EM VÁRZEA GRANDE

Flávia solicita prorrogação de contratos de servidores essenciais e critica corte de funcionários na saúde

Moretti argumentou que a medida é necessária para evitar prejuízos no início da gestão

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Política

Foto: Reprodução/Instagram

Flávia Moretti (PL), prefeita diplomada de Várzea Grande, solicitou ao atual gestor, Kalil Baracat (MDB), a prorrogação dos contratos dos servidores de áreas essenciais por mais 30 dias. Ela argumentou que a medida é necessária para evitar prejuízos no início da gestão, principalmente em setores como saúde, saneamento e administração pública.

“Eu pedi a prorrogação dos contratos de serviços essenciais, como os da saúde, do DAE [Departamento de Água e Esgoto] e outros que são fundamentais para manter a cidade funcionando. Vou fazer esse pedido formal ao prefeito Kalil”, afirmou.
A futura prefeita, Flávia Moretti, expressou preocupação com as demissões realizadas pela atual administração de Kalil Baracat. Segundo ela, 240 funcionários da saúde já foram dispensados, e o número pode chegar a 420. Flávia também criticou a concessão de férias a médicos e enfermeiros nas últimas semanas do mês, uma decisão que, segundo ela, contradiz o que foi acordado em reunião no Tribunal de Justiça.

“Ele dispensou muitos enfermeiros, médicos e técnicos que eram essenciais. Além disso, o diretor do Pronto-Socorro está dando férias para profissionais em um momento crítico, no fim do ano, quando há maior demanda por atendimentos. Isso é algo que me preocupa muito. A Deise [Bocalon, futura secretária de Saúde], estava no Pronto Socorro conversando com o diretor porque o TJ já recomendou que ninguém seja colocado de férias neste momento”, explicou.

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Medida provisória abre novo crédito orçamentário para ressarcir descontos indevidos em benefícios do INSS

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O Congresso Nacional analisa medida provisória (MP 1378/26) que abre crédito extraordinário de R$ 547 milhões no Orçamento para ressarcir aposentados e pensionistas do INSS que sofreram descontos associativos irregulares.

O governo já havia editado uma MP com crédito de R$ 3,3 bilhões para esse pagamento em julho de 2025, após entendimento firmado com o Supremo Tribunal Federal (STF).

Depois disso, no entanto, a Corte decidiu que, nos casos em que segurados contestarem as respostas das entidades associativas, o pagamento deverá ser realizado mesmo que não sejam cumpridas etapas prévias previstas no acordo.

O STF também assegurou que a adesão ao acordo não impede o ajuizamento de ações judiciais contra a União e o INSS quando o pagamento não ocorrer administrativamente.

O prazo para a adesão ao ressarcimento administrativo acabou no dia 20 de junho de 2026.

Próximos passos
A MP 1378/26 tem validade imediata, mas precisa ser aprovada no Congresso Nacional para virar lei.

O texto será analisado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) e, em seguida, pelos plenários da Câmara e do Senado.

Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Marcelo Oliveira



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