Mato Grosso

Governo entrega 54 km de asfalto novo da MT-358 em Tangará da Serra e encerra espera de 46 anos da população

Publicado em

Mato Grosso


¿¿O Governo de Mato Grosso inaugurou neste sábado (14.2) um trecho de 54 quilômetros de asfalto novo da rodovia MT-358, no município de Tangará da Serra. O trecho asfaltado começa no distrito de Itanorte, no entroncamento da MT-170 com a BR-364, e recebeu um investimento de R$ 75 milhões do Estado.

“Não existe um canto desse Estado em que você não vá encontrar obras como essa aqui. Até 2019, Mato Grosso tinha feito, em toda a sua história, 6.400 km de asfalto. E até o final de 2026, o governo vai asfaltar mais de 7 mil km”, afirmou o governador Mauro Mendes.

A rodovia cruza uma parte do que é conhecida como o Chapadão do Rio Verde, em direção à região Oeste, uma das áreas com maior produção agrícola do Estado. O asfalto novo vai beneficiar o escoamento da produção, assim como os deslocamentos da população que vive na região. Os moradores aguardavam pelo asfalto há quase meio século.

O produtor rural Ildo Crestani, da Associação Rio Verde, falou sobre a importância dessa obra para toda a região. “Nós só temos que agradecer por essa obra. Foram 46 anos de espera, então nós somos apenas gratidão e respeito ao Governo. Se Deus quiser, vamos continuar avançando”, afirmou.

Além da produção, a terra também é importante para indígenas da etnia Haliti-Paresi, que vivem na região. O cacique Carlitos lembrou que o seu povo também queria esse asfalto, porque ele vai ser benéfico para todos.

“Esse asfalto é o sonho dos produtores, mas também é nosso sonho, e agora ele se transformou em realidade. Eu nasci aqui e estou com 63 anos. Conheço o sofrimento de cada motorista que passou por essa estrada para buscar o pão de cada dia da sua família. Agora teremos mais facilidade, inclusive na área da educação”, afirmou o cacique.

O prefeito de Tangará da Serra, Vander Masson, disse que essa obra demonstra a importância de trabalhar juntos. “A união muitas vezes demora, mas é assim que as coisas acontecem. Que essa estrada traga muito desenvolvimento econômico e social para todo o povo dessa região”.

Também estiveram presentes na inauguração do asfalto novo da MT-358 a deputada federal Gisela Simona; os deputados estaduais Dr. João, Chico Guarnieri e Valmir Moretto; o presidente do Conselho da Nova Rota do Oeste, Cidinho Santos; e o presidente da Câmara de Tangará da Serra, vereador Edmilson Porfirio.

Foto: Tonico Pinheiro/Secom-MT

Fonte: Governo MT – MT



COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Mato Grosso

Acusado de matar esposa e enterrá-la no quintal é condenado

Publicados

em


O Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta terça-feira (20), Jackson Pinto da Silva pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime praticados contra a esposa, Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos. A acusação foi sustentada pelo promotor de Justiça Vinícius Gahyva, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).Após acolher a tese apresentada pelo Ministério Público, o Conselho de Sentença reconheceu a responsabilidade do réu pelos crimes denunciados. A juíza presidente Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena em 31 anos e três dias de reclusão, em regime inicial fechado, um mês e três dias de detenção em regime aberto. Além da condenação criminal, a magistrada determinou o pagamento de 15 dias-multa e fixou indenização correspondente a 50 salários-mínimos, a ser paga aos sucessores da vítima a título de reparação mínima pelos danos causados.Conforme a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu na manhã de 4 de maio de 2026, na residência do casal, no bairro Parque Cuiabá. Segundo apurado durante as investigações, Jackson Pinto da Silva matou a vítima por asfixia mecânica enquanto ela dormia, circunstância que impossibilitou qualquer reação defensiva.De acordo com a acusação, o feminicídio foi praticado em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher e envolveu menosprezo à condição feminina. A denúncia apontou ainda que o crime teve motivação patrimonial, uma vez que o réu teria adotado medidas para obter controle sobre bens e recursos financeiros da vítima, realizando inclusive movimentações bancárias em benefício próprio.Durante o julgamento, o Ministério Público demonstrou que, após matar a esposa, o condenado transportou o corpo para outro imóvel pertencente à vítima e o enterrou utilizando maquinário previamente contratado sob a justificativa de realização de obras no local. A conduta caracterizou o crime de ocultação de cadáver.A acusação também sustentou que o réu tentou dificultar a descoberta da verdade ao retirar equipamentos de armazenamento de imagens da residência e criar uma falsa narrativa para simular o desaparecimento da vítima. Conforme as investigações, ele utilizou o telefone celular de Nilza Moura de Sousa Antunes para enviar mensagens a familiares, forjando uma situação de sequestro e exigindo pagamento de resgate.Além disso, Jackson Pinto da Silva compareceu à polícia para registrar ocorrência baseada em informações falsas. A versão apresentada, entretanto, foi confrontada pelos elementos probatórios reunidos durante a investigação, permitindo o esclarecimento da dinâmica criminosa e a localização do corpo da vítima.Ao sustentar a acusação em plenário, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva defendeu a condenação do réu pelos crimes denunciados, tese acolhida pelos jurados que integraram o Conselho de Sentença.Fotos: Rodrigo Moura / TJMT

Fonte: Ministério Público MT – MT



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA