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Palmeiras vence Corinthians e é campeão da Super Copa Feminina
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O Palmeiras sagrou-se campeão da Super Copa Feminina, o primeiro troféu da temporada do futebol feminino brasileiro, o que marca uma conquista inédita para o clube.
Em uma emocionante final disputada neste sábado (8), na Arena Barueri, as Palestrinas superaram o Corinthians nos pênaltis por 5 a 4, após um empate em 1 a 1 no tempo regulamentar. O grande nome da partida foi a goleira colombiana Tapia, que brilhou ao defender três cobranças na disputa de pênaltis.
O clássico começou com as Brabas do Corinthians dominando as ações. Logo aos oito minutos do primeiro tempo, Jaqueline Ribeiro abriu o placar para o Timão com um belo chute colocado, sem chances para a goleira Tapia. O Corinthians manteve a pressão, mas o ritmo da partida foi interrompido aos 16 minutos devido a um choque de cabeça envolvendo a goleira corintiana Lelê.
Após a retomada, o jogo ficou mais equilibrado, mas o Corinthians ainda criou as melhores oportunidades, quase ampliando com uma cabeçada de Gabi Zanotti que acertou a trave aos 27 minutos. No entanto, o Palmeiras reagiu no final da etapa. Aos 39, em um dos seus primeiros ataques consistentes, Bia Zaneratto, em sua reestreia pelo Verdão, aproveitou um cruzamento de Andressinha e marcou de cabeça, igualando o placar.
O segundo tempo foi marcado por poucas chances claras para ambos os lados. O Corinthians ainda assustou com um chute de longa distância de Andressa Alves que desviou e bateu no travessão aos 17 minutos. Na reta final, o Palmeiras cresceu na partida, pressionando o adversário e quase virando o jogo aos 45, quando um cruzamento de Tainá Maranhão desviou e a zagueira Érika salvou em cima da linha.
A decisão foi para a marca da cal, onde a goleira Tapia se transformou na heroína palmeirense. Ela defendeu a primeira cobrança corintiana, batida por Gabi Zanotti. Mais tarde, fez a defesa decisiva na cobrança de Jhonson, garantindo o título alviverde após o sucesso da experiente Tamires na última penalidade palmeirense.
Com o triunfo, o Palmeiras celebra um início de temporada dourado, impulsionado pela atuação memorável de sua goleira e a reestreia marcante de Bia Zaneratto, que prometem uma temporada de grandes emoções para o futebol feminino do clube.
| FICHA TÉCNICA | |
|---|---|
| Resultado Final | Palmeiras 1 (5) x (4) 1 Corinthians |
| Competição | Supercopa Feminina |
| Local | Arena Barueri, em Barueri (SP) |
| Data | 07 de fevereiro de 2026 |
| Horário | 16h (de Brasília) |
| Cartões Amarelos | Palmeiras: Ingryd Corinthians: Gisela Robledo |
| Gols (Tempo Normal) |
|
| Pênaltis – Palmeiras |
|
| Pênaltis – Corinthians |
|
| Palmeiras | Corinthians |
|---|---|
| Tapia; Andressinha (Diany), Pati Maldaner, Poliana e Fê Palermo (Raíssa Bahia); Ingryd (Duda Santos), Brena e Rhay Coutinho (Ana Guzmán); Tainá Maranhão, Gláucia e Bia Zaneratto. | Lelê (Nicole); Gi Fernandes (Érika), Thaís Ferreira, Letícia Teles e Tamires; Ana Vitória (Letícia Monteiro), Duda Sampaio e Andressa Alves (Vic Albuquerque); Jaque Ribeiro (Jhonson), Belén Aquino (Gisela Robledo) e Gabi Zanotti. |
| Técnico: Rosana Augusto. | Técnico: Lucas Piccinato. |
Fonte: Esportes
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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