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PREFEITO DE CUIABÁ ANUNCIA REESTRUTURAÇÃO E EXONERAÇÃO DO COORDENADOR DO MERCADO DO PORTO

A medida envolve a exoneração do coordenador atual, que será oficializada nesta sexta-feira (03), e a nomeação de um novo responsável pela gestão do mercado.

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Política

Foto: Luiz Alves / Prefeitura de Cuiabá

O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), anunciou, em visita ao Mercado do Porto na última quinta-feira (02), uma reestruturação integral na administração do local. A medida envolve a exoneração do coordenador atual, que será oficializada nesta sexta-feira (03), e a nomeação de um novo responsável pela gestão do mercado. Além disso, a Associação dos Permissionários perderá parte de suas atribuições administrativas sobre o espaço.

“Estou suspendendo. A associação não tem mais poder aqui. Vamos buscar os métodos jurídicos. A associação não tem mais poder administrativo sobre a feira do Porto. A pessoa que era coordenadora até hoje está exonerada. Vamos nomear amanhã um novo coordenador do local e a pasta vai fazer os levantamentos necessários para isso. Vai mudar totalmente a administração desse local”, declarou o prefeito.

Abílio apontou irregularidades na gestão do Mercado do Porto, incluindo denúncias sobre distribuição de espaços e cobranças indevidas de taxas de manutenção, que deveriam ser responsabilidade da associação.

“Pelo que eu sei, a associação dos feirantes cobra uma taxa de cada um dos feirantes para cuidar do espaço. Tem lugares que cobra mil reais, tem lugares que cobra mais que isso. Para cuidar de um espaço que é de administração do poder público”, afirmou o prefeito.
Brunini também mencionou denúncias sobre a venda irregular de espaços comerciais no Mercado do Porto, com pontos sendo anunciados em plataformas como o OLX.
“Então, que você faça o seguinte cruzamento: quem assumiu banca nova aqui, qual foi o procedimento pra assumir banca nova? Quem assumiu? Houve algum chamamento público? Eu não me lembro de que teve aberto algum chamamento público. É uma permissão do município, mas nenhuma barraca nova, nenhum ponto novo passou por processo de licitatório”, questionou o prefeito ao secretário Reginal Teixeira, presente na vita.

A gestão atual promete implementar medidas mais rigorosas e transparentes para evitar irregularidades e assegurar o funcionamento adequado do Mercado do Porto como espaço público.

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Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.

O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.

A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.

Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.

Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.

A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.

Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Critérios para concessão também foram questionados

Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.

Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.

Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.

Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.

A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.

Câmara poderá derrubar veto

Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.

O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.



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