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Força Tática detém dois faccionados por tráfico de drogas em Sorriso

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Policiais militares da Força Tática do 3º Comando Regional prenderam um homem, de 28 anos, e apreenderam um adolescente, de 15 anos, por tráfico ilícito de drogas, na tarde deste sábado (10.1), em Sorriso. Com os suspeitos, foram apreendidas tabletes e porções de maconha, cocaína e munições de calibre .32

Durante patrulhamento tático, os policiais flagraram um homem em atitude suspeita em uma motocicleta, em frente a uma região de mata, no bairro Mont Serrat. A equipe realizou a abordagem e encontrou com o suspeito três porções de cocaína e uma sacola com pinos pinos de armazenamento.

Questionado sobre a droga, o suspeito relatou à PM que estava cumprindo ordens de uma facção criminosa e deixaria o material ali para que um outro integrante fizesse a coleta. O homem também confirmou ter mais entorpecentes em uma outra residência, no bairro São José.

A equipe deslocou até o endereço indicado e localizou um adolescente, que confessou que disse ter ido de Sinop ao município, a mando da facção, para quitar uma dívida na venda dos entorpecentes, e que estava hospedado na casa. Os policiais indagaram o primeiro abordado sobre a informação e o suspeito informou um novo endereço onde estariam as drogas.

No segundo local, os militares localizaram cinco tabletes e sete porções de maconha, 11 munições de calibre .32, além de material de preparo. Ainda no local, o suspeito de 28 anos confessou a participação em um homicídio ocorrido no dia 5 de janeiro na cidade.

Diante dos fatos, os suspeitos foram encaminhados para a delegacia, com o material apreendido, para as providências que o caso requer.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do telefone 190 ou do número 0800 065 3939.

Fonte: Governo MT – MT



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Estatuto da Criança e Adolescente Digital amplia proteção na internet para o público infantojuvenil

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A internet está cada vez mais presente na vida de crianças e adolescentes, mas também exige atenção diante dos riscos que surgem no ambiente virtual. Para explicar como a nova legislação busca enfrentar esses desafios, o juiz Israel Tibes Wense de Almeida Gomes, da Comarca de Brasnorte, participou do podcast Prosa Legal, da Rádio TJ, e falou sobre o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, conhecido como ECA Digital.

O magistrado explicou que a Lei nº 15.211/2025 não substitui o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de 1990, mas atualiza a proteção integral para a realidade digital. “Assim como o ECA de 1990 sempre protegeu a criança na escola, na rua e dentro de casa, agora também busca protegê-la nas redes sociais, nos aplicativos, nos jogos eletrônicos e em todas as plataformas digitais”, afirmou.

Proteção e participação da família

Durante a entrevista, Israel Tibes destacou que cerca de 93% das crianças e adolescentes brasileiros entre 9 e 17 anos acessam a internet diariamente e que quase um terço deles já enfrentou alguma situação ofensiva, constrangedora ou incômoda no ambiente virtual. Para enfrentar esse cenário, a nova legislação prevê medidas como mecanismos mais seguros de verificação de idade, reforço da privacidade, combate à exposição de crianças a conteúdos inadequados, ações para reduzir o uso compulsivo de plataformas e jogos eletrônicos e a proibição das chamadas lootboxes (caixas de recompensa aleatórias) em jogos destinados ao público infantojuvenil.

O juiz também chamou atenção para os principais casos que chegam ao Poder Judiciário, como cyberbullying, crimes contra a dignidade sexual praticados pela internet, divulgação indevida de imagens e informações de adolescentes envolvidos em atos infracionais e exploração comercial da imagem de crianças nas redes sociais. Segundo ele, a produção de conteúdo monetizado por crianças, os chamados kidfluencers, passou a exigir autorização da Justiça da Infância e da Juventude.

Ao orientar pais e responsáveis, o magistrado ressaltou que a proteção começa dentro de casa. “Tecnologia não substitui a presença dos pais”, afirmou. Ele recomendou que as famílias acompanhem de forma ativa o que os filhos acessam, utilizem as ferramentas de supervisão parental disponíveis em celulares e aplicativos e mantenham diálogo constante sobre os riscos da internet, respeitando também a classificação indicativa de jogos e aplicativos.

Na conclusão da entrevista, Israel Tibes reforçou que qualquer suspeita de violência contra crianças e adolescentes, seja no ambiente virtual ou fora dele, deve ser comunicada ao Conselho Tutelar, à Vara da Infância e da Juventude, ao Ministério Público ou aos demais órgãos competentes. “A mensagem final que deixo é: proteção começa com atenção”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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