Mato Grosso
Governo se reúne com Sintep sobre contratos temporários na Educação
Mato Grosso
Da Redação.
O Governo do Estado recebeu nesta quinta-feira (21.05) representantes do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep), no Palácio Paiaguás. A questão dos contratos temporários da Secretaria de Educação (Seduc) foi a principal pauta da reunião.
Com as aulas suspensas, em razão da pandemia do coronavírus, escolas que mantiveram a greve em 2019 não haviam iniciado o período letivo. Por conta disso, os profissionais não chegaram a ser contratados para atuar nessas unidades. Já nas escolas em que o ano letivo teve início em fevereiro, os contratos foram firmados e, de acordo com o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, serão mantidos, mesmo sem previsão de retorno às aulas.
Ele ainda explicou que o Estado incorreria em improbidade administrativa caso fizesse contratos com os profissionais sem que estes estivessem atuando. Porém, enfatizou que o Governo está sensível às dificuldades dos professores, que contavam com a contratação.
“Sabemos que muitos profissionais mantêm vínculo apenas com o Estado e que contavam com os salários. Por isso, o Governo, sensível a esse problema, está estudando uma forma de diminuir as dificuldades que eles estão passando. Estamos realizando um levantamento para buscar medidas que auxiliem todos aqueles que foram afetados pela pandemia. São muitos setores e o Estado precisa olhar para todos de forma igualitária”, pontuou Carvalho.
Participaram da reunião a secretária de Educação, Marioneide Kliemaschewsk, o secretário de Planejamento e Gestão, Basílio Bezerra, e os representantes do Sintep, Valdeir Pereira (presidente) e Gilmar Soares Ferreira (Comunicação).
Foto por: Marcos Verguer/Secom-MT
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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