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Alan Porto destaca benefícios das mudanças para servidores e critica Sintep por falta de diálogo

Mudanças na rede estadual de ensino não causaram prejuízos aos servidores e tampouco resultaram em sobrecarga para os profissionais

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Política

Foto: David Borges

O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, afirmou nesta quarta-feira (13.11) que as recentes mudanças na rede estadual de ensino não causaram prejuízos aos servidores e tampouco resultaram em sobrecarga para os profissionais. A declaração foi dada durante uma sabatina na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), onde o secretário explicou as alterações para os deputados.

De acordo com Porto, a alocação de merendeiras, auxiliares de limpeza, técnicos e vigias nas escolas segue o mesmo critério desde 2021, e que as adequações realizadas no sistema trouxeram “ganhos” para os servidores, em vez de perdas.

O secretário destacou a mudança no critério para a alocação de merendeiras. Até então, elas eram distribuídas nas escolas com base no número de alunos. A partir de 2025, no entanto, o critério passará a ser o tamanho da unidade de ensino.

“Não existe nenhuma polêmica. Não tem nenhuma informação de que a gente vai colocar sobrecarga de trabalho sobre esses servidores, pelo contrário, a gente vai apoiar e garantir que lá ponto tenha equipamentos para facilitar o serviço da nutrição, da merendeira e do vigia. Eles têm muito mais a ganhar do que qualquer tipo de polêmica”, declarou o secretário.

Alan reiterou que o sistema de redimensionamento da rede estadual de ensino não implica o fechamento de escolas. A atual Constituição determina que o município é responsável pelo atendimento das crianças de zero a 5 anos, ou seja, para o ensino infantil, enquanto o Estado é encarregado do ensino fundamental e do ensino médio.

No entanto, o Governo de Mato Grosso tem proposto aos municípios uma reorganização no atendimento escolar. A proposta é que os municípios assumam a responsabilidade pelos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano), enquanto o Estado fica responsável pelo atendimento do ensino fundamental II (6º ao 9º ano) e do ensino médio.

O secretário Alan Porto afirmou que, desde 2021, 135 dos 142 municípios de Mato Grosso já completaram o redimensionamento total do ensino.

 “Não tem fechamento. As escolas, o Estado está doando para os municípios atenderem os estudantes do 1º ao 5º ano. O município ganha inclusive em recurso com esse novo modelo”, explicou.

Porto fez duras críticas ao Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), afirmando que a entidade não busca um diálogo construtivo sobre as questões da educação, mas sim “desrespeitar” e atacar o Governo.

“O problema é que o Sintep não quer dialogar com a educação e com respeito. O Sindicato propõe nas nossas reuniões: falta de educação, falta de respeito, falta de diálogo, é grosseira. Isso aconteceu com o governador e comigo. Quem não quer o diálogo aberto, verdadeiro e sincero é o próprio Sintep”, alfinetou.

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Duas mulheres são eleitas para a ALMT após quatro legislaturas

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Samantha do Abilio (PL) e Alessandra Ferreira (Podemos) estão entre os 24 deputados estaduais eleitos neste domingo (4) para a 21ª Legislatura da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Com 100% das urnas apuradas, Samantha recebeu 57.900 votos e Alessandra, 50.802. O resultado faz com que a ALMT volte a ter duas mulheres eleitas diretamente para exercer mandatos titulares simultaneamente.

A última vez que isso ocorreu foi nas eleições de 2010, quando Luciane Bezerra e Teté Bezerra conquistaram cadeiras para a 17ª Legislatura (2011–2015). Nas três eleições seguintes (2014, 2018 e 2022), apenas uma mulher, Janaina Riva (MDB), foi eleita deputada estadual em cada pleito.

Na atual legislatura, outras mulheres também exerceram temporariamente o mandato como suplentes. Em julho de 2025, a ALMT registrou, pela primeira vez, três mulheres em exercício simultaneamente: Janaina Riva, titular, e as suplentes Professora Graciele e Valdeniria Dutra. Também assumiram como suplentes ao longo da 20ª Legislatura Sheila Klener, Sandy de Paula, Priscila Dourado e Marildes Ferreira.

Nas eleições de 2026, as mulheres representaram 34% do total de candidaturas registradas em Mato Grosso, mesmo percentual verificado no estado nas eleições gerais de 2022. Apesar de serem maioria entre o eleitorado, a participação feminina entre os candidatos permaneceu em cerca de um terço.

Eleitas, Samantha e Alessandra representarão 8,3% da composição da Casa na próxima legislatura. Samantha do Abilio, de 42 anos, é designer de interiores e vereadora de Cuiabá. Eleita para a Câmara Municipal em 2024, chega à Assembleia para o primeiro mandato como deputada estadual. Já Alessandra Ferreira, de 36 anos, é cirurgiã-dentista e empresária. Foi secretária municipal de Promoção e Assistência Social de Rondonópolis entre 2025 e 2026 e disputou neste ano sua primeira eleição para um cargo eletivo.

A presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou a diferença entre o número de mulheres no eleitorado e a presença delas nos cargos eletivos. “A gente tem 51% dos eleitores que são mulheres. E por que elas não podem ter uma representatividade? Então a gente tem que melhorar essa cultura, conversar mais, trocar nossas experiências e fazer com que esse número comece a crescer também”, afirmou.

Para a cientista política Christiany Fonseca, a participação feminina nas eleições não se converte automaticamente em representação parlamentar. Segundo ela, o processo envolve acesso às estruturas partidárias, recursos de campanha, redes políticas e condições para que as candidaturas sejam competitivas. “É preciso conseguir entrar, competir, vencer e depois permanecer na política”, resumiu Christiany.

A eleição de Samantha e Alessandra ocorre 16 anos depois do pleito que levou duas mulheres simultaneamente à Assembleia. Elas assumem os mandatos em 1º de fevereiro de 2027.

Fonte: ALMT – MT



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