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Atlético empata com o Remo na Arena MRV em jogo de seis gols

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Em uma noite de muita emoção e reviravoltas na Arena MRV, o Atlético-MG buscou um empate dramático por 3 a 3 contra o Remo, nesta quarta-feira (11.02), pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro. O Galo saiu na frente, viu o adversário virar o jogo, mas conseguiu a igualdade nos instantes finais, evitando uma derrota em casa.

A partida começou com o Atlético tomando a iniciativa, e a torcida pôde celebrar quando Hulk abriu o placar. Contudo, o Remo não se intimidou e conseguiu o empate, dificultando a vida dos donos da casa. O Galo ainda conseguiu retomar a vantagem com um gol de Ruan Tressoldi, fazendo 2 a 1. A alegria, porém, durou pouco. Em um período de desatenção, a equipe mineira sofreu dois gols na reta final do confronto, vendo o Remo virar o placar para 3 a 2.

Quando a derrota parecia inevitável e o relógio já se aproximava do apito final, a estrela de Gustavo Scarpa brilhou. O meia fez uma jogada individual pela ponta direita, cruzou na medida para Dudu, que, com frieza, balançou as redes e garantiu o empate heroico para o Atlético, incendiando a Arena MRV no último lance do jogo.

Situação na tabela e próximos desafios

Com o resultado, o Atlético soma agora dois pontos na Série A de 2026, fruto de dois empates e uma derrota nas três primeiras rodadas. A equipe mineira havia empatado com o Palmeiras em casa e perdido para o Bragantino em São Paulo.

Antes de seu próximo compromisso pelo Campeonato Brasileiro, que será contra o Grêmio, na Arena do Grêmio, em 25 de fevereiro, o Galo terá um desafio pelo Campeonato Mineiro, enfrentando o Itabirito. A busca pela primeira vitória no Brasileirão continua sendo a principal meta do time.

FICHA TÉCNICA
                                                                Atlético 3 X 3 Remo
Competição 3ª rodada do Campeonato Brasileiro
Data 11 de fevereiro de 2026 (quarta-feira)
Horário 19h (de Brasília)
Estádio Arena MRV
Público 16.056 torcedores
Renda R$ 727.332,21
Gols
  • Hulk, aos 22’/1T (Atlético)
  • Vitor Bueno, aos 42’/1T (Remo)
  • Ruan Tressoldi, aos 25’/2T (Atlético)
  • Yago Pikachu, aos 43’/2T (Remo)
  • Alef Manga, aos 48’/2T (Remo)
  • Dudu, aos 53’/2T (Atlético)
Cartões Amarelos João Pedro, Kayky Almeida (Remo)
Arbitragem
  • Árbitro: Matheus Delgado Cadançan (SP)
Escalação Atlético
  • Everson; Preciado (Dudu), Ruan Tressoldi, Junior Alonso e Renan Lodi; Alan Franco, Maycon e Victor Hugo; Tomás Cuello (Gustavo Scarpa), Reinier (Bernard) e Hulk (Igor Gomes).
  • Técnico: Jorge Sampaoli.
Escalação Remo
  •  Marcelo Rangel; João Lucas, Marllon e Kayky Almeida e Sávio (Léo); Leonel Picco (Zé Welison), Zé Ricardo e Patrick de Paula; Vitor Bueno (Yago Pikachu); Alef Manga e João Pedro (Diego Hernández).
  • Técnico: Juan Carlos Osório.

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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