40ª CORRIDA DE REIS

Participação de primeira gestora municipal foi um dos marcos dessa edição

Flávia Moretti deu a largada do Pelotão de Elite e em seguida se juntou ao Pelotão Vip e virou atleta da maior corrida de rua do Centro-Oeste

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Esporte

Crédito: Matheus Guimarães/Secom VG

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), entrou para história da Corrida de Reis, ao ser a primeira Chefe do Executivo Municipal, a se lançar na pista e participar como atleta. Ela deu a tradicional largada do Pelotão de Elite, na Ponte Sérgio Motta, e em seguida, se juntou ao Pelotão Vip para participar pela primeira vez da prova que faz parte do calendário nacional de atletismo.

Antes da prova, a prefeita falou sobre sua expectativa. “É minha primeira vez, estou ansiosa. Vou tentar fazer alguns quilômetros, porque bons quilômetros eu faço pedalando. A corrida é símbolo de união entre as duas cidades, cidades-irmãs. A corrida incentiva o esporte, desperta as pessoas para necessidade de uma vida saudável. O mais interessante dessa 40ª edição, é que ela dá o arranque do ano novo e marca o início de novo ciclo para as cidades, para Mato Grosso e para o esporte”.

Crédito: Matheus Guimarães/Secom VG

Crédito: Matheus Guimarães/Secom VG

Reforçaram a participação da gestão municipal nesta 4-ª edição, os recém-empossados do concurso da Guarda Municipal. Os alunos fizeram os 10km e foram recebidos pela prefeita.
Nessa primeira participação, a prefeita correu 3km, chegou até o viaduto da UFMT, próximo ao Big Lar. De carro, Flavia foi até o Sesi Papa, ponto de chegada da prova em Cuiabá, onde premiou a categoria ‘Elite Feminino’.

Crédito: Matheus Guimarães/Secom VG

No palco, a prefeita se encontrou com o seu vice-prefeito, Tião da Zaeli (PL), com governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), com o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), com o presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), Eduardo Botelho (União), e outras autoridades.

“Nunca imaginei que fosse tão gostoso participar da Corrida de Reis. Vou vir sempre e ano que vem quero tentar fechar os 10km. O mais importante não é se você vai vencer os 10km, se vai correr, se vai caminhar. O importante é participar e incentivar outras pessoas, incentivar o esporte, pois ele só faz bem à saúde, ao corpo e à mente”.

Por Marianna Ferreira Peres/SECOM/VG

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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