Mato Grosso

Bombeiros combatem incêndio em carreta com carga de algodão no Distrito Industrial

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Mato Grosso


O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atendeu, na quarta-feira (28.1), uma ocorrência de incêndio em um veículo de carga no Distrito Industrial, em Cuiabá.

A equipe foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (CIOSP) por volta das 23h38. No local, os bombeiros encontraram uma carreta que havia saído da pista depois que o pneu do cavalo mecânico estourou, ocasionando o tombamento do conjunto veicular e, em seguida, o incêndio.

O cavalo mecânico permaneceu fora da pista e foi totalmente consumido pelas chamas, enquanto a carreta tombou lateralmente, com a carga de algodão incendiada. O condutor não sofreu ferimentos e não necessitou de atendimento médico.

De imediato, os bombeiros iniciaram o combate, conseguindo extinguir as chamas e realizar o resfriamento da carga. No entanto, devido à natureza do material transportado, o algodão permaneceu em combustão latente, exigindo um trabalho contínuo de rescaldo, que consiste na eliminação de possíveis focos remanescentes e no controle de pontos quentes.

Durante a ocorrência, houve apoio da Polícia Rodoviária Federal e da concessionária Nova Rota do Oeste, que auxiliaram no controle do tráfego. Com o uso de maquinário pesado, parte da carga que não havia entrado em combustão foi separada e isolada, enquanto os fardos em chamas foram deslocados para o canteiro central da rodovia, permitindo a retirada completa da carreta da pista e a liberação da via.

Foi realizada a limpeza da pista e o encerramento da ocorrência sem o registro de vítimas.

*Sob supervisão de Hannah Marques

Fonte: Governo MT – MT



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Estatuto da Criança e Adolescente Digital amplia proteção na internet para o público infantojuvenil

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A internet está cada vez mais presente na vida de crianças e adolescentes, mas também exige atenção diante dos riscos que surgem no ambiente virtual. Para explicar como a nova legislação busca enfrentar esses desafios, o juiz Israel Tibes Wense de Almeida Gomes, da Comarca de Brasnorte, participou do podcast Prosa Legal, da Rádio TJ, e falou sobre o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, conhecido como ECA Digital.

O magistrado explicou que a Lei nº 15.211/2025 não substitui o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de 1990, mas atualiza a proteção integral para a realidade digital. “Assim como o ECA de 1990 sempre protegeu a criança na escola, na rua e dentro de casa, agora também busca protegê-la nas redes sociais, nos aplicativos, nos jogos eletrônicos e em todas as plataformas digitais”, afirmou.

Proteção e participação da família

Durante a entrevista, Israel Tibes destacou que cerca de 93% das crianças e adolescentes brasileiros entre 9 e 17 anos acessam a internet diariamente e que quase um terço deles já enfrentou alguma situação ofensiva, constrangedora ou incômoda no ambiente virtual. Para enfrentar esse cenário, a nova legislação prevê medidas como mecanismos mais seguros de verificação de idade, reforço da privacidade, combate à exposição de crianças a conteúdos inadequados, ações para reduzir o uso compulsivo de plataformas e jogos eletrônicos e a proibição das chamadas lootboxes (caixas de recompensa aleatórias) em jogos destinados ao público infantojuvenil.

O juiz também chamou atenção para os principais casos que chegam ao Poder Judiciário, como cyberbullying, crimes contra a dignidade sexual praticados pela internet, divulgação indevida de imagens e informações de adolescentes envolvidos em atos infracionais e exploração comercial da imagem de crianças nas redes sociais. Segundo ele, a produção de conteúdo monetizado por crianças, os chamados kidfluencers, passou a exigir autorização da Justiça da Infância e da Juventude.

Ao orientar pais e responsáveis, o magistrado ressaltou que a proteção começa dentro de casa. “Tecnologia não substitui a presença dos pais”, afirmou. Ele recomendou que as famílias acompanhem de forma ativa o que os filhos acessam, utilizem as ferramentas de supervisão parental disponíveis em celulares e aplicativos e mantenham diálogo constante sobre os riscos da internet, respeitando também a classificação indicativa de jogos e aplicativos.

Na conclusão da entrevista, Israel Tibes reforçou que qualquer suspeita de violência contra crianças e adolescentes, seja no ambiente virtual ou fora dele, deve ser comunicada ao Conselho Tutelar, à Vara da Infância e da Juventude, ao Ministério Público ou aos demais órgãos competentes. “A mensagem final que deixo é: proteção começa com atenção”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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