DEMANDA DE DÉCADAS
Wender Madureira também luta por água potável em Várzea Grande
Em seu primeiro mandato na Câmara de Várzea Grande, Wender Madureira afirma que uma de suas metas é lutar pela normalização do abastecimento de água potável no município
Política
O vereador Wender Madureira (Republicanos) está empenhado em resolver o problema da falta d’água em Várzea Grande, e, para tanto, tem cobrado pessoalmente do DAE – Departamento de Água e Esgoto de VG, uma solução imediata para essa falha tão gritante do serviço público municipal.
Há décadas, aponta, prevalece falta água potável nos quadrantes da Cidade Industrial, desabastecimento que atinge maciçamente bairros e a área central.
Promessas de solução desse dilema não faltam, mas, na prática, nunca se consolidam, lamenta Wender, já estampando caos aparentemente insolúvel na segunda maior cidade de MT.
“Nada carece de solução, pois é preciso buscar os caminhos corretos. No entanto, a realidade local em VG é realmente desestimulante: por onde andamos, nós nos defrontamos com queixas desse tipo, ou seja: falta de água nas torneiras. Quem paga contas d’água quer água, e é justo isso. Porém, muita gente diz que só escuta aquele chiado irritante de vento nas torneiras todos os dias, como se dissessem: “Daqui não sai água; nem adianta insistir, esperar”.
Em suas visitas rotineiras e reuniões com lideranças comunitárias, o parlamentar tem comprovado que alguns bairros várzea-grandenses ficam sem água durante semanas seguidas. Um dos recursos emergenciais, em casos assim, é para que os caminhões-pipa do DAE abasteçam os bairros carentes.

Redes sociais/Instagram
“Isso é normal? Lógico que não! Daí estarmos aliados à população local para exigir soluções eficazes e rápidas das autoridades locais. Não nos interessa medidas paliativas que empurrem esse problema goela abaixo: é preciso resolver de vez a falta de água potável”.
O vereador também entende que nem se justifica tamanha carência de abastecimento em VG, em virtude da abundância d’água existente em toda a extensão do município.
“Como dizer que não há água disponível quando temos aí, à vista geral, o Rio Cuiabá cortando Várzea Grande? É o divisor natural entre VG e a capital, que, por sinal, registra abastecimento regular. Pelo menos por lá, pelo que sabemos, a despeito de falhas pontuais no sistema, e são normais, não prevalece esse perfil caótico, como acontece em VG há décadas”.
Wender citou que cresceu ouvindo os várzea-grandenses reclamarem do abastecimento de água potável. E enquanto as administrações se intercalam, ainda observou, esse problema permanece desafiador.
“A boa notícia é que fomos eleitos para trabalhar pelo povo várzea-grandense, e vamos cumprir isso ao pé da letra. Nós estamos firmes para continuar cobrando as soluções que a população deseja e tanto necessita. Várzea Grande não pode continuar sendo mais conhecida como a “cidade sem água”. É uma denominação quase piadista, infelizmente de clara sintonia à realidade vigente no município”.
Por João Carlos de Queiroz, editoria de Política omatogrosso.com
Política
Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.
O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).
Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.
A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.
Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.
Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.
A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.
Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).
Critérios para concessão também foram questionados
Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.
Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.
Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.
Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.
A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.
Câmara poderá derrubar veto
Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.
O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.
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