orientação
Delegado alerta população a não compartilhar fotos com sinais de mão após assassinato de irmãs por facção – vídeo
Existem símbolos e sinais que representam essas facções
Polícia
O delegado da DHPP de Cuiabá, Nilson Farias, aconselhou a população a não publicar fotos fazendo sinais com as mãos nas redes sociais. Essa orientação foi dada após as irmãs Rayane Alves Porto, de 25 anos, e Rithiele Alves Porto, de 28 anos, serem assassinadas último sábado (14.09) em Porto Esperidião (323,3 km da Capital), supostamente por fazerem o sinal de três dedos, associado à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
As irmãs foram assassinadas depois de serem mantidas em cativeiro por membros da facção criminosa Comando Vermelho. A decisão sobre as mortes foi tomada por um detento da Penitenciária Central do Estado (PCE), que acompanhou as execuções por videochamada. O suspeito já foi identificado e está em uma cela isolada.
Segundo com a autoridade policial, a simbologia é utilizada também é empregada na língua de sinais (Libras).
“Então, existem símbolos e sinais que representam essas facções. Mas, especificamente, em relação àqueles sinais ali, segundo algumas pessoas que integram facções, significa tudo três, que indica aí uma facção rival do Comando Vermelho, que seria o PCC de São Paulo”, disse o delegado Nilson Farias.
O delegado diz que chegamos a um extremo, onde pessoas foram assassinadas por conta de apenas uma foto é acredita que melhor evitar tirar fotos fazendo sinais que simboliza facção.
“Infelizmente a população fica muitas das vezes refém, mas a polícia agiu rapidamente, conseguiu prender. Mas a gente vem aqui de forma orientativa para a população para falar que pode ficar tranquilo, mas que realmente é bom evitar tirar foto fazendo símbolo, principalmente esse símbolo aqui, que eu vejo muito jovem fazendo o símbolo do Comando Vermelho. E assim, se você não é criminoso, pra que você vai tirar foto assim?” finaliza o delegado.
Até agora, 12 pessoas envolvidas no crime foram presas, incluindo cinco menores de idade, cuja internação foi determinada.
Veja vídeo:
Polícia
Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento
O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.
De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.
Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.
Defesa contesta autuação
A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.
Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.
A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.
O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.
A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.
Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.
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