Esporte
Mixto quebra jejum de 18 anos e conquista o Campeonato Mato-Grossense
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O Mixto sagrou-se campeão do Campeonato Mato-Grossense de 2026, encerrando um jejum de 18 anos sem o título estadual. A partida decisiva contra o Luverdense, realizada no estádio Passo das Emas, em Lucas do Rio Verde, terminou em 0 a 0 no tempo normal, repetindo o placar do primeiro confronto. Nas cobranças de pênaltis, o Tigre foi perfeito e venceu por 5 a 3.
A noite de consagração do Mixto marca o 25º título estadual da história do clube, consolidando ainda mais sua posição como o maior campeão do estado. A última vez que o alvinegro havia levantado a taça foi em 2008, tornando esta conquista ainda mais especial para sua torcida.
Na disputa de pênaltis, o Mixto demonstrou frieza e aproveitamento de 100%. Flávio Henrique, Di Maria, Lucas Straub, Dionata e Gabriel Justino converteram suas cobranças. Pelo lado do Luverdense, o experiente Raul Prata foi o único a errar, chutando a meia altura e facilitando a defesa do goleiro Glaycon, que se tornou um dos heróis da noite.
A grande final também registrou um recorde de público para a temporada do Campeonato Mato-Grossense. Um total de 5.008 torcedores esteve presente no estádio, com 4.139 pagantes, gerando uma renda de R$ 100,4 mil.
O Confronto: muitas chances, nenhum gol
O jogo no Passo das Emas começou com o Luverdense buscando o ataque. Logo no primeiro minuto, Douglas DG lançou Hitalo, que finalizou com perigo por cima do gol. O Mixto respondeu aos 5 minutos com Di Maria, cujo chute fraco não levou perigo ao goleiro João Guilherme.
Aos 22 minutos, o Mixto teve a melhor oportunidade da primeira etapa, com um cabeceio firme de Di Maria após cruzamento de Luidy, que exigiu uma grande defesa no ângulo de João Guilherme. A resposta do LEC veio rapidamente: Hitalo invadiu a área e driblou o goleiro, mas o zagueiro Índio salvou em cima da linha. Pouco depois, aos 28, o Luverdense desperdiçou outra chance clara com Douglas DG, que, livre na frente do gol, parou nos pés do goleiro Glaycon.
O segundo tempo manteve a intensidade. Aos 8 minutos, Henan, do Luverdense, chutou de fora da área por cima do travessão. O Mixto teve uma oportunidade claríssima aos 12 minutos, quando Flávio Henrique invadiu a área e chutou à queima-roupa, parando novamente em um milagre de João Guilherme. O Luverdense respondeu com Danilo, que chutou de longe, levando perigo. Aos 23, Hitalo encontrou João Hassen na área, mas o arremate saiu fraco, nas mãos de Glaycon. Nos minutos finais, a partida ficou mais truncada, com o Luverdense tentando pressionar, mas sem conseguir furar a defesa adversária.
Próximos desafios:
Com a taça na bagagem, o Mixto já se prepara para o próximo desafio. Na próxima quinta-feira, 12 de março, o Tigre enfrentará o Novorizontino em confronto eliminatório pela terceira fase da Copa do Brasil, às 19h30, no estádio Dutrinha, em Cuiabá. Ambas as equipes, Mixto e Luverdense, também disputarão a Série D do Campeonato Brasileiro, com previsão de início para o dia 5 de abril.
| FICHA TÉCNICA | |
|---|---|
| Luverdense 0 (4) x (5) 0 Mixto | |
| Competição | Mato-grossense 2026 – Decisão |
| Local | Estádio Passo das Emas, Lucas do Rio Verde |
| Data | 8 de março de 2026 (domingo) |
| Arbitragem | Leonardo Lorenzatto |
| Gols | Nenhum no tempo normal (Mixto venceu nos pênaltis por 5 a 4) |
| Público Presente | 5.008 torcedores |
| Renda | R$ 100.420,00 |
| Escalação Luverdense | João Guilherme, Raul Prata, Yan Victor, Felipe e Thiago; Danilo, Lucas (Wendel) e Douglas (Hassen); Hitalo (João Barros), Henan (Edgo) e Bady (Borges). Técnico: Wagner Lopes |
| Escalação Mixto | Glaycon; Índio, Straub, Jackson e Rael; Robson (Felipe Fraga), Esquerdinha (Nathan) e Flávio Herique, Dionathã; Di Maria, e Luidy (Justino). Técnico: Lucas Isotton |
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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