Economia

Previdência e BNDES querem incluir ESG na gestão de fundos de pensão

Publicado em

Economia


O Ministério da Previdência Social e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) firmaram, nesta quinta-feira (12), uma parceria voltada para a capacitação de gestores e analistas de fundos de pensão em investimentos sustentáveis.

A cooperação técnica e educacional será direcionada aos profissionais das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPCs) e pretende ampliar a capacidade de análise de riscos das instituições, incorporando critérios ambientais, sociais e de governança (ESG) às decisões de investimento.

A iniciativa busca alinhar os investimentos previdenciários ao cenário de transição ecológica e aos impactos das mudanças climáticas.

“Desde a COP30, a Previdência Social tem se debruçado sobre o impacto socioambiental nos investimentos dos fundos de pensão e esta é uma ação concreta para mudar a realidade dos investimentos”, disse o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz.

“É natural que os gestores se preocupem com a sustentabilidade financeira, mas hoje é indispensável acrescentar essa análise diante de um cenário de impactos climáticos e energia renovável”.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, disse que a instituição já possui experiência consolidada no tema e poderá compartilhar esse conhecimento com os gestores previdenciários.

“O BNDES consolidou-se como uma referência global em financiamento sustentável e análise de riscos climáticos. Nossa expertise está à disposição dos fundos de pensão para que eles possam identificar projetos robustos em energia limpa e infraestrutura verde, garantindo rentabilidade com responsabilidade social e ambiental”, disse Mercadante.

Segundo o presidente, o banco é considerado o maior financiador de energia renovável do mundo e de ônibus elétricos na América Latina. Desde 2023, a instituição afirma ter mobilizado R$ 7 bilhões para projetos de conservação, recuperação e manejo de florestas, equivalentes ao plantio de cerca de 280 milhões de árvores.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Sem caráter regulatório

A iniciativa será conduzida pela Secretaria de Regime Próprio e Complementar e pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). O objetivo é ampliar o conhecimento técnico dos gestores, sem impor mudanças regulatórias ou obrigatórias às entidades.

A cooperação terá caráter informativo e orientativo, preservando a autonomia das entidades na gestão de suas carteiras de investimento.

Atualmente, os fundos de pensão brasileiros administram mais de R$ 1 trilhão em ativos. A aproximação desses recursos com projetos ligados à transição ecológica é vista pelo governo como um fator estratégico para ampliar o financiamento de longo prazo da economia.

A iniciativa também está alinhada à Resolução CMN nº 5.202/2025, que orienta a inclusão de fatores ambientais, sociais e de governança na análise de riscos dos investimentos realizados por fundos de previdência complementar.



TOP FAMOSOS

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Economia

Dólar sobe para R$ 5,11, e bolsa fica estável, apesar de tensão global

Publicados

em


O dólar fechou em leve alta frente ao real, o Ibovespa interrompeu uma sequência de três semanas de ganhos e o petróleo disparou quase 5% nesta sexta-feira (17), em um dia marcado pela escalada do conflito no Oriente Médio. O pessimismo com empresas de inteligência artificial também influenciou as negociações em todo o planeta.

O avanço das cotações do petróleo amenizou as perdas da moeda brasileira e sustentou ações da Petrobras, mas foi insuficiente para impedir a queda da bolsa brasileira.

Principais números:

  • Dólar à vista: +0,24%, a R$ 5,111;
  • Ibovespa: -0,06%, aos 173.714,08 pontos;
  • Petróleo Brent: +4,59%, a US$ 88,10 o barril;
  • Petróleo WTI: +4,48%, a US$ 82,49 o barril.

Câmbio

O dólar acompanhou o fortalecimento da moeda estadunidense diante das divisas de países emergentes em uma sessão dominada pela aversão ao risco. A intensificação dos confrontos entre Estados Unidos e Irã elevou a procura por ativos considerados mais seguros, favorecendo a moeda norte-americana.

A divisa chegou à máxima de R$ 5,133 por volta das 10h30, mas perdeu força ao longo da tarde e encerrou o dia cotada a R$ 5,111, com alta de R$ 0,24%. Na semana, a variação foi praticamente nula, com o dólar caindo 1% frente ao real em julho. Em 2026, a moeda acumula desvalorização de 6,88%.

Apesar do cenário externo desfavorável, o real teve desempenho melhor que o de outras moedas emergentes. O avanço das cotações do petróleo beneficiou a perspectiva para os termos de troca do Brasil, importante exportador da commodity, reduzindo parte da pressão cambial. O aumento das tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros permaneceu em segundo plano para os investidores.

Mercado de ações

O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou a sexta-feira com leve queda de 0,06%, aos 173.714,08 pontos, confirmando a primeira perda semanal em um mês. O índice chegou a operar em alta durante parte do pregão, mas perdeu força à medida que os juros futuros avançaram e as ações ligadas ao consumo passaram a liderar as perdas.

O desempenho da Petrobras, impulsionado pela valorização do petróleo, limitou as perdas do principal índice da B3. Em contrapartida, ações de bancos recuaram em bloco, enquanto empresas dos setores de varejo, construção civil e educação figuraram entre as maiores baixas.

Além da tensão geopolítica, investidores acompanharam a desaceleração da atividade econômica brasileira medida pelo (IBC-Br) de maio e os efeitos do aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

No exterior, a queda das ações de fabricantes de chips e empresas ligadas à inteligência artificial também pressionou os mercados globais, reforçando o movimento de migração para ativos com risco menor.

Petróleo

Os contratos internacionais de petróleo registraram forte alta após a intensificação dos ataques entre Estados Unidos e Irã e o aumento das preocupações com possíveis interrupções no transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de exportação de petróleo do mundo.

O barril do tipo Brent, referência para a Petrobras, avançou 4,59%, encerrando o dia a US$ 88,10 o barril. O barril WTI, do Texas, subiu 4,48%, para US$ 82,49.

As duas referências acumulam valorização próxima de 16% na semana, refletindo o receio de que a escalada do conflito provoque novos choques de oferta e mantenha elevada a pressão sobre os preços da energia, com potencial impacto sobre a inflação global e as expectativas para a política monetária das principais economias.

*Com informações da Reuters



TOP FAMOSOS

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA