Mato Grosso
Prefeitura de Cuiabá lança programa de proteção emocional para servidores que atuam no combate ao Covid-19
Mato Grosso
Da Redação
Pensando na proteção da saúde mental/emocional dos milhares de profissionais do Sistema Único de Saúde – SUS que estão ligados direta ou indiretamente no atendimento de vítimas e combate ao novo coronavírus (COVID-19) a Prefeitura de Cuiabá, lançou nesta segunda-feira (18) o ‘Programa Cuidando de Quem Cuida da Gente’.
Inédito em Mato Grosso, a iniciativa, que foi idealizada e coordenada pela primeira-dama da Capital, Márcia Pinheiro objetiva acolher esses profissionais que, pelo trabalho intenso e enfrentamento à condições adversas, podem ter sintomas como ansiedade, depressão, irritabilidade, transtorno de estresse agudo e bournout, dentre outros que podem desencadear o Transtorno do Estresse Pós Traumático (TEPT).
Ao todo, cerca de 7 mil servidores pertencentes às três esferas de acolhimento da rede SUS: Atenção Básica com 96 unidades, Secundária com cinco policlínicas e as três UPAs- Morada do Ouro, Pascoal Ramos e ainda Terciária onde estão o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), o antigo pronto-socorro de Cuiabá e o Hospital São Benedito serão contemplados com os cuidados ofertados por meio de palestras, workshops e ainda atendimentos psicológicos e psiquiátricos através de plataformas digitais – disponíveis no site oficial da Prefeitura de Cuiabá.
“O estresse e a pressão de lidar com o ofício, acrescido do risco de adoecer, provocam severos problemas de saúde mental nos trabalhadores da Saúde a exemplo da ansiedade e à depressão. A pandemia Covid19 pode agravar consideravelmente esses sintomas. Por isso, o objetivo deste programa é prestar todo apoio e amparo psicológico necessário para cuidarmos de quem cuida da gente, nesse momento tão crítico”, enfatizou a primeira-dama.
PRÁTICA
Para realizar o acolhimento de forma satisfatória, a nova estratégia para cuidar do servidor será conduzida por profissionais das áreas de psiquiatria, psicologia, nutrição e educação física, ao longo de seis meses – subdivididos em quatro etapas.
De acordo com André Duailibi, psiquiatra e coordenador-responsável pelo Cuidando de quem Cuida da Gente, a primeira etapa será composta por plataformas de psicoeducação com vídeos de técnicas específicas para o controle do estresse e prevenção do Transtorno de Estresse Pós-Traumático, independentemente de o servidor público estar atuando ou não na linha de frente no combate do coronavírus.
A segunda fase, conforme relata o médico, consistirá no acompanhamento psicológico por 12 semanas – apenas para os profissionais da Saúde que estão na linha de frente no combate a COVID19. Nesta fase, será disponibilizado apoio e acompanhamento individual (virtual) com psicólogos especialistas em terapia cognitiva e em metodologia específica para gerenciamento do estresse e prevenção do estresse pós-traumático.
“O Programa disponibilizará um pacote com até 4.800 sessões de terapia para acompanhamento psicoterápico individual. Para cada participante serão ofertadas em média 12 sessões de atendimento especializado com duração de 50 minutos. Àqueles em que se constatar necessidade, serão encaminhados para a avaliação com o médico psiquiatra objetivando acompanhamento e intervenção da crise”, explicou Dualibi salientando que a 3ª e 4ª etapa serão compostas por workshops presenciais em unidades de saúde para avaliar como os servidores estão após a pandemia e a de encerramento envolvendo todos os participantes e a equipe multidisciplinar do programa para apresentar os resultados alcançados pelo programa.
TRANSPARÊNCIA
Primando pelo princípio da transparência, respeito ao erário público e aos órgãos de controle, antes do lançamento que foi realizado pelo Prefeito e primeira-dama, Emanuel e Márcia Pinheiro por vídeo transmitido via redes sociais – para evitar aglomerações, o programa foi apresentado ao promotor de Justiça de Mato Grosso, Alexandre Guedes.
“O respeito pelos órgãos de controle sempre foi praxe da nossa gestão. Primando por essa sensibilidade, a primeira-dama apresentou ao promotor Alexandre Guedes a grandiosidade do Cuidando de Quem Cuida da Gente e como esse programa inédito vai trazer um alento psicológico aos nossos heróis nesse momento tão difícil”, frisou o gestor municipal.
MAIS
Além da Saúde, a plataforma Cuidando de Quem Cuida da Gente também contempla uma média de 200 servidores da Secretaria de Assistência Social que estão diretamente envolvidos nas ações contra o novo coronavírus.
Foto: prefeitura de Cuiabá
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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