Programa SER Família Solidário

GOVERNO DE MATO GROSSO ENTREGA 229 MIL CESTAS BÁSICAS COM INVESTIMENTO DE R$ 27 MILHÕES EM 2024

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Política

Foto: Josi Dias

Em 2024, o Governo de Mato Grosso investiu mais de R$ 27 milhões para distribuir 229 mil cestas básicas e kits de higiene a famílias em situação de vulnerabilidade social. A ação, realizada pela Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Setasc) por meio do Programa SER Família Solidário, foi idealizada pela primeira-dama Virginia Mendes.

Virginia Mendes destacou a importância da colaboração com os municípios e as primeiras-damas para garantir que as famílias mais necessitadas sejam atendidas.

“O Programa SER Família se destaca pelo envolvimento dos municípios, por meio dos CRAS, e pelo apoio fundamental das primeiras-damas. Essa integração é crucial para alcançar as famílias que mais precisam de assistência”, declarou primeira-dama.

Thiago Duarte, representante estadual dos Catadores de Materiais Recicláveis, e Sara Ferreira Rodrigues, moradora de Cuiabá, ressaltaram como a ajuda foi essencial em momentos de dificuldade.

A secretária de Assistência Social e Cidadania, coronel Grasi Paes Bugalho, reforçou que o programa tem sido vital para garantir a segurança alimentar das populações mais vulneráveis.

“É um programa vital para a sociedade mais vulnerável de Mato Grosso. Desde que foi criado, tem auxiliado milhares de pessoas, desde as cestas básicas e kits de higiene, até as entregas de marmitas que são feitas diariamente. A primeira-dama Virginia Mendes nos deu essa missão, de garantir a segurança alimentar da população mais vulnerável, e desde então trabalhamos dia após dias para isso”, ressaltou a secretária.

Mateus Rezende, administrador do Oratório Salesiano em Rondonópolis, também enfatizou a importância da parceria do Governo com entidades locais para identificar e atender as famílias que realmente precisam de assistência.

“Esse programa é muito importante por causa da alimentação. Aqui no Oratório nós atendemos crianças de 3 anos e jovens de até 21, mas as famílias também têm mães e pais, que às vezes ganham um salário. Quem tem família sabe o quanto custa alimentar todo mundo. Então, parece ser pouco, mas a cesta faz uma diferença grande para uma família”, afirmou.

SER Família Solidário

O SER Família Solidário, criado pela primeira-dama Virginia Mendes, é uma extensão do programa SER Família, que simboliza Superação, Esperança e Respeito. Inicialmente denominado “Vem Ser Mais Solidário”, o programa busca promover a solidariedade e apoiar as populações em situação de vulnerabilidade em Mato Grosso.

Em Cuiabá, as cestas básicas são distribuídas por entidades do terceiro setor, enquanto nos outros 141 municípios, as entregas são realizadas pelas secretarias municipais de Assistência Social. Para participar, as instituições precisam informar o Número de Identificação Social (NIS) de cada beneficiário, podendo obter o NIS no CRAS para aqueles que ainda não possuem.

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Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.

O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.

A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.

Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.

Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.

A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.

Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Critérios para concessão também foram questionados

Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.

Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.

Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.

Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.

A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.

Câmara poderá derrubar veto

Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.

O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.



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