REUNIÃO DE AMIGOS
Botelho reúne imprensa hoje e faz balanço preciso do seu trabalho na presidência da ALMT
Botelho reafirmou que seu sonho de governar Cuiabá é ainda latente. “Tentei recentemente e cheguei bem próximo. O homem jamais pode perder suas esperanças. Já na ALMT, considero que concretizei os frutos desejados na área parlamentar”
Política
Mais uma vez, ao entregar a presidência da Assembleia Legislativa de MT ao seu sucessor, o deputado Eduardo Botelho (UB) apresenta balanço dos trabalhos realizados no decorrer da gestão. À frente da Mesa Diretora do Parlamento, Botelho registrou avanços fundamentais em todas as áreas, entabulando parcerias entre Legislativo e instituições em nível municipal, estadual e federal.
A reunião terá lugar às 9h, na sala do Colégio de Líderes, e vai delinear os resultados que Eduardo Botelho consolidou em oito anos de mandato de presidente da ALMT. No lugar de Botelho, assume o atual primeiro-secretário Max Joel Russi (PSB), com quem Botelho tem atuado harmonicamente no comando da Casa de Leis do Estado.

Deputado Max Russi é o sucessor de Eduardo Botelho na presidência da ALMT – Foto: ASSESSORIA
Avaliado como exitoso pelos colegas parlamentares, servidores e lideranças comunitárias – além de diversas instituições públicas/privadas, inclusive o próprio Executivo Estadual -, esse mandato que ora expira realmente agregou pontos imprescindíveis ao trabalho do Legislativo para garantir o cumprimento das leis e benefícios à sociedade, atestam lideranças do município.
“Não tenho feito mais do que a minha obrigação”, afirma Botelho. Ele diz se sentir lisonjeado de poder ter contribuído para o alcance das melhorias almejadas pelos munícipes, e se que se estenderam a segmentos diversos do Estado.
Na tradicional receptividade com que sempre acolheu a imprensa, Botelho, que foi o 16º deputado a assumir a presidência da ALMT, vai receber os jornalistas com café e o tradicional guaraná ralado, marca da sua gestão. Em seguida, fala sobre os avanços do Parlamento desde de 2017, quando assumiu o comando da ALMT.
Durante o encontro, ele vai destacar conquistas distintas, a exemplo do Selo Diamante de Transparência Pública, o Programa de Regularização Fundiária, que está em andamento no Estado, e os principais investimentos em modernização da Casa de Leis. Também vai discorrer acerca do impacto das medidas fiscais que fortaleceram a economia do Estado.
“Só tenho que agradecer aos veículos de comunicação que estão sempre acompanhando as pautas jornalísticas da ALMT. No geral, quero ainda externar forte abraço aos conterrâneos mato-grossenses, em face da confiança depositada em nosso nome. Nunca decepcionamos, pelo contrário. Enfim, mesmo à parte da Mesa Diretora, continuaremos trabalhando incansavelmente para que Mato Grosso se consolide como uma terra promissora do país, oficializando prosperidade econômica e horizontes de conquistas sociais”.
Por João Carlos de Queiroz/com informações da Assessoria de Botelho
Política
Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.
O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).
Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.
A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.
Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.
Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.
A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.
Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).
Critérios para concessão também foram questionados
Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.
Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.
Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.
Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.
A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.
Câmara poderá derrubar veto
Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.
O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.
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