Cidades
Vigilância Sanitária interdita abrigo de idosos que funcionava de forma irregular
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“Aqui não tem condições de ser um abrigo de idosos, pois a estrutura é muito precária. Precisamos interditar esse local para a segurança dessas pessoas”
Foi interditado, nesta sexta-feira (07), um local que abrigava 17 idosos, mas que funcionava de forma irregular na região do Jardim Ikaray, em Várzea Grande. A interdição foi feita após uma fiscalização realizada pela Vigilância Sanitária, Conselho Municipal do Idoso e secretaria municipal de Assistência Social.
Durante a fiscalização, foram constatadas goteiras, degraus que dificultavam a locomoção dos idosos, piscina sem grade de proteção, insuficiência de profissionais para cuidar dos idosos, quartos sem climatização, inexistência de luzes de emergências, entre outros problemas estruturais.
A administração do local tem o prazo de cinco dias para entrar em contato com as famílias dos idosos para que possam enviá-los para outro abrigo ou que possa ampará-los novamente. Casos em que as famílias não forem localizadas, serão entregues à Assistência Social para que possam encontrar um local adequados para eles. “Aqui não tem condições de ser um abrigo de idosos, pois a estrutura é muito precária. Precisamos interditar esse local para a segurança dessas pessoas”, relata a fiscal da Vigilância Sanitária, Andressa Cataldo.
A presidente do Conselho Municipal do Idoso, Cilbene Maria Rosa da Conceição, explicou que o abrigo não continha autorizações básicas para funcionar, como por exemplo, o próprio registro no Conselho do Idoso. “Estamos aqui para constatar se os direitos básicos dos idosos estão sendo cumpridos e se eles sofreram maus-tratos. Estamos comprometidos em garantir a segurança, a integridade e o atendimento humanizado às pessoas idosas”, disse Cilbene.
A gerente do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), Aldineia Maria da Silva Oliveira, relata que a secretaria de Assistência Social apoiará no acolhimento dos idosos que não tiverem suas famílias localizadas. “Nenhum idoso ficará desamparado. Estaremos acompanhando e tomaremos as medidas necessárias para acolher os idosos em um abrigo adequado para eles”, destaca Aldineia.
A ação também contou com o apoio e segurança da Guarda Municipal de Várzea Grande.
Cidades
Horta escolar transforma plantio e colheita em aprendizado na zona rural de VG
Aprender colocando a mão na terra, acompanhando o crescimento das plantas e descobrindo de onde vêm os alimentos que chegam à mesa. É dessa forma que os alunos da EMEB Benedito Abraão, localizada na região rural do Formigueiro, em Várzea Grande, participam de uma ação pedagógica que transforma os espaços da própria escola em ambientes de aprendizagem.
Desenvolvida regularmente ao longo do ano pela direção da unidade, em conjunto com professores, Técnicos de Desenvolvimento Educacional Especializado (TDEEs), Técnicos de Desenvolvimento Infantil (TDIs) e demais profissionais, a iniciativa conta com o apoio da Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL).
A proposta envolve os estudantes em diferentes etapas, desde o plantio e os cuidados com a horta e os demais cultivos até a tão esperada colheita. Entre os alimentos produzidos na escola estão mandioca, abacaxi, abóbora, verduras e outros produtos que, depois de colhidos, também podem complementar as refeições servidas aos próprios alunos.
A atividade não tem uma data específica para acontecer. É a própria natureza que determina o calendário. Quando um alimento está pronto para ser retirado da terra ou colhido, a equipe aproveita o momento para transformar a experiência em uma atividade educativa.
Segundo a diretora da EMEB Benedito Abraão Nassarden, Rosalina Costa Santos, os alunos acompanham esse processo de perto.
“Não temos um dia específico, porque tudo depende do tempo de cada plantação. Temos mandioca, abacaxi, horta e outros cultivos. Quando percebemos que está pronto para colher, levamos as crianças e fazemos esse trabalho com elas. O abacaxi, por exemplo, foi plantado no começo do ano e agora começou a amadurecer. Então, assim que encontramos os frutos maduros, já fazemos a colheita com os alunos”, explicou a diretora.
A participação envolve principalmente estudantes do 3º, 4º e 5º anos do período matutino, mas o trabalho faz parte da rotina pedagógica da unidade e mobiliza toda a comunidade escolar. Em algumas atividades, até mesmo os pais dos alunos já participaram das ações de plantio e cultivo.
Por estar localizada na zona rural, a EMEB Benedito Abraão também utiliza a atividade para aproximar os conteúdos escolares da realidade vivenciada pelas crianças e suas famílias, valorizando os conhecimentos e as práticas presentes na própria comunidade.
A secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, destaca que experiências como essa fortalecem uma educação conectada à realidade dos estudantes.
“Quando a escola utiliza o ambiente onde a criança vive como parte do processo de aprendizagem, o conhecimento ganha ainda mais significado. Uma horta pode ensinar ciências, matemática, educação ambiental, alimentação saudável, cooperação e responsabilidade. Em uma unidade da zona rural, essa experiência também valoriza os saberes e a cultura da própria comunidade. É uma aprendizagem que ultrapassa a sala de aula e que as crianças levam para a vida”, ressaltou Maria Fernanda.
Colher, preparar e compartilhar
O resultado do trabalho também chega à cozinha da escola. Os alimentos produzidos são aproveitados pela própria unidade e ajudam a complementar as refeições oferecidas aos estudantes. Quando há mandioca disponível, por exemplo, as cozinheiras podem colher o alimento e utilizá-lo no preparo dos pratos.
A horta recebe cuidados constantes, inclusive com a participação dos estudantes, que ajudam no plantio e na manutenção dos cultivos. Assim, as crianças acompanham todo o percurso do alimento: do preparo da terra ao plantio, do crescimento à colheita e, finalmente, ao consumo.
Em algumas épocas, a produção chega a superar a quantidade necessária para o consumo na escola. Foi o que ocorreu com a plantação de abóboras.
“Neste ano tivemos uma colheita muito boa de abóbora. Produziu bastante e, além do que foi aproveitado aqui, as crianças puderam levar abóboras para casa. É muito gratificante porque eles plantam, acompanham, cuidam e depois veem o resultado de todo esse trabalho”, contou a diretora.
Para a SMECEL, ações como a desenvolvida na EMEB Benedito Abraão demonstram como atividades simples, conectadas ao cotidiano, podem se transformar em importantes ferramentas pedagógicas. Além de incentivar hábitos alimentares mais saudáveis e o respeito ao meio ambiente, a experiência estimula a autonomia, a curiosidade, a cooperação e o sentimento de pertencimento dos estudantes.
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