8,25%, contra 8% antes.

Já a visão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano piorou em 0,01 ponto percentual e chegou a 0,39%, enquanto que para 2018 a queda foi de 0,1 ponto, a 2,10%.

 

 

 

 

Fonte: Reuters

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PF apura aporte de R$ 97 milhões de instituto de previdência de Maceió no Master

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A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) realizaram, nesta segunda-feira (10), uma operação para aprofundar as investigações sobre supostas irregularidades na aplicação de R$ 97 milhões do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev) em operações financeiras do Banco Master.

Pertencente ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o Master foi liquidado extrajudicialmente em novembro de 2025, por determinação do Banco Central (BC), que ao anunciar a medida, informou que o Master havia violado às normas do Sistema Financeiro Nacional e sofria com uma grave crise de liquidez.

Oito mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram cumpridos em cidades de Alagoas e São Paulo.

São alvos da operação:

– João Felipe Alves Borges, atual secretário de Fazenda de Maceió, Borges integrava o Conselho de Administração do Iprev à época dos fatos investigados.

– Ronnie REYNER Teixeira Mota, ex-diretor-presidente do Iprev;

– Gustavo Antônio Rodrigues de Souza, ex-coordenador-geral de Investimentos do Iprev;

– Renan Foglia Calamia, dirigente da empresa de consultoria Crédito & Mercado;

– Marília Alexandre de Lima Alves, integrante da Secretaria Municipal da Fazenda;

– Marcelo Brasileiro Santos, membro do Comitê de Investimentos do Iprev.

Mendonça autorizou os agentes federais a apreenderem computadores, discos rígidos, pendrives e outras mídias; telefones pessoais ou corporativos; documentos físicos, agendas, anotações, contratos, comprovantes financeiros e outros elementos probatórios em endereços residenciais e comerciais ligados aos seis investigados e também nas sedes do Iprev e da Crédito & Mercado de Valores Mobiliários LTDA.

Segundo a PF, a empresa de consultoria foi contratada pelo Iprev e teria participado da condução do credenciamento, da elaboração e da validação de análises e da formação documental das operações junto ao Master, caracterizando a “terceirização indevida da competência administrativa” do instituto de previdência.

Além de autorizar as buscas e apreensões, Mendonça decretou a indisponibilidade dos bens móveis e imóveis, bem como de valores de Borges, Mota, Souza, Calamia, Alves e de Santos, até o limite global de R$ 97 milhões.

Segundo a PF, as suspeitas de possível gestão fraudulenta recaem sobre duas aplicações de recursos do Iprev em letras financeiras emitidas pelo Master. Em dezembro de 2023, o instituto aplicou R$ 97 milhões. Em maio de 2024, mais R$ 17 mil.

As investigações buscam esclarecer as circunstâncias do processo de credenciamento, de cotação, de análise de risco, de governança e de tomada de decisão que antecederam os investimentos.

Em sua decisão, o ministro André Mendonça afirma que, ao pedir autorização judicial para realizar as buscas e apreensões, a PF assegura ter indícios de “possível direcionamento dos investimentos e exposição desproporcional do patrimônio previdenciário a ativos de risco elevado e liquidez reduzida”.

“De acordo com a autoridade policial, as Autorizações de Aplicação e Resgate (APRs) teriam sido preenchidas com justificativas genéricas e padronizadas, sem estudo comparativo de alternativas, análise suficiente de risco de crédito, avaliação de liquidez, exame da cláusula de subordinação ou motivação concreta para a escolha do Banco Master”, assinalou Mendonça, em seu despacho.

Em nota, o Iprev informou que “os atos relacionados aos investimentos observaram os ritos legais e administrativos aplicáveis”. Segundo o instituto, o patrimônio passou de cerca de R$ 400 milhões, em 2021, para mais de R$ 1,6 bilhão atualmente, o que garante “a capacidade de pagamento de aposentados e pensionistas”. O Iprev disse ainda que está colaborando com as autoridades. 

A reportagem ainda não conseguiu contato com os investigados citados. O espaço segue aberto para manifestação dos interessados.



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